segunda-feira, 12 de setembro de 2011

 Este é o trailer-chamada da peça teatral "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", do dramaturgo e escritor santista Paulo Sacaldassy. A peça é de comédia e foi definido a apresentação para o dia 27 / 09 / 11, no IFPE de Belo Jardim. Com direção de Ellyson Martins, o cenário e figurino fica por conta do mesmo, sonoplastia e iluminação de alexsandra Viana, do qual é a esposa do diretor, o elenco tem além do próprio diretor, Islani souza e Igor Santos, estes úlitimos já há pouco mais de cinco meses que trabalha junto com Ellyson Martins, participaram na sonoplastia e figurino do ´monólogo teatral "OS MALEFÍCIOS DO TABACO", do escritor russo Anton Tchekhov.

domingo, 11 de setembro de 2011

Maquilhagem




Maquilhagem (português europeu) ou maquilagem, maquiagem (português brasileiro) (do francês maquillage) consiste na aplicação, com efeito cosmético, de embelezamento, ou disfarce, seguindo-se nalguns casos os ditames da moda e com uso de substâncias especificamente destinadas a tal fim.

Artes cênicas
No Teatro, desde as origens na Grécia Antiga, bem como nas demais manifestações culturais equivalentes do Japão, Índia e outros países do Extremo Oriente, a maquiagem é parte essencial na caracterização do actor.
O Maquiador é uma profissão que visa não apenas atender a funções estéticas, mas também um técnico especializado, com conhecimentos específicos sobre uma gama extensa de substâncias cujo uso transcende o embelezamento, passando mesmo na efetiva caracterização das personagens e ainda na percepção destes efeitos na fotografia (caso do cinema e televisão), ou no palco (no teatro).

Maquiagem no Brasil

O profissional que colocou a função de maquiador visível aos olhos do grande público foi o grande artista polonês Eriç Rzepecki, nos anos 70 na Rede Globo de Televisão. Foi a partir de seu trabalho, notório em dezenas de telenovelas e especiais de televisão , que outros profissionais foram sendo formados e, posteriormente, reconhecidos. Hoje, no Brasil, podemos citar alguns nomes importantes da maquiagem no mundo da moda e nas artes cênicas (teatro, cinema e televisão ): Anna Van Steen, Armando Filho, Duda Molinos, Emi Sato, Fábio Namatame, Leopoldo Pacheco, Westerley Dornellas e outros. Esses profissionais são também conhecidos como visagistas.

Óscar

No Cinema, constitui setor tão importante que até um Óscar é oferecido, sendo uma categoria instituída em 1981.
O primeiro premiado, e também o que maior número de estatuetas ganhou, foi Rick Baker: nove, ao todo.

Tipos de maquiagem

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tipos de Palco/Teatro


Os palcos de hoje em dia são construidos em três tipos básicos, palco italiano, palco semi - arena e palco de arena.

Palco italiano - é o palco que os espectadores assistem a apresentação só pela frente. Este palco tem uma cortina que é fechada para mudança de cenário, tempo ou final da apresentação. Normalmente o espaço entre a platéia e o palco é maior que o do palco de arena.

Palco de arena - é um circulo situado no centro da platéia que o público senta em arquibancadas ao redor. Em geral os teatros de arena são maiores e o público apresenta uma relação mais estreita. Os espectadores ficam suficientemente próximos do palco para verem as nuanças das expresões e gestos feitos pelos atores. O palco de arena permite cenários limitados.

Palco semi - arena - em geral é constituído de uma plataforma que avança pela platéia. O palco semi - arena aproxima o espectador do ator. Como a platéia circula parcialmente o palco de semi - arena, o cenário deve conter menos elementos. Em geral não há cortinas.


Teatro\cenografico - em um teatro bem equipado, as áreas de serviço incluem oficinas para construção de cenários. A maioria dos teatros, porém, não possuem equipamento para construir cenários.


