sábado, 14 de julho de 2012

Gil Vicente-continuação

Gil Vicente, foto: Google.


Se a investigação nas ciências humanas e nas letras é relativamente fácil de ser entendida e alcançada, a investigação em Arte é bastante mais complexa e mais dificil de alcançar o seu entendimento. A própria História (da Arte) e as obras de Gil Vicente como as de Platão o demonstram.
       Na investigação em Arte, após atingir os limites humanos da investigação científica sobre o
 objecto de Arte em causa, há que passar aopatamar superior do inteligível (o mais alto na linha dividida na verticalde Platão - saber voltar à Caverna e sobreviver, ser capaz de voltar a sair - atingindo a hiponóia da obra de Arte na noética superior), para utilizar ainda a linguagem de Platão. Neste patamar é preciso saber ler assemelhanças nas diferenças - onde parecem não existir - saber movimentar-se no mundo figurativo, nas metáforas das metáforas, nasmetáforas das ideologias, nas metáforas da realidade... E para este mundo não tem havido formação, pois, em geral, nem dele há consciência da sua existência.
       Como dizia Pierre Francastel - há mais meio século atrás, -
 existe um pensamento figurativo como existe um pensamento matemático... Contudo, na nossa investigação devemos, tanto quanto possível, utilizar a cultura da época em que o Teatro de Gil Vicente foi criado, utilizar os mesmos dados que estavam disponíveis ao autor dos Autos. E por isso recorremos a Aristóteles, e muito mais ainda a Platão, que foi o autor preferido por toda a renascença.
        Assim, para exemplificar o salto ao
 patamar superior do inteligível, lembramos Platão, na República (487a-488a), com Sócrates respondendo a uma pergunta de Adimanto, após um complexo raciocínio deste sobre a argumentação racional e os seus limites: A pergunta que me fizeste carece de uma resposta em forma de metáfora. [Adimanto] Mas não é teu costume, segundo julgo, falar por metáforas. [Sócrates] Seja. Estás a troçar, depois de me teres atirado para um raciocínio tão dificil de demonstrar! Ouve então a metáfora... (...) Após a conclusão da metáfora, [Adimanto] É mesmo assim! [Sócrates] Não me parece que seja necessário examinares a fundo o quadro, para veres que se assemelha às relações das cidades com os verdadeiros filósofos; mas compreendes o que quero dizer. [Adimanto] Perfeitamente! 
        Este não é um exemplo único nos textos de Platão. Mas, hoje, e cada vez mais, as dificuldades em
 ver as semelhanças e ler uma metáfora (no sentido mais geral da palavra) é uma constante entre o público mais bem formado e mesmo entre os mais eminentes acadêmicos.

O exemplo mais importante apresentado por Platão desta situação é Hípias (em Hípias), o maior sábio da Grécia, que sabia mais que os sete sábios todos juntos, e era absolutamente incapaz de ler uma obra de Arte.        
        Por isso, as preferências deste tipo de sábios, em relação à Arte e aos artistas encaminha-se sempre para os
 tolos, os patetas, os rapsodos, osíons. Que são sempre os mais premiados, sempre apresentados e beneficiados como os melhores da urbe. Assim se fazem os grandes artístas da actualidade e assim se enchem os museus.

Mas o problema com as obras de Gil Vicente começa logo com ainvestigação científica (nas letras), com a sua prosa, nas deficientes leituras do Preâmbulo e sobretudo da Carta de Santarém, e mais ainda, como se pode ver no parágrafo exposto mais acima, confrontado com a nossa análise do Auto da Visitação - e Visitação é uma peça muito simples, - pois, nem a letra dos versos, nem a sua organização em estrofes e coplas (ou enlaces), nem a semântica (senão a sintaxe) das frases tinha sido entendida até agora, quanto mais o sentido do texto global da obra... E só depois dele bem entendido se pode passar à análise da peça de teatro, do drama, da acção dramática... E só depois, se passa à obra de Arte, mas para esta, só numa elevação ao patamar superior.
       Como Platão teria deixado escrito na porta da sua Academia (tradução livre):
 aqui só entra quem souber toda a geometria (a geometria era o melhor modelo da Ciência da época).
Observações sobre o nosso projecto de investigação

