terça-feira, 2 de outubro de 2012

Duas Companhias comemora oito anos com vários espetáculos em temporada de “ocupação” do Teatro Barreto Júnior


Caetana
 Caxuxa
  Divinas

A Duas Companhias, de Livia Falcão e Fabiana Pirro, comemora seus oito anos com uma temporada popular no Teatro Barreto Júnior, no Pina, reunindo vários espetáculos do grupo. A programação começa nesta sexta (05/10), às 20h, com a peça "Divinas". No sábado (06/10), às 16h30 tem "Caxuxa" e às 20h o espetáculo "Caetana". No domingo (07), mais uma sessão de "Caxuxa" às 16h30 e outra de "Divinas" às 20h. A entrada é gratuita e essa primeira semana da temporada é uma parceria da Duas Companhias com a Fundarpe/Governo de Pernambuco. Na próxima semana o projeto segue em parceria com o Carrefour, proporcionando mais uma série de apresentações gratuitas ao público de sexta a domingo.
            Nas quintas, 11 e 18 de outubro, às 20h, a Duas Companhias leva ao Barreto Júnior as leituras dramatizadas dos textos “A Peleja dos mil Anos”, de Cláudio Ferrario e “Um Paroquiano Inevitável”, de Hermilo Borba Filho. Nas quartas, 10 e 17 de outubro, pela manhã, a partir das 10h, haverá aulas-espetáculo abertas para 20 participantes e mais 200 pessoas que poderão acompanhar como espectadores. Escolas e entidades interessadas em levar grupos para as apresentações ou para as aulas podem se inscrever pelo email duascias@gmail.com ou pelo telefone 9949.9945.
Além dos espetáculos, leituras dramáticas e aulas-espetáculo, a “festa” da Duas Companhias apresenta a exposição “Risos da memória”, que ficará montada no primeiro andar do teatro, com fotos que contam a trajetória do grupo e as afinidades e afetos reunidos ao longo da caminhada. As fotografias são assinadas por Daniela Nader, Renata Pires, Fred Jordão, Rodolfo Araújo, Renato Filho, Roberta Guimarães e Dudu Schneider.
A Duas Companhias - O nascimento da Duas Companhias partiu das atrizes pernambucanas Lívia Falcão e Fabiana Pirro, que tinham vontade de falar do seu lugar de origem, investigar sua cultura, mergulhar nas suas raízes. De 2004 a 2010, elas realizaram as montagens de Caetana, com texto e direção de Moncho Rodriguez (espetáculo visto por mais de 75 mil espectadores e que permanece em cartaz até hoje), e A Árvore de Júlia, com direção de Lívia Falcão; lançaram o livro “Uma história do teatro pernambucano daqui pr'ali e de lá pra cá” e o documentário “Caetana o Filme”; produziram oficinas e ciclos de leituras dramatizadas; e viajaram pelo Brasil e pela Europa com o repertório da Companhia.
Em 2011, com o elenco e o time de produção reforçados, a Duas Companhias realizou o pioneiro projeto “Formação de Mulheres Palhaças em PE” e o “Que Comédia! Ciclo de Leituras da Commedia Dell'Arte” e estreou mais um espetáculo, Divinas.
            Em 2012, a companhia comemora oito anos de vida e trabalho com Caetana e Divinas na estrada, e o nascimento do musical Caxuxa com o elenco jovem da trupe.