Fonte: www.pdepalco.blogspot.com

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Teatro na escola


O teatro na escola tem uma importância fundamental na educação, fazendo, em Portugal, parte do currículo escolar obrigatório do primeiro ciclo.
Permite ao aluno evoluir a vários níveis: na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário, entre muitos outros.
Por outro lado, quando devidamente estruturado e acompanhado, ajuda o professor a aperceber-se de traços da personalidade do aluno, do seu comportamento individual e em grupo, traços do seu desenvolvimento, permitindo um melhor direccionamento para a aplicação do seu trabalho pedagógico.
No entanto é de uma enorme importância que o professor de teatro tenha formação não só pedagógica mas também artística, pois um mau direccionamento poderá levar a problemas futuros irreversíveis no desenvolvimento da criança.
O teatro direccionado às crianças deve estar obrigatoriamente relacionado com diversas áreas como a psicologia e a música, devendo todos os professores fazer um esforço para se inter-relacionarem. Quando devidamente dirigidas, as crianças atingem resultados finais surpreendentes. É sem dúvida de utilizar em grupos problemáticos, bairros sociais, etc.

O teatro infantil
As modalidades de teatro aplicadas na escola focam uma proposta de ensino diferente da forma tradicional.
O teatro infantil é uma apresentação cênica feita para crianças onde os atores utilizam muita criatividade, imaginação, fantasia e emoção. Os temas mais utilizados são os contos de fadas e fábulas.Por que é isso que alegra mais as crianças.Isso dá muita imaginação e criatividades para os pequeninos.

A pantomima
A pantomima pode ser considerada um jogo teatral que é realizado por cenas de acção dramática que se caracterizam por explicação da acção através do gesto.
Podemos exemplificar essa afirmação através dos seguintes exemplos:
  • A primeira actividade proposta foi a de arrumar uma casa: os elementos foram entrando e ordenando os cantos de cada. No final, cada elemento estava a fazer alguma coisa - ou lendo um livro, ou cozinhando, ou escutando música. Ou seja, o manipular simplesmente os diversos objectos estimulou as crianças a utilizá-los de imediato.
  • A actividade do segundo jogo era colocar água num copo e bebê-la. Mas, assim que subiram mais jogadores ao palco iniciou-se a disputa pela mesma. Ou seja, os alunos viram-se obrigados a solucionar a questão entre-eles, recorrendo aos seus ensinamentos de cidadania.
  • No terceiro jogo, a actividade era tocar um instrumento, e os jogadores subiam ao palco tocando cada um seu instrumento, até que um dos participantes regeu a orquestra, que passou a existir em função do estabelecimento de uma ordem mais ampla, fixando uma relação lógica da cena. Algo mais próximo ao jogo da actividade foi atingido quando um dos jogadores subiu ao palco e propôs atividades de "tecer". Mas ainda que o grupo elaborou um cenografia, configurando um oficina de tecelagem, na qual eram desenvolvidas as mais diferentes atividades, desde dobrar panos até crochê ou costura à máquina. Somente numa fase posterior, quando voltamos ao jogo da atividade, o grupo manteve o foco solicitado pelo jogo.group="nota
Teatro de fantoches

O teatro de bonecos teve sua origem na Antigüidade.
Os homens começaram a modelar bonecos no barro, mas sem movimentos e aos poucos foram aprimorando esses bonecos, conseguindo mais tarde a articulação da cabeça e membros para fazer representações com eles.

Os bonecos
Os bonecos utilizados pelos alunos na escola seguindo a orientação de um professor têm um papel importantíssimo na educação, pois eles podem ajudar a desenvolver vários aspectos educacionais principalmente aos que estão relacionados à comunicação e a expressão sensório-motora. O professor deve deixar a criança manipular os bonecos à vontade. Aos poucos, a criança irá sentir uma vontade de criar uma fala, um diálogo para aquele boneco, aliando o movimento dele com a palavra.
Teatro de máscaras
O homem usa máscaras desde a Pré-História nos rituais religiosos. Em África, elas são esculpidas em madeira e pintadas. Já os índios americanos fazem-nas de couro pintado e adornos de penas. Na Oceania, são feitas de conchas e madeira e com madrepérolas incrustadas.
Existe um tipo muito antigo de máscara que é aquela desenhada no próprio rosto com tintas especiais, maquilhagens e pinturas. Este tipo é muito utilizado pelos índios e pelos africanos nos seus rituais religiosos, de guerra, festas, etc.
Para a confecção, pode-se usar sacos de papel, cartolinas, tecidos, tintas, pratos de papelão, jornal, material de sucata, etc.
Esta actividade não é difícil de ser executada e será prazerosa para as crianças, pois elas poderão representar uma história com um material que elas mesmo elaboraram, pois estarão criando e recriando à sua própria dialética.
O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, a socialização, melhoria na fala da criança, desinibição dos alunos mais tímidos. Quando o trabalho em aula exigir o uso da palavra, a máscara que deve ser utilizada é aquela que cobre os olhos e o nariz deixando a boca livre, permitindo que a voz saia clara, exibindo a sua expressão verbal.
As crianças, representando com o rosto oculto, se permitem viver o enredo dos próprios personagens e o cotidiano social a que pertence.