        Enfrentámos a proposta de apresentar os resultados dos nossos estudos da época (cultura, literatura, etc.), da nossa pesquisa e investigação científica, na forma de sinopses dos autos de Gil Vicente, a par da sua listagem ordenada na datação correcta e dados históricos, em suma todo o trabalho mais árduo. Ora, não devendo nada ao país, nem a Fundações ou outros organismos, nem a ninguém, optámos pelo seu adiamento constante enquanto se mantiverem as condições em que trabalhamos. 
        Decidimos fazer o que já afirmámos, publicaremos aquilo que tivermos tempo de passar a escrito. Apresentando os Autos de uma forma tão completa quanto possível, de modo a serem entendidos por
clarividência, podendo haver sinopses de outras obras, mais ou menos completas, conforme se torne necessário para a compreensão do Auto que estiver a ser analisado. Foi o que fizemos com o Auto da Alma (parte de Floresta de Enganos), com o Velho da Horta (sinopse completa de Sibila Cassandra), com Visitação (sinopses de algumas peças de Juan del Encina, da Égloga de Francisco de Madrid) e, com a Carta de Santarémde 1531, onde, como um exemplo, antecipamos uma primeira análise doAuto da Índia.
        Decidimos que para o que não houver tempo na nossa vida, e não haverá nem para uma pequena parte, (seja aqui no
 jardim seja nacochichina), alguém ficará com a tarefa de prosseguir este trabalho agora iniciado, 500 anos depois de Gil Vicente... 



Fonte: O Teatro de Gil Vicente (http://www.gilvicente.eu/autos/ordem.html).


Desde já, peço desculpas á todos os leituras do blog, por não ter postado a continuação desta matéria no dia prometido, um forte abraço á todos!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Observações sobre o Teatro ou os Autos de Gil Vicente


Gil VIcente, foto: Google
Gil Vicente criou todas as suas peças estando sempre ao serviço e para prazer da Corte portuguesa, para um dos públicos mais cultos da Europa dos primeiros anos de quinhentos, o seu teatro não se pode confundir com teatro popular, nem o seu teatro se pode entender como teatro religioso, pois o autor nunca esteve ao serviço da religião nem da Igreja, e nem nenhuma das suas obras se pode considerar como uma obra de devoção. Como o próprio autor diz na carta preâmbulo a el-rei João III de Portugal, Vossa Alteza haveria respeito a serem muitas delas de devoção, e a serviço de Deus endereçadas, e não quis que se perdessem, como quer que cousa virtuosa por pequena que seja não lhe fica por fazer... 
       Em suma, era o rei que considerava as peças de teatro de Gil Vicente como
 obras de devoção e ao serviço de Deus endereçadas, não o seu autor.
CSobre os autos de natal realizámos uma leitura um pouco mais atenta que o comum e, publicámos uma primeira análise do Auto de Sibila Cassandra (natal de 1511), juntamente com o nosso estudo sobre o Auto do Velho da Horta, que está na sequência de Cassandra na sua figuradaHistória da Europa, e também uma listagem de todos os autos de Natal, assim como outros com temas que numa primeira leitura (pela nossa alma - mentalidade - mais simples) aparentam religiosidade, como o Auto da Alma, pelo que remetemos o leitor para as respectivas páginas.
Sobre a prosa conhecida de Gil Vicente, o Preâmbulo que referimos, e a Carta de Santarém (1531) a el-rei João III de Portugal - não se conhecem outros documentos em prosa (própriamente dita) do autor dos autos - já evidenciámos, pela sua leitura que fizemos, que o seu autor (Gil Vicente) como no discurso retórico aos clérigos, - a sua fala em Santarém - se exclui a si próprio das crenças religiosas. Contudo não é nosso propósito afirmar se Gil Vicente seria ou não crente desta ou daquela religião, mas tão somente apresentar a sua obra dramática. E na sua obra, a religião como ideologia da época, está sempre presente. Assim como estão presentes as várias instituições que comandam essas ideologias e os seus ideólogos, como todos aqueles que as orientam e lideram, e as suas variadíssimas lutas pelo poder, pelo domínio absoluto dos seus oponentes, reflectindo assim a realidade do seu tempo na Europa.
       Um exemplo significativo destas palavras é dado por Gil Vicente (entre muitos outros) em
 Sibila Cassandra... Está disponível a breve descrição da peça que não deixa margem para dúvidas, embora os espíritos mais simples ou com défice cultural, ou de leituras - muito embora carregados de livros (ou citações), - possam não se aperceber que a Cassandra de Gil Vicente é a donzela bela da cantiga feita e ensoada pelo autor, que não deve - e não pode - ser violada como foi a Cassandra troiana.
Como demonstrámos com o nosso elementar estudo da época, e com a mais atenta análise do Auto da Visitação (1502), Gil Vicente, desde logo, nesta sua primeira obra, mostra conhecer o teatro grego e saber usar os preceitos para a tragédia que Aristóteles analisou na sua Poética.
       Um conhecimento elementar da época serve para demonstrar o desvio total da realidade de quase todas as leituras de Gil Vicente feitas desde o romantismo. Interpretando mal, ou antes, ignorando o Poder da
 Mesta de Pastores e do Conselho Real de Espanha, o Conselho e Aldeia; ignorando o que era um Vaqueiro, uma Cabaña, o que era uma Visitação; ignorando ametáfora patoril começada por Juan del Encina, - pelo qual este mesmo autor se lamenta e contesta de o compararem com os pastoris tradicionais; - ou a estrutura dos versos em estrofes, e estas nas coplas, ou enlaces; as mudanças na acção (drama) dadas pelas alterações no formato das estrofes e nas rimas; as alterações na intervenção da personagem falante que passa da expressão individual para um colectivo, do momento em que o colectivo se confronta com o indivíduo, etc.; em suma, pior ainda, ignorando a estrutura da peça de teatro e desconhecendo o que era uma acção teatral profana, ou os Edifícios e os Triunfos na época, a ponto de não se aperceberem que o vaqueiro fica deslumbrado com a beleza e riqueza da Cabaña que nunca antes conhecera, masreconhece a jovem mãe rainha Maria (com 20 anos acabados de fazer) de outros tempos passados; etc.. 
- Já demonstrámos como se tem confundido o termo Cabaña do sayaguês e do castelhano, com a cabana portuguesa, entendendo-se por isso, uma choça, em vez de uma organização empresarial. Mas sublinhámos muitos outros pormenores importantes para a interpretação de um texto, e mais da metáfora, mais ainda de uma obra de Arte.
Também fruto de um conhecimento do teatro grego (comédia antiga, Aristófanes) e romano (Plauto e Terêncio) por Gil Vicente é o seu Auto da Índia, o primeiro modelo de teatro de capa e espada da renascença (e o primeiro Dom Juan), do qual apresentámos a nossa primeira leitura e colocámos em domínio público na Internet em Julho de 2009, - e como divulgação - do nosso texto enviámos cópias a muitos dos responsáveis nestes assuntos nas instituições universitárias de Portugal e de outros países, aquelas com Cátedras da lingua e cultura portuguesa.
Fonte: O Teatro de Gil VIcente-http://www.gilvicente.eu/autos/ordem.html
Amanhã tem mais matéria sobre Gil VIcente, este grande escritor do teatro mundial.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Palhaçadas - História de um circo sem lona