A poesia e encantamento do espetáculo Divinas

Divinas, que poderá ser vista na temporada dos oito anos às sextas e domingos, às 20h, é uma celebração e apresenta em clima de brincadeira e poesia três figuras contadoras de histórias, na pele das palhaças Uruba (Fabiana Pirro), Bandeira (Odília Nunes) e Zanoia (Lívia Falcão), atravessando tempos e geografias diversas numa caminhada sobre a delicadeza e a força na busca dos sonhos.
Tudo em diálogo com a música, a poesia popular e a arte do palhaço. A peça foi pensada para ser livre e poder ser encenada em qualquer espaço, no palco, nas praças, nas ruas...  A montagem já teve uma elogiada curta temporada no Teatro Barreto Júnior, no Recife e uma participação comemorada no Festival de Circo do Brasil, incluindo duas apresentações abertas em praças do Recife e Olinda, além do Janeiro de Grandes Espetáculos e Festival de Inverno de Garanhuns.
Depois de mais de um ano de preparação, incluindo a realização de dois ensaios abertos, na programação do Palco Giratório, onde o público interagiu com as artistas, tecendo comentários e colaborando também com o processo de criação, Divinas estreou no início de outubro de 2011, no Teatro Barreto Júnior. A peça tem música ao vivo comandada pelo percussionista Luca Teixeira e trilha sonora assinada por Beto Lemos. A preparação das atrizes na arte da palhaçaria para encarar o espetáculo foi feita pela palhaça e atriz Adelvane Néia, de Campinas. Na equipe de dramaturgia o professor, filósofo e poeta Marcelo Pelizzoli, o escritor e poeta Samarone Lima e a jornalista, poeta e dançarina Silvia Góes.
O trabalho de pesquisa para a encenação de Divinas começou em 2010, com a orientação de dramaturgia e direção do espanhol Moncho Rodriguez, que passou quinze dias no Recife num programa de imersão com a equipe e com a participação de Lívia Falcão, Fabiana Pirro e Luciano Pontes como atores-pesquisadores. Depois dos primeiros estudos e ensaios abertos, outros projetos da Duas Companhias foram a razão de um intervalo no trabalho. O retorno efetivo do processo se deu em abril de 2011 e para dar continuidade ao projeto, a Duas Companhias convidou a atriz Odília Nunes para dividir o palco com Lívia e Fabiana. A palhaça Adelvane Néia, de Campinas (SP), foi chamada para conduzir os improvisos e preparar as três palhaças em cena. Marcelo, Samarone Lima e Silvia Góes foram convidados para integrar a dramaturgia desta segunda fase de montagem da peça.
Desde o princípio a interação entre os artistas e o público guiou o projeto e já em 2010 foram realizados alguns ensaios abertos no Centro Apolo Hermilo. O convite para o Palco Giratório com a demonstração do processo na última fase de lapidação do espetáculo foi uma nova oportunidade de dialogar com o público e estudar as reações ao que vinha sendo proposto em cena.
O trabalho em conjunto transforma o grupo num grande amálgama de criatividade. A partir das improvisações das três palhaças, os dramaturgos se inspiraram na elaboração do texto, que foi levado de volta às palhaças e novamente trabalhado junto com as figuras. Na construção, Adelvane Néia foi conduzindo como uma maestra os sons da orquestra. A opção pela presença em cena e ao vivo do percussionista Luca Teixeira em diálogo com os atrapalhamentos e poesias das três palhaças foi testada durante os ensaios abertos e afinada para as apresentações que se seguiram, rendendo elogios de público e crítica.
Divinas dá continuidade ao movimento em busca de um corpo de mulher no universo do clown, criando uma linguagem própria da palhaça. A integração de Adelvane Néia ao trabalho de pesquisa de Divinas se deu a partir de novembro de 2010, quando, a convite da Duas Companhias, veio ministrar as aulas do projeto “Formação de Mulheres Palhaças em Pernambuco”, com a participação de quinze mulheres do estado.

Caxuxa para crianças de todas as idades

Um convite à vida colorida a partir da beleza dos sonhos, vozes que brincam e cantam juntas e que trazem ao público a força de letras divertidas com frases como: “Tem que sonhar, porque senão fica chato!” O musical “Caxuxa” estreou em abril deste ano e invade mais uma vez o palco do Barreto Júnior na temporada de aniversário aos sábados e domingos, às 16h30.
Toda a peça se passa numa noite, na qual as crianças, ao invés de dormir, resolvem sonhar acordadas. “Caxuxa” dramatiza esses sonhos com muita leveza e alegria, e navega na ideia de que todo ser humano, de qualquer cor, idade, raça ou crença tem sempre o desejo de, em algum momento, se sentir outro, metamorfosear-se. Em cena, jogando com a simplicidade e a criatividade, e corporificando com graça essa criança brincante que há em todo ser humano, o talento das jovens atrizes Anaíra Mahin, Marina Duarte, Natascha Falcão e Olga Ferrario é somado à experiência do ator e também diretor deste espetáculo, Cláudio Ferrario.  Juntos, eles vivem intensamente cada sonho com a certeza de que estes são reais e representam os desejos, a criatividade e a poesia de qualquer pessoa.
O texto original de “Caxuxa” é de Ronaldo Ciambroni, com adaptação e músicas de João Falcão. Cenário e figurinos de Fabiana Pirro em parceria com a equipe. Iluminação de Luciana Raposo. Direção musical de Adriana Milet. As coreografias foram criadas com a participação de todo o elenco e dos diretores, com a colaboração da bailarina Silvia Góes, do Coletivo Lugar Comum. A direção geral é assinada em dupla por Cláudio Ferrário e Lívia Falcão.
 “Caxuxa”, segundo Lívia, é um musical para todas as idades e conta a história de quatro crianças e um homem cego que vivem na rua transformando sua realidade através dos sonhos a cada momento, dando espaço e voz aos “outros” que sempre nos habitam como seres humanos. “Todos temos o desejo de vez em quando de nos sentirmos outro né?”, diz Lívia.