Teatro de máscaras
O homem usa máscaras desde a Pré-História nos rituais religiosos. Em África, elas são esculpidas em madeira e pintadas. Já os índios americanos fazem-nas de couro pintado e adornos de penas. Na Oceania, são feitas de conchas e madeira e com madrepérolas incrustadas.
Existe um tipo muito antigo de máscara que é aquela desenhada no próprio rosto com tintas especiais, maquilhagens e pinturas. Este tipo é muito utilizado pelos índios e pelos africanos nos seus rituais religiosos, de guerra, festas, etc.
Para a confecção, pode-se usar sacos de papel, cartolinas, tecidos, tintas, pratos de papelão, jornal, material de sucata, etc.
Esta actividade não é difícil de ser executada e será prazerosa para as crianças, pois elas poderão representar uma história com um material que elas mesmo elaboraram, pois estarão criando e recriando à sua própria dialética.
O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, a socialização, melhoria na fala da criança, desinibição dos alunos mais tímidos. Quando o trabalho em aula exigir o uso da palavra, a máscara que deve ser utilizada é aquela que cobre os olhos e o nariz deixando a boca livre, permitindo que a voz saia clara, exibindo a sua expressão verbal.
As crianças, representando com o rosto oculto, se permitem viver o enredo dos próprios personagens e o cotidiano social a que pertence.

Grupos de teatro
É sempre de estimular que em todas as escolas, juntas de freguesia, comunidades locais, etc. se formem grupos de teatro constituídos por crianças e jovens.
Através do teatro as crianças podem estar, quase sem se aperceberem, a focar e imediatamente a solucionar, problemas locais, p.ex., tais como a discriminação racial, o ambiente, as tradições locais, o mau rendimento escolar, etc.
As crianças/jovens podem-se juntar em grupos e partir delas o tema a abordar, e daí desenvolverem o seu próprio texto.
Os grupos de teatro podem absolutamente colaborar na integração de crianças e adolescentes com deficiências de todo tipo, permitindo uma melhoria substancial da sua auto-estima e das próprias doenças que sofrem.
É de imensa importância que as crianças que constituem os grupos de teatro não fiquem com a percepção de que a vida de artista é bastante simplista e de diversão, pelo que as remunerações financeiras são de evitar (podem ser dadas ofertas culturais como bilhetes para outros espectáculos, livros, etc.). Deve-se sim, estimular o gosto da representação criando um futuro público de teatro, e explicando às crianças que elas podem ser o veículo de diversas mensagens, dando-lhes uma importância de interlocutores.

Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Teatro do Brasil

O teatro no Brasil tem suas origens remotas nas práticas de evangelização dos jesuítas no século XVI, mas só entra em pleno desenvolvimento nos séculos XIX e XX.