Da Cia 2 em Cena. Dramaturgia e encenação: Alexsandro Silva. Conta a história da dupla cômica Risada e Risadinha que enfrentou grandes desafios: o circo deles, por exemplo, pegou fogo. Integra a programação do 9º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco. Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina). Sábado e domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 24 e R$ 12. Informações: (81) 3355-1670


Fonte: Pernambuco.com

Fora do Normal



Fábio Porchat, roteirista de programas como Os caras de pau e Zorra total, um dos integrantes do Comédia em Pé, apresenta show neste domingo, às 20h30, no Teatro da UFPE. Os ingressos custam R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do teatro e nas lojas Esposende dos Shoppings Recife e Tacaruna. Informações: (81) 3207-5757


Fonte: Pernambuco.com

Chiquinho, o caranguejo ensacolado


Da Métron Produções. A peça trata do tema da ecologia; começa com Chiquinho, que quase morre asfixiado depois de ficar preso em uma sacola plástica. O espetáculo faz parte da programação do 9º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco. Sábado e domingo, às 16h30, no Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro). Ingressos: R$ 24 e R$ 12. Informações: (81) 3088-6650.


Fonte: Pernambuco.com

Mary Poppins



Mary Poppins é babá inglesa praticamente perfeita, estará no Teatro da UFPE, na Cidade Universitária, domingo, às 17h. A adaptação do livro da escritora australiana Pamela Lyndon Travers, de 1934, é da Cia Henrique Camargo, de Goiânia. A babá é interpretada pela atriz Joyce Lynch, que chega ao palco voando com a sua sombrinha. São 11 atores/dançarinos no palco. Os ingressos custam R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada). Para o balcão, as entradas são um pouco mais baratas: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada). À venda na bilheteria do teatro, nas lojas Esposende dos Shoppings Recife e Tacaruna e no site www.ingressorapido.com.br. Informações: (81) 3207-5757.