Caetana marca o começo dessa história

A comédia teatral CAETANA, com Lívia Falcão e Fabiana Pirro, estreou em 2004 numa apresentação em Garanhuns (terra natal da atriz Lívia Falcão). O espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez e com texto do próprio Moncho em parceria com Weydson Barros Leal, passou por várias cidades do Nordeste, pelo Sudeste, Sul, já teve até temporada na Europa, foi indicado ao Prêmio SHELL e reuniu mais de 50 mil espectadores ao redor do mundo. Na temporada dos oito anos, CAETANA fica em cartaz aos sábados, às 20h.
“Para mim CAETANA é sempre um desafio. Benta é a personagem que mais exige da atriz Lívia, em tudo, voz, corpo, interpretação. É o meu 100%.”, diz Lívia Falcão, que encarna a divertida rezadeira Benta, arrancando risos e lágrimas da plateia por onde passa.
Tomando como base a pesquisa desenvolvida pelo encenador Moncho Rodriguez na procura de novas linguagens para um teatro de identidade nordestina, a peça trata do tema da moça CAETANA, inspiração armorialista utilizada pelo dramaturgo Ariano Suassuna em suas obras e poemas.
CAETANA é a identidade da morte, aqui interpretada por Fabiana Pirro. Lívia Falcão “encarna” Benta, uma rezadeira “encomendadora” de almas que, após indicar o caminho do além a tantas outras, vê-se diante do seu próprio encontro com a CAETANA. As almas anteriormente encomendadas por Benta reaparecem para um divertido encontro em forma de bonecos, articulados e dublados por Fabiana.
Em 2005, Lívia Falcão e Fabiana Pirro receberam o Prêmio APACEPE de melhor atriz e atriz coadjuvante, respectivamente, no projeto “Janeiro de Grandes Espetáculos”. O prêmio também foi conferido às categorias figurino, maquiagem, produção e ainda o Especial do Júri em Dramaturgia para o encenador Moncho Rodriguez e o poeta Weydson Barros Leal. O espetáculo também foi indicado ao Prêmio SHELL, o mais importante do teatro nacional, em três categorias: melhor atriz (Lívia Falcão), melhor texto (Weydson Barros Leal e Moncho Rodriguez) e melhor trilha sonora (Narciso Fernandes).
“A encenação resgata elementos do teatro das tradições populares e os transforma em linguagens renovadas de contemporaneidade. Um teatro de celebração, de encantamento e diversão”, destaca Moncho Rodriguez. CAETANA aparece de forma poética, com muita música e celebrações presentes no imaginário popular do Nordeste.
A morte passa pelo memorial do imaginário nordestino deixando um rastro de histórias, mistérios, encantamentos e assombrações que despertam a curiosidade num universo de fábulas e crendices que terminaram se tornando íntimos do povo.
O circo, o desaparecimento, os desafios do amor e da vida, as diferentes formas de aparições dessa CAETANA estão presentes no espetáculo, escrito a quatro mãos por Moncho Rodriguez e pelo poeta Weydson Barros Leal, que marcou com CAETANA a sua estreia na dramaturgia teatral.
De acordo com Moncho Rodriguez, que também assina a cenografia e o figurino, a cenografia do espetáculo propõe a autonomia de mobilidade levando a cena completa para qualquer lugar onde possa se realizar. Trata-se de uma “máquina teatral” circense, onde já se incrusta a própria iluminação, o som, os efeitos visuais. “Assim, resgatamos a praticidade dos antigos comediantes mambembes, que percorriam cidades e feiras levando seu teatro a todos os lugares”, explica.
CAETANA também leva ao palco o diálogo entre atrizes e bonecos, sempre dublados por Fabiana Pirro, que encarna, além da própria CAETANA em carne e osso, papéis complementares à trama. São esculturas volumétricas, utilizando materiais reciclados e alternativos, misturados com elementos puros da tecelagem usada no interior do Nordeste por artesãos e bordadeiras. O bêbado, que aparece num divertido diálogo com a velha encomendadora de almas Benta – personagem de Lívia Falcão – é representado por um cabo de vassoura na mão de Fabiana, relembrando uma brincadeira de infância comum no interior.
Espanhol, nascido em Vigo, ao longo de 30 anos de carreira o encenador Moncho Rodriguez desenvolveu vários projetos de pesquisa no teatro do mundo ibérico em Portugal, na Espanha e no Brasil. Dirigiu importantes companhias de teatro oficiais e independentes e foi formador de muitos jovens atores que hoje atuam no cenário do teatro ibérico nos três países. Nos últimos 15 anos tem se dedicado ao estudo e pesquisa da dramaturgia ibérica no Nordeste do Brasil, promovendo e criando espetáculos com outros dramaturgos nordestinos como Lourdes Ramalho (PB), Ronaldo de Brito (PE), Racine Santos (RN), Aglaé Fontes de Alencar (SE), Oswald Barroso (CE).
Entre os principais projetos de intercâmbio entre a península ibérica e o Brasil destaca-se o projeto Cumplicidades, do qual foi idealizador e coordenador na primeira jornada. Financiado pela Comunidade Europeia, realizou ainda projetos como o Universo do Cordel, com jovens atores de Portugal, Uruguai, Espanha e Brasil. Promoveu circuitos de descentralização teatral na Espanha e Portugal e dirigiu no Vale do Ave, em Portugal, a Oficina – Centro de Artes e Mestres Tradicionais, com a participação de mais de 400 jovens integrados em programas de re-inserção social.