Origens

O teatro em terras brasileiras nasceu em meados do século XVI como instrumento de catequese dos Jesuítas vindos de Coimbra como missionários. Era um teatro, portanto, com função religiosa e objetivos claros: evangelizar os índios e apaziguar os conflitos existentes entre eles e os colonos portugueses e espanhóis.
O primeiro grupo de Jesuítas a desembarcar na Bahia de Todos os Santos, em 1549, era composto por quatro religiosos da comitiva de Tomé de Sousa, entre os quais o padre Manuel da Nóbrega. O segundo grupo de missionários chegou à então Província do Brasil no dia 13 de julho de 1553, como parte da comitiva de Duarte da Costa. No grupo de quatro religiosos estava o jovem José de Anchieta (1534-1597), então com dezenove anos de idade.
A população estimada de 57 mil habitantes era composta por colonos, muitos deles criminosos, e índios em sua maioria de vida nômade. Os jesuítas mantinham os indígenas em pequenas aldeias, isolados de dois terríveis perigos: a vida desregrada e a escravidão impostas pelo homem branco explorador e o conseqüente retorno ao paganismo.
A tradição teatral jesuítica encontrou no gosto dos índios pela dança e pelo canto um solo fértil e os religiosos passaram a se valer dos hábitos e costumes dos silvícolas - máscaras, arte plumária, instrumentos musicais primitivos - para as suas produções com finalidades catequéticas.
Tematicamente, essas produções mesclavam a realidade local (tanto de índios quanto dos colonos) com narrativas hagiográficas (vidas dos santos). Como toda espécie de dominação cultural prescinde um conhecimento da cultura do dominado, o Padre Anchieta seguiu o preceito da Companhia de Jesus que determinava ao jesuíta o aprendizado da língua onde mantivessem missões. Assim, foi incumbido de organizar uma gramática da língua tupi, o que fez com sucesso.

Dramaturgia de catequese

Há notícia de 25 obras teatrais, todas de tradição medieval com forte influência do teatro de Gil Vicente em sua forma e conteúdo, produzidas nos últimos 50 anos do século XVI. O gênero predominante é o auto e alguns deles não têm autoria comprovada; muitos outros, como se sabe, são atribuídos ao padre Anchieta (por vezes contando com a colaboração do padre Manuel da Nóbrega). De algumas dessas obras têm-se apenas o título, são elas:
  • 1557 Diálogo, Conversão do Gentio - padre Manuel da Nóbrega.
  • 1564 Auto de Santiago - representado em Santiago da Bahia.
  • 1567-70 Auto da Pregação Universal - padre José de Anchieta - representada em São Vicente e São Paulo de Piratininga.
  • 1573 Diálogo - representado em Pernambuco e na Bahia.
  • 1574 Diálogo - representado na Bahia.
  • 1574 Écloga Pastoril - representado em Pernambuco.
  • 1575 História do Rico Avarento e Lázaro Pobre - representado em Olinda, padre
  • 1576 Écloga Pastoril - representado em Pernambuco.
  • 1578 Tragicomédia - representada na Bahia.
  • 1578 Auto do Crisma - padre José de Anchieta - representada no Rio de Janeiro
  • 1583 Auto de São Sebastião - representado no Rio de Janeiro.
  • 1583 Auto Pastoril - representado no Espírito Santo.
  • 1583 Auto das Onze Mil Virgens - representado na Bahia
  • 1584 Diálogo da Ave Maria - representado no Espírito Santo
  • 1584 Diálogo Pastoril - representado no Espírito Santo
  • 1584 Auto de São Sebastião - representado no Rio de Janeiro
  • 1584 Auto de Santa Úrsula - padre José de Anchieta - representado no Rio de Janeiro
  • 1584 Diálogo - representado em Pernambuco
  • 1584 Na Festa do Natal - padre José de Anchieta
  • 1586 Auto da Vila da Vitória ou de São Maurício - padre José de Anchieta - representado em Vitória (ES)
  • 1586 Na Festa de São Lourenço ou Auto de São Lourenço - padre José de Anchieta
  • 1587 Recebimento que Fizeram os Índios de Guaraparim - padre José de Anchieta - representado em Guarapari (ES)
  • 1589 Assuerus - representado na Bahia.
  • 1596 Espetáculos - representado em Pernambuco
  • 1598 Na visitação de Santa Isabel - padre José de Anchieta
  • 1599 "Auto das Prostitutas- O Retorno"- Padre Anchieta
Os espetáculos tinham como elenco os índios catequizados e eram apresentados, na maioria das vezes, ao ar livre – alguns deles tendo a selva por cenário; noutros, ao estilo do teatro medieval, nos átrios das pequenas igrejas.
De todos, o espetáculo mais grandioso foi do "Auto das Onze Mil Virgens", em maio de 1583, em honra aos padres Cardim e Gouveia e que contou com a participação de todo o povo da Bahia. Este auto, que era uma tragicomédia inspirada na vida de Santa Úrsula e na lenda das onze mil virgens, foi representada cinco vezes entre os anos de 1582 e 1605.
O pesquisador Mario Cacciaglia em sua "Pequena História do Teatro Brasileiro" faz uma rica descrição do que teria sido a primeira apresentação (1583), que ele adjetiva como espetacular, como segue: "...depois da missa, com acompanhamento de um coro de índios, com flautas e, da capela da Catedral, com órgãos e cravos, teve início uma procissão de estudantes precedida pelos vereadores e pelos sobrinhos ou netos do governador; os estudantes carregavam três cabeças de virgens cobertas por um pálio e puxavam sobre rodas uma esplêndida nau sobre a qual eram levadas em triunfo as virgens mártires (estudantes travestidos), enquanto da própria nau eram feitos disparos de arcabuz. De vez em quando, durante o percurso, falavam das janelas personagens alegóricas, em esplêndidos costumes: a cidade, o próprio colégio e alguns anjos. À noite foi celebrado na nau o martírio das virgens, com o aparato cênico de uma nuvem que descia do céu e dos anjos que chegavam para sepultar as mártires."
Outras narrativas chegam até nós, algumas envolvendo embarcações, salvas de arcabuzes, uivos e gritos de índios, flautas e percussões; todas elas assistidas pelos colonos, pelos índios e, claro, pelas autoridades locais, todos chegando às lágrimas ante os dramas encenados por vezes nos adros das igrejas, noutras em anfiteatros montados no entorno dos templos.