Fonte: Pernambuco.com

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Armando Babaioff



Armando Babaioff Nascimento (Recife1 de abril de 1981) é um ator brasileiro.
Formado pela Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNI RIO) em artes cênicas. Protagonizou, ao lado de Vera Fischer, o espetáculo "A Primeira Noite de um Homem", com direção, tradução e adaptação de Miguel Falabella. Em 2006, estreou na televisão, na Rede Globo, interpretando o personagem Felipe na novela "Páginas da Vida", de Manoel Carlos, com direção de Jayme Monjardim. Em 2008, interpretou em “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva, com direção de Wolf Maya, o personagem Benoliel da Conceição e em 2010/2011 viveu Thales Salmerón em “Ti-ti-ti”, remake de Maria Adelaide Amaral, com direção de Jorge Fernando. Participou de um episódio das "Brasileiras", com direção de Daniel Filho onde fazia Pedro, irmão da personagem de Ivete Sangalo, participou também da Microssérie sobre a vida de Dercy Gonçalves, "Dercy de Verdade" de Maria Adelaide Amaral, onde interpreta Homero Kossak o grande amor da vida de Dercy.
Atuou, entre outros espetáculos, na montagem premiada "O Santo e a Porca" – indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante pela APTR –, de Ariano Suassuna, com direção de João Fonseca, e "A Gota D’Água", de Chico Buarque e Paulo Pontes, também com direção de João Fonseca, peça com a qual fez uma longa turnê em Portugal. Em 2009, criou em parceria com seu sócio e amigo Gustavo Vaz a ABGV Produções Artísticas e pela primeira vez age como produtor de teatro, com bastante êxito. A peça foi "Na Solidão dos Campos de Algodão",
texto de Bernard-Marie Koltes e direção de Caco Ciocler. O espetáculo lhe rendeu uma indicação ao Prêmio de Melhor Ator pela APTR - Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro.
O espetáculo foi selecionado pela curadoria do Festival de Porto Alegre (POA Em Cena) no ano de 2010 e para o Festival Internacional de Vitória - ES no mesmo ano. Esperando aprovação de patrocínio para a cidade de SP. Em 2010, ao lado do ator Luís Melo, estreou "Rockantygona", baseado no texto original de Sófocles, com direção de Guilherme Leme. Em 2011 estréia o espetáculo "A Escola do Escândalo" de Richard Brinsley Sheridan com a direção de Miguel Falabella no Teatro Tom Jobim, encerrando a temporada em São Paulo no Teatro Raul Cortez. Atualmente em Cartaz com o espetáculo “A Propósito de Senhorita Júlia” com Alessandra Negrini e Direção de Walter Lima Junior. Acaba de protagonizar ao lado da atriz Maria Flor o seriado ainda com nome provisório "Do Amor", para o canal "Multishow" onde interpreta um jovem professor chamado Pio. Devendo ir ao ar ainda no segundo semestre de 2012.

Televisão

Televisão
AnoTítuloPapelNotas
2006Páginas da VidaFelipe Monteiro
2007O ProfetaMateus (adulto)participação especial
Linha DiretaJosé ManoelEpisódio: Caso Cabo Anselmo
Duas CarasBenoliel Batista
2008Casos e AcasosGil16º Episódio: A Blitz, o Presente e os Filhos
Faça sua Históriapassageiro30º Episódio: A Matadora
2009MalhaçãoMarcos Resendeparticipação especial
2010Força-TarefaCaioEpisódio: Bolsa-Família
Ti Ti TiThales Salmerón
2012Dercy de VerdadeHomero Kossak
As BrasileirasPedroEpisódio: A Desastrada de Salvador

Últimos Trabalhos no teatro

Curiosidades

  • Começou a fazer teatro aos 12 anos de idade na Escola Municipal Pio X em jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
  • Estreou profissionalmente nos palcos aos 15 anos de idade no Festival de Teatro Rei Ator.
  • Atuou nas montagens premiadas "A Fábula da Casa das Mulheres Sem Homens" e "Quietude" pela Quantum Companhia de Teatro, conquistando com esta os Prêmios de Melhor Ator no Festival de Teatro Carioca (Universidade Gama Filho/2001) e no VII Festival de Macaé (2001). Também atuou em montagens de clássicos como "Cabaret", " O Auto da Compadecida", "Eles não usam Black-Tie", "Os Fuzis da Senhora Carrar", entre outros. Em constante aperfeiçoamento, participou de cursos, oficinas e workshops, ministrados por Mona Lasar , Ole Erdmann (Professor da Escola de Teatro de Stuttgart), Ferrucio Soleri (Piccolo Teatro de Milano) "Clown" com Luiz Carlos Vasconcelos. No segundo semestre de 2005 foi convidado para a Oficina de Atores da Globo.
  • Armando foi aluno da Escola Municipal Pio X, localizada no Bairro do Tanque, no Rio de Janeiro.
  • Armando foi aluno do curso técnico de Edificações da Escola Técnica Estadual Ferreira Viana, localizada no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, entre 1997 e 1999.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.