Quem são os personagens de CAETANA segundo o diretor Moncho Rodriguez:

Benta – interpretada por Lívia Falcão.
“É uma encomendadora de almas. Representa a mãe coragem, o espírito nordestino daqueles que tentam sobreviver”.

CAETANA – interpretada por Fabiana Pirro.
“É a morte presente em nosso imaginário lúdico. A tragédia transformada em riso”.

Ninguém – boneco inspirado nos cabeçudos populares.
“É o homem simples do povo. O moleque-de-recado, sem alternativas de profissão. É visto como louco, porque só loucos conseguem sobreviver assim”.

Epifânio – boneco inspirado nos trabalhos do Mestre Saúba, de Carpina, andando sempre bambo sobre uma bicicletinha.
“É o político corno. Representa toda a minha raiva do egoísmo do poder”.

Rita Tabaqueira – boneco inspirado num tipo de marionete utilizado numa ópera em Lisboa. Escultura com meio corpo próprio e que utiliza parte do corpo do ator.
“É a mulher reprimida pela Igreja e pela família do Sertão, desvendando o desejo feminino”.

Tonho da Braúna – boneco construído sobre um cabo de vassoura.
“É o bêbado e poeta. Representa o romântico, que transforma tudo numa brincadeira. Uma homenagem aos poetas populares. Tonho já ganhou inclusive um papel no meu próximo espetáculo”.

Dioclécio – boneco inspirado nos mamulengos.
“Faz parte do universo dos excluídos e é exatamente dele que vem a consciência do humano. É um homossexual, sensível e prestativo e termina emprestando à Benta a consciência do que é viver sem a “chave da vida”.

O Anunciador – interpretado por Fabiana Pirro.
“É muito parecido comigo”.

Fonte:  DUAS COMPANHIAS / CENTRO CULTURAL CORREIOS

       SILVINHA GÓES .

Espetáculo “LEVE” em única apresentação no Marco Camarotti nesta quinta (4) com entrada gratuita




“É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim – a presença misteriosa da vida...”

(Trecho de Presença – Mário Quintana)
Poema presente no espetáculo LEVE nas
vozes de Maria Agrelli e Renata Muniz