Teatro Anchietano

Como se sabe, os únicos textos de toda essa produção chegados aos nossos dias são de autoria do Pe. José de Anchieta, graças ao seu processo de beatificação iniciado em 1736.
Considerado por Sábato Magaldi "o texto mais complexo e digno de interesse" de toda a obra do missionário, o Auto de São Lourenço ou Na Festa de S. Lourenço é uma peça trilíngüe que teve sua primeira representação na cidade de Niterói em 1583. O texto é rico em personagens e situações dramáticas, envolvendo canto, luta e dança para narrar o martírio do santo. Há muitos aspectos que denotam a inteligência do missionário ao urdir a trama, mas é digno de nota o artifício de substituit o tradicional mecanismo do sincretismo religioso por um outro que poderíamos classificar de sincretismo demonológico. Assim, Anchieta aproxima os demônios da igreja católica dos demônios familiares aos índios (Guaixará, Aimberê e Saravaia) - nomes tomados dos índios Tamoios que se uniram aos invasores franceses, forma também de criticar a situação política do momento. Os demônios advogam pelos terríveis hábitos dos índios: o cauim, o fumo, o curandeirismo e a poligamia. O texto, trilíngüe, visa dialogar com índios, portugueses e espanhóis.
Outro texto do Padre Anchieta, Na Festa de Natal, é uma releitura do Auto de S. Lourenço, com menos personagens e cenas. Neste caso, os demônios dificultam os Reis Magos a encontrarem a manjedoura onde se encontra o Salvador. Este auto é em sua maioria escrito em Tupi, por razões óbvias de catequese.
Já o drama Na Vila de Vitória foi representado, como de hábito, no adro da Igreja de São Tiago por ocasião da chegada de um grupo de missionários europeus com destino ao Paraguai. Por esse motivo, a peça parece estar dirigida a um público feito exclusivamente de colonos, uma vez que faz muitas referências a acontecimentos então recentes das sociedades portuguesa e espanhola, além de mencionar os conflitos envolvendo colonos e índios. A apresentação tinha, em seus três atos, ações bastante complicadas decorrentes do fato de ser crivada de personagens alegóricas: o Mundo e a Carne (dois demônios, respectivamente), a Cidade de Vitória (uma nobre dama), o Governo (um senhor muito digno), a Ingratidão (uma bruxa), o Amor a Deus, o Temor a Deus, São Vitor e o Embaixador do Prata (cujo objetivo era levar as relíquias de São Maurício, cujo martírio é narrado na encenação).
Em Recebimento que fizeram os índios de Guaraparim ao Padre Provincial Marçal Beliarte, Anchieta cria divertidos diálogos entre demônios que prometem levar muitos pecadores locais para os infernos, além de cânticos de arrependimento dos indígenas que um dia foram antropófagos.
Na visitação de Santa Isabel, considerada última obra do jesuíta, é um diálogo em espanhol que narra o encontro da Virgem Maria com sua prima, Isabel (mãe de São João Batista). Finalizada por uma procissão solene, a encenação era para celebrar a construção de uma Santa Casa de Misericórdia, com data e local de representação obscuros.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, 3 de setembro de 2011

Jeison Wallace volta ao teatro como diretor com Preta de Neve e 1 Anão




No lugar de uma maçã, um jambo envenenado. Dos sete companheiros, restou apenas um deles, pois os outros fugiram para o Brasil. Entre uma e outra paródia, Jeison Wallace deixa de lado a Cinderela - o personagem que marcou sua carreira e que até hoje interpreta na televisão e no teatro - para encarar o papel de diretor em Preta de Neve e 1 Anão, comédia musical adulta que estreia nesta sábado, às 18h30, no Teatro Boa Vista (ao lado do colégio Salesiano).
A peça, que ficará em cartaz aos sábados e domingos, até o fim do mês, traz dez atores no elenco, liderado por Beto Rolim (que interpreta a Preta de Neve) e Petreson Eloy (grafado assim mesmo e não Peterson, como é mais comum - o único anão da história). A partir do texto de Gugga Macel e com cenários e figurinos de Roberto Costa, o humor politicamente incorreto e com palavrões recheia os diálogos da montagem, que segue uma estrutura parecida com a do clássico infantil Branca de Neve e levou quase um ano para ficar pronta.
Na comédia, no entanto, uma princesa desprovida de inteligência encontra um príncipe “meio boiolinha”, nas palavras do próprio Jeison Wallace. A estética de Preta de Neve lembra a dos espetáculos infantis, no colorido e até mesmo nos efeitos especiais, de luz, embora o principal objetivo continue sendo provocar o riso.
Os ingressos para Preta de Neve e 1 Anão custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Estão à venda nas lojas Figueiras Calçados e na bilheteria do teatro, localizado à Rua Dom Bosco, na Boa Vista. Informações: 4101-3910.

Fonte: Pernambuco.com/www.pernambuco.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Teatro-adulto


A botija - O exagero do cotidiano nordestino e a mudança deste dia a dia, a partir da descoberta de um botija deixada por Joca, um criador de porcos. No Teatro Rui Limeira Rosal, do Sesc Caruaru, de sexta-feira a domingo. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia).

A discoteca do Chupinha - Direção e autoria: Aurino Xavier. Com Trupe do Barulho. Programa de auditório onde a plateia participa de um show de calouros. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia). Fone: 3222-1200.

Barrela - Texto: Plínio Marcos. Com a Trup - As Crias de Mãe Júlia, de Caruaru. Dentro da programação do 5º Seminário Internacional de Crítica Teatral, da Renascer Produções Culturais. Espaço Cultural Tancredo Neves (Caruaru). Sábado, às 22h. Entrada franca.

Branca de Neve depois do felizes para sempre - Direção: Evandro Muniz. Texto: Dayvd
Faschion. Da Rezove Produções e Cia. Comédia conta o que aconteceu com Branca de Neve. Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Domingo, às 18h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3091-3328.

Comediano - A comédia do cotidiano - O grupo Magros em Cena critica os costumes da sociedade de forma bem-humorada. Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Sexta-feira, às 18h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3091-3328.

Do moço e do bêbado Luna - Direção: Carlos Salles. Com o Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel. Encenação a partir dos escritos do saudoso poeta pernambucano Erickson Luna. Dentro do 5º Seminário Internacional de Crítica Teatral. Domingo, às 18h, no Pátio de São Pedro. Gratuito.

Mãe - In loco - D
ireção: Francis Madson. Com a Cia. Cacos de Teatro, de Manaus/AM. Dentro do 5º Seminário Internacional de Crítica Teatral. Espaço Muda (Rua do Lima, 280, Santo Amaro). Domingo, às 20h. Ingressos: R$ 5 (único). Fone: 3032-1347.