 O premiado espetáculo de dança “LEVE”, do Coletivo Lugar Comum, encenado pelas bailarinas Renata Muniz e Maria Agrelli, poderá ser visto esta semana mais uma vez no Recife em única apresentação, no Teatro Marco Camarotti, em Santo Amaro, nesta quinta (04/10), às 16h. A encenação encerra o projeto aprovado pelo FUNCULTURA que possibilitou diversas apresentações entre os meses de março e maio no Hermilo e que culmina agora com mais essa, no SESC Santo Amaro. A sessão desta quinta contará com audiodescrição, proporcionando a tradução intersemiótica do que está sendo visto em palavras que descrevem objetivamente os movimentos e a interpretação das meninas, luz, cenário, figurinos, tudo especialmente e poeticamente pensado para as pessoas com deficiência visual. Além de um intérprete de LIBRAS que ensaiou todo o texto falado e as letras das músicas junto com as bailarinas para integrar ao espetáculo a tradução simultânea na linguagem dos sinais. O trabalho de consultoria e desenvolvimento do projeto de acessibilidade é da VouVer, da atriz Andreza Nóbrega e da psicóloga Liliana Tavares, ambas consultoras em acessibilidade e audiodescritoras.
“LEVE foi o primeiro espetáculo de dança em Pernambuco a contar com o recurso da audiodescrição, durante uma das apresentações do Palco Giratório, em 2010. Agora tornou-se o primeiro a realizar uma temporada inteira com esse pensamento que integra a arte e a acessibilidade comunicacional com audiodescrição e LIBRAS na concepção de cada uma das sessões realizadas”, explica Andreza Nóbrega. Ela diz que em teatro já há mais iniciativas, mas em dança ainda são poucos os grupos que se concentram no debate. “Mas tudo isso vai mudando aos poucos. A orientação sobre a importância da acessibilidade ressaltada nos próprios editais, como é o caso do FUNCULTURA, tem feito os coletivos e artistas planejarem seus espetáculos com essa prioridade”, completa Liliana Tavares.
“A audiodescrição em dança tem que dançar com o corpo no palco, porque é movimento”, destaca Andreza com o brilho nos olhos de quem fala com paixão sobre a sua luta e suas conquistas. Para Liliana “é um processo muito rico. Cada obra é nova, cada trabalho é único, seja teatro, ópera, dança, cada espetáculo é único”.
As pessoas com deficiência visual farão um tour tátil antes do início do espetáculo, complementando as informações percebidas e agregando ao que é ouvido as texturas, temperaturas, desenhos no espaço e outras informações do cenário e figurinos das bailarinas.
Para Maria Agrelli e Renata Muniz, a experiência deu a chance de perceber a criação a partir de novos olhares, além da emoção de ver o trabalho artístico tocar cada vez mais pessoas. “Durante a pesquisa de LEVE vimos que o último sentido que a gente perde quando morre é a audição e por isso no final, saímos do palco e a música continua tocando e fica ali, a música e o espaço, por muito tempo. Agora, pensando nas pessoas com deficiência auditiva e visual enquanto dançamos, o nosso próprio universo ganhou outras cores e outros sentidos”, diz Maria Agrelli.
Segundo dados do Censo 2000 do IBGE, existe uma média de 148 mil cegos e 166 mil surdos no Brasil, estando na região Nordeste a maior parcela dessa população (16,8%). Partindo do pressuposto de que a arte e a cultura são direito de todos e que o acesso democrático aos bens culturais é fator de identificação social do qual as pessoas com deficiência visual e auditiva fazem parte, a acessibilidade comunicacional consiste na eliminação de barreiras que impedem a comunicação. No Brasil o debate ganhou novos horizontes desde 2000, por meio da promulgação da Lei Federal nº 10.098 sobre acessibilidade comunicacional e sua regulamentação em Dezembro de 2004 pelo Decreto Federal 5.296.
LEVE foi concebido e montado em 2009, reunindo jovens artistas recifenses em um espetáculo de dança que traz novos conceitos para a cena, promovendo a integração entre movimento, música, cenário e iluminação.  É um espetáculo que proporciona ao público um ambiente poético e intimista, e comove por tratar de temas tão recorrentes à condição humana: a morte, as perdas, as saudades. As sensações de impotência, dor, raiva, angústia, vazio, alívio se mesclam nas cenas, desveladas pelos corpos das bailarinas e pela atmosfera criada para este trabalho. A montagem estreou nacionalmente em junho de 2009, com uma trajetória de sucesso e premiações, incluindo melhor espetáculo júri oficial e popular, trilha sonora, iluminação, cenografia e bailarina no Prêmio APACEPE de Teatro e Dança de 2010. Participou do Festival Palco Giratório circulando por 15 estados diferentes, foi visto em 33 cidades do Brasil. Desde sua estreia já foi assistido por mais de 5 mil pessoas.

LEVE – ÚLTIMA APRESENTAÇÃO DA TEMPORADA 2012 NO RECIFE

QUANDO?
04 DE OUTUBRO

ONDE?
TEATRO MARCO CAMAROTTI
SESC SANTO AMARO
RUA 13 DE MAIO, 455

FICHA TÉCNICA (criação)

Concepção, criação e coreografia:
Maria Agrelli e Renata Muniz
Assistente de Coreografia: Liana Gesteira
Consultoria Artística: Valéria Vicente e Maria Clara Camarotti
Laboratórios Criativos: Liana Gesteira
Preparação Vocal: Conrado Falbo
Pesquisa Teórica e Diário de Criação: Renata Pimentel
Trilha Sonora Original: Isaar
Iluminação Criação e Execução: Luciana Raposo
Figurino Criação: Maria Agrelli
Figurino Execução: Maria Lima
Cenário Criação e Design Gráfico: Isabella Aragão e Luciana De Mari
Cenário Execução: Isabella Aragão, Luciana De Mari e Martiniano Almeida
Fotos: Breno César