Para sempre Patativa - Direção: Max Almeida. Poesia e prosa, literatura e cordel se misturam para homenagear o cearense Patativa do Assaré. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Sexta-feira, às 20h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200. Até o final de setembro.

Paloma para matar - Direção: Lano de Lins. Transformistas de Casa Amarela são contra o casamento do filho adotivo com Paloma. É o público que escolhe o final desta comédia musical. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Sábado, às 18h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200.

Relações enquadradas - Com o Grupo Matraca, do Sesc Piedade, formado por alunos do curso de teatro da instituição e atores convidados. Três textos do dramaturgo Qorpo Santo. Sábados, às 20h, e domingos, às 19h. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia).

Ser o não ser - Direção: Pedro Cardoso. Com a Trupe Bonecos do Capibaribe. Manipulação de formas animadas e teatro negro são usadas para falar com sutileza da eterna busca do homem racional e sua inquietude perante o mundo. Teatro Joaquim Cardozo (Rua Benfica, 157, Madalena), sexta-feira, às 20h. Ingressos: R$ 10. Fone: 3227-0657.

Sexo - A comédia - Com a Cia de Comédia Os Melhores do Mundo, de Brasília. Dividido nas esquetes: Amor possessivo, Adultério, Chantagem e Swing, aborda com humor ácido, um dos temas mais polêmicos da humanidade. Teatro da UFPE (Campus Universitário). Sexta-feira, às 21h30. Sábado, às 19h e 21h30. Domingo, às 18h (extra) e 20h30. Ingressos: R$ 70 e R$ 35 (meia). 14 anos. Fone: 3207-5757.

Todas as vezes que eu te amei - Com o Grupo Vozes da Coxia. Texto: Marcos Galinari. Direção: Ítala Caminha. Envolve a revelação de segredos e grandes confusões, quando um jovem casal, com casamento em crise recebe a visita de um anjo. Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). Sábado e domingo, às 20h. Ingresso: R$ 10, mais alimento não-perecível para doação à LBV.

Um rito de mães, rosas e sangue - Um ato poético em três quadros - Texto: Federico Garcia Lorca. Direção: Claudio Lira. Reúne três tragédias rurais de Lorca: Bodas de sangue, Yerma e A casa de Bernarda Alba. Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, Bairro do Recife). Sábado, às 21h. Domingo, às 20h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3355-3320.

Infantil


Assim me contaram, assim vou contando - Com a Companhia de Teatro Enlassos. Dois palhaços revivem histórias e, nesta viagem pela memória, encontram personagens como o vento Ventinho, a centopeia Doroteia e a galinha Galinhola. Teatro Marco Camarotti (Sesc santo Amaro). Sábado, às 16h30. Domingo, às 10h. Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50.

A Terra dos Meninos Pelados - Texto: Graciliano Ramos. Direção: Samuel Santos. Com o Grupo Teatral Arte em Foco. Raimundo é um menino careca, com um olho preto e outro azul, que sofre com o preconceito das outras crianças. Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). Sábado e domingo, às 16h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3355-3320.

A cigarra e as formigas - Direção: Ricardo Silva. Grupo Cênico Humantoche. Enquanto os animais da floresta se preparavam para o inverno, a cigarra só pensava em cantar. Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3091-3328.

A greve das galinhas - Direção: Ricardo Silva. Comédia do Grupo Cênico Humantoche. As galinhas entram em greve depois de verem notícia sobre os coelhos vendendo ovos de Páscoa. Domingo, às 10h30, no Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Ingresso: R$ 20 e R$ 10. Fone: 3091-3328.

O circo do futuro - Uma aventura musical - Direção: Carlos Bartolomeu. Texto: Moisés Neto. Bruno é o garoto do futuro que sonha visitar um circo. Domingo, às 10h, no Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551). Ingressos: R$ 15 (único). Fone: 2129-5961.

O Circo Rataplan - Direção: Samuel Santos. Texto: Pedro Veiga. Cheio de referências a jogos de poder entre os que mandam e os que obedecem. A peça mostra as injustiças de Dom Furioso, dono do circo, contra o Palhaço Rataplan. São tantas que até os animais se revoltam com a situação. Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista). Domingo, às 10h30. Ingresso: R$ 20 e R$10. Fone: 3184-3057.

Os três super porquinhos - Direção e produção: Roberto Costa. O clássico infantil é recontado com a interação com o público. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Domingos, às 10h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200.

Reprilhadas e entralhofas - Um concerto para acabar com a tristeza - Com a Cia 2 em Cena, de Alexsandro Silva, Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia. Trio de palhaços decide promover concerto para levar alegria a todos os lugares do mundo. Sítio da Trindade (Estrada do Arraial, Casa Amarela). Domingo, às 16h. Gratuito. Fone: 3355-3410.

Tarzan - O garoto da selva - Texto e direção: Roberto Oliveira. Tarzan decide fugir e enfrenta viagem. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200.

Valentim e o Boizinho de São João - Direção: Sebastião Simão Filho. Com a Cia. Máscaras de Teatro. Texto: Ricardo Araújo. A história de Valentim, um viajante que chega no meio da atrapalhada história do Bumba-meu-boi e tenta desatar os nós de Mateus e Catirina. Teatro Joaquim Cardozo (Rua Benfica, 157, Madalena), sábado e domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Fone: 3227-0657.
Dança

Cordões - Solo de Carolina Laranjeira, dentro das comemorações de um ano do Casarão Peleja, a partir de uma investigação da dançarina de seu encontro com o cavalo marinho. Tainá Barreto também apresenta o solo Guarda sonhos, que também traz elementos do frevo. Casa Mecane (Av. Visconde de Suassuna, 338, Boa Vista). Sábado e domingo, às 20h. Ingresso: R$ 10. Fione: 3423-6562.
Circo

Circo Portugal Internacional - Números tradicionais de malabaristas, palhaços, mágicos, contorcionistas e acrobatas dividem o picadeiro com cenas que misturam tecnologia e emoção, como o Globo da Morte. Em Casa Caiada, Olinda, ao lado do supermercado Hiper Bompreço. As apresentações serão realizadas de segunda a sexta-feira, às 20h30. Sábados, domingos e feriados, às 15h, às 17h30 e às 20h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Últimas apresentações.
Círculos que não se fecham - Experimento Nº 1 - As linguagens do teatro, música e dança, com a Trupe Circus. Centro Circo da Juventude (sede da Escola Pernambucana de Circo - Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira). Dentro do Seminário de Crítica. Domingo, às 20h. Gratuito. Informações: (81) 3266-0050.
Serviço

Teatro Barreto Júnior
Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina
Telefone: 3355-6398
Teatro Guararapes
Centro de Convenções de Pernambuco, Complexo de Salgadinho, s/n, Olinda
Telefones: 3427-8157 / 3427-8158
Teatro Apolo
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife
Telefones: 3355-3318 e 3355-3319
Teatro Capiba
Rua Professor José dos Anjos, 1109, Casa Amarela
Teatro Hermilo Borba Filho
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife
Telefones: 3355-3318 e 3355-3319
Teatro do Parque
Rua do Hospício, 81, Boa Vista
Telefone: 3355-3113 ou 3114
Teatro Valdemar de Oliveira
Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista
Telefones: 3222-1284 / 3222-1200
Teatro Mamulengo Só-Riso
Rua 13 de Maio, 117, Varadouro, Olinda
Telefone: 3429-2934
Teatro Fernando Santa Cruz
Mercado Eufrázio Barbosa, Varadouro, Olinda
Teatro Armazém 14
Rua Alfredo Lisboa, Cais do Porto, Bairro do Recife
Telefone: 3424-5613
Teatro de Santa Isabel
Praça da República, s/n, Santo Antônio
Telefone: 3207-6161
Teatro da Universidade Federal
Campus da Universidade Federal de Pernambuco - Cidade Universitária
Telefone: 3453-4344
Teatro Arraial
Rua da Aurora, 457 - Boa Vista (entre as ruas Princesa Isabel e Riachuelo)
Telefone: 3134-3012
Teatro Joaquim Cardozo
Centro Cultural Benfica - Rua Benfica, 157, Madalena
Telefone: 3226-0423

Teatro Alfredo Oliveira
Praça Osvaldo Cruz, Boa Vista
Telefone: 3091-3328 / 8781-1001