FICHA TÉCNICA (Temporada 2012 com acessibilidade)

Bailarinas: Maria Agrelli e Renata Muniz
Preparação Corporal: Luiz Roberto da Silva, Victor Monteiro Ramos (Pilates)
Operação de luz: Luciana Raposo e Rodrigo Oliveira
Cenotécnico e Operador de Som: Almir Negreiros
Produção Geral: Comum de 3 Produções Artísticas e Carminha Lins
Produção Executiva: Grão – Comunicação e Cultura (Rute Pajeú)
Assessoria de Imprensa: Íntegra Cooperativa de Notícias
Projeto de Acessibilidade Comunicacional: VouVer Acessibilidade Cultural
Consultoria em Acessibilidade: Andreza Nóbrega
Roteiro de audiodescrição: Andreza Nóbrega
Locução da audiodescrição: Andreza Nóbrega e Liliana Tavares
Intérprete de Libras: Ernani Ribeiro e Anderson Tavares


 Fonte: Coletivo Luga Comum/Silvinha Góes.

Hebe Camargo


Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, mais conhecida como Hebe Camargo ou simplesmente Hebe (Taubaté8 de março de 1929 — São Paulo29 de setembro de 2012) foi uma apresentadora de televisãoatrizhumorísta e cantora brasileira, tida como a "rainha da televisão brasileira". Ravagnani é seu sobrenome de casada. Morreu no dia 29 de setembro de 2012 por uma parada cardíaca em São Paulo.


Biografia

Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Sigesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Caçula dos 6 filhos (4 mulheres e 2 homens) ela estudou até a quarta série do primário e acompanhava seu pai em suas apresentações em festas, casamentos e recitais. Seu pai era mais conhecido como Fêgo Camargo que era violinista e cantor.

1943: Início da carreira no rádio

Sua família mudou-se para a capital, São Paulo em 1943 quando Hebe tinha 6 anos de idade. Fêgo já na capital passou integrar a Orquestra da Rádio Difusora, onde ele regeu a orquestra da emissora de rádio e sempre levava consigo Hebe Camargo. Ela iniciou como cantora na rádio Tupi aos 15 anos de idade se apresentando no programa Clube Papai Noel.
Já na Rádio Difusora no programa Arraial da Curva Torta em 1944 ela formou com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira Rosalinda e Florisbela.[7] Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates quando ficou conhecida como "estrelinha do samba". Em 1950 ela lançou sua primeira música cantada, "Oh! José" juntamente com "Quem Foi que Disse" em um compacto. após abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.

1950: Início na TV

Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das transmissões) o "Hino da Televisão", mas teve que faltar ao evento e sendo substituída por Lolita Rodrigues. Hebe faltou à cerimônia para acompanhar seu namorado na época em uma cerimônia na qual seria promovido.
O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.
Em 1955 Hebe deu início ao primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar-se com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.
Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.
Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical homônimo Hebe Camargo, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.
Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo "sofá da Hebe", no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismofofoca e macumba.
Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Na Bandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.

1986-2010: SBT


Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette PintoRomeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.
O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 1986. Entre 1986 e 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.
Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1 000º programa pelo SBT.
Em 2010, aos 81 anos, Hebe Camargo gravou seu primeiro álbum ao vivoHebe Mulher e Amigos, com duas apresentações, uma em São Paulo, no Credicard Hall em 27 de outubro e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall em 24 de novembro. No show, a apresentadora recebeu diversas personalidades da música brasileira como Fábio Jr.DanielLeonardoMaria RitaPaula FernandesChitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, os quais entrevista em um sofá, como se estivesse em seu programa de auditório.
Em 11 de dezembro de 2010, a apresentadora com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão da Rede Globo, onde recebeu o Troféu Mario Lago de 2010 (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010).
Por volta das 16h30min de 13 de dezembro de 2010, ao final da gravação do especial de Réveillon de seu programa no SBTHebe, a apresentadora, pegando a todos de surpresa, leu uma carta de próprio punho para seu auditório e público informando que aquela foi a sua última atuação como funcionária do SBT. Estava ela se despedindo da emissora de Silvio Santos depois de 24 anos. O contrato dela com o SBT venceria no dia 31 de dezembro, mas diante disto Hebe confirma que não deve mais renovar com a emissora do "Baú". O último programa de Hebe Camargo no SBT foi ao ar em 27 de dezembro de 2010. Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV! em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês mais 50% de todos os merchandisings,

2011-2012: Estreia na RedeTV!, rescisão e morte


Ela estreou na RedeTV! em 16 de março de 2011 ocupando o terceiro lugar na audiência na Grande São Paulo. O programa possuía o mesmo formato do seu programa na antiga emissora sendo exibido ás terças-feiras.
No dia 8 de janeiro de 2012, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo. Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região. Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar. Em julho foi novamente internada por motivo não divulgado oficialmente.
Em julho de 2012 o site Radar on-line da revista Veja anunciou que a emissora estaria propondo aos seus funcionários uma diminuição para a renovação dos contratos pela metade do salário. Em 24 de agosto de 2012 a colunista do jornal Folha de S. Paulo Keila Jimenez publicou que após a apresentadora ter reclamado dos atrasos de salários pela emissora a equipe de seu programa havia sido desmanchada. Após várias especulações sobre a ida da apresentadora de volta para o SBT o colunista Flávio Ricco do portal UOL intitulou a matéria de "Hebe Camargo está de volta ao SBT", sobre o retorno a sua antiga "casa", o que foi desmentido pelo agente da apresentadora. A confirmação da rescisão do contrato com a RedeTV! saiu dois dias após em 17 de setembro. A última exibição do programa Hebe na RedeTV! ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora. Dois dias após a exibição do especial o SBT anunciou a volta da apresentadora a casa. Após o acordo a emissora emitiu um comunicado:
Cquote1.svgDiante da boa notícia, diretores e colaboradores do SBT comemoram a volta da artista, que sempre foi uma das mais queridas da casa.Cquote2.svg
— Comunicado emitido pelo SBT.
Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo aos 83 anos após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia. O corpo foi velado no Palácio dos Bandeirantes sede do governo do estado de São Paulo e sepultada no cemitério Gethsemani.


Vida pessoal


Foi casada duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com o empresário Décio Capuano. Ele foi o segundo namorado de Hebe e estavam morando juntos havia 15 anos. Hebe se casou no civil e na igreja em 14 de julho de 1964, de vestido rosa, pois, por tradição da época, a noiva que não fosse mais virgem não poderia usar branco e Hebe também já tinha 35 anos, ela achava feio se casar como uma jovenzinha. No mesmo ano descobriu que estava grávida. Em 20 de setembro de 1965 deu à luz um menino, a quem batizou de Marcello de Camargo Capuano. A criança nasceu de parto normal, na Maternidade São Paulo, na Cidade de São Paulo, em um parto prematuro de 8 meses. Décio era muito ciumento, não aceitava a carreira de Hebe, tanto que ela interrompeu por 1 ano até voltar às rádios e tvs.
No período que morou com Décio, antes de se casar oficialmente, Hebe engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo. O marido e ela brigavam muito, e ele a acusava de estar trabalhando demais na televisão, querendo que ela parasse de atuar na TV, e a acusava de ser a culpada pelos dois abortos sofridos, porque trabalhava demais. Depois de casada e conseguir ter seu filho, o jeito do marido não mudou, se tornando infeliz no casamento. Não aguentando a oposição do marido a sua carreira e a crises conjugais, Hebe saiu de casa levando o filho do casal em 1971, e se divorciaram no mesmo ano. Morando sozinha com o filho Marcello, conheceu o empresário Lélio Ravagnani. Começaram a namorar e em 1973 casou-se com Lélio, que ajudou-a a criar seu filho, mesmo o pai indo vê-lo as vezes. Hebe e Lélio viveram juntos por 29 anos, até a morte dele, em 2000.
Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, em 1947, na sua primeira relação sexual, engravidou do seu primeiro namorado, o empresário Luís Ramos, um homem mais velho e experiente em conquistas. Tomou essa decisão pelo fato que ele a traía constantemente, os dois viviam brigando, e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira. A situação piorou quando Hebe foi abandonada grávida por Luiz. Sem alternativas, com medo de ser expulsa de casa e com pena dos pais pelo vexame que passariam de ter uma filha sem marido e com filho, um dia, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, indo a casa afastada que fazia esse tipo de procedimento. Hebe relata que o aborto foi sem nenhum tipo de anestesia, a fazendo gritar de dor, por causa do corte na hora de tirar o feto. Isso a fez sofrer muito. Ao sair de lá, continuou mal e demorou por meses para se recuperar, sentindo dores e hemorragias. Hebe acabou mentindo para os pais, escondendo tudo deles e dizendo que estava bem, somente com cólicas. Passou a tomar remédios e mais remédios escondida, sem orientação médica, e por milagre não faleceu ou teve sequelas, sarando sozinha. Apesar de tanto sofrimento físico e emocional, Hebe diz que não se arrependeu desse ato, que fez isso na hora certa. Não poderia ter um filho naquela época, afirmou.

Controvérsias

Salário na RedeTV!

Em julho de 2012, quando Hebe estava internada num hospital da cidade de São Paulo, ela teve a ideia de ligar para Carlos Nascimento, jornalista e apresentador do SBT. Na ligação, ela disse que queria votar para o reality show O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, durante esta semana, o programa estava em uma competição do Pelé e Juscelino Kubitschek, e ela escolheu votar no rei do futebol. Durante a conversa também falou sobre o estado de saúde, afirmando que graças a Deus e à riqueza dos remédios, estava melhorando. Em sua participação, aproveitou para elogiar o ex-patrão Silvio Santos e criticou a sua antiga emissora (RedeTV!).
Cquote1.svgEu queria dizer que Silvio Santos é um ‘país’ que respeita seus empregados. Jamais atrasou os pagamentos um dia sequer, é um grande empresário.Cquote2.svg
— Hebe Camargo.

Sábado Total

No dia da sua morte, o apresentador do programa, Gilberto Barros iniciou o programa desligando seu microfone e colocando-o em uma caixa dizendo que o mesmo estava sendo aposentado. A colunista do site R7, Fabíola Reipert comentou sobre o fato e disse: "Uma forma meio grosseira de dizer adeus."

Trabalhos

Televisão

Cinema

Discografia

  • Hebe e Vocês (1959)
  • Festa de Ritmos (1961)
  • Hebe Camargo (1966)
  • Maiores Sucessos (1995)
  • Pra Você (1998)
  • Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001)
  • As Mais Gostosas Da Hebe (2007)
  • Hebe Mulher (2010)

Prêmios e honras

  • 1990 — "O rosto de São Paulo"
  • 1994 — "Cidadã Paulistana" da Câmara Municipal
  • 2002 — "Tributo de Portugal"
  • 2007 — "Prêmio especial", do Prêmio Contigo!
  • 2009 — "Título de Professor Honoris Causa" por Universidade FIAM-FAAM
  • 2010 — " Prêmio LIDE 2010" do Comitê Executivo do Grupo de Líderes Empresariais
  • 2010 — "Troféu Mario Lago de 2010" no Domingão do Faustão
  • 2010 — Prêmio da Junta Diretiva de 2010 da Academia Latina da Gravação
  • 2010 — Prêmio Faz Diferença -Categoria Revista da TV 2011
  • "Melhor entrevista" da Associação Paulista dos Críticos de Artes
  • "Melhor apresentadora de programa de auditório" da Academia Brasileira de Letras.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Peça Duas mulheres em preto e branco estreia temporada no Teatro Apolo


Espetáculo permanece em cartaz até 21 de outubro, de sexta-feira a domingo, sempre às 20h

O desafio era transpor para o palco, na íntegra, um dos contos do romance Retratos imorais, do autor cearense Ronaldo Correia de Brito, morador do Recife. Quem topou vencê-lo foram as atrizes Paula de Renor e Sandra Possani, que estreiam no Teatro Apolo temporada da peça Duas mulheres em preto e branco, com direção do carioca Moacir Chaves. Na trama, duas mulheres, Sandra e Letícia, travam uma relação de amizade em que se afastam e se completam. 

A história se passa no Recife, mas é uma história que poderia ser contada em qualquer lugar da América Latina que tenha enfrentado a experiência e os traumas da ditadura militar, enxergando a realidade em preto e branco. Nos dias atuais, elas revisitam o passado e não conseguem escapar dele, seja pelas lentes da história, pela culpa ou pela crítica. 

Duas mulheres em preto e branco estreou oficialmente no 19º Porto Alegre em Cena - Festival Internacional de Artes Cênicas, onde foram realizadas três apresentações. Agora, a temporada é mais demorada, pois a peça fica em cartaz até 21 de outubro, de sexta-feira a domingo, às 20h.

A narrativa é tensa, repleta de mistérios, com a vida das personagens sendo revelada tal e qual um romance policial. “As referências ao passado são entremeadas de citações de filmes de Fellini e da música de Nino Rota. Há imersões frequentes na recente história da contracultura brasileira e no sonho frustrado das esquerdas das décadas de 1960 e 1970”, explica Ronaldo Correia de Brito.


Fonte: Diário de Pernambuco.com.br