O Massacre de Angico está em cartaz até domingo em Serra Talhada
José Pimentel já dirigiu muitos espetáculos de teatro ao ar livre (Paixão de Cristo, Batalha dos Guararapes, O calvário de Frei Caneca). Agora, o diretor, conhecido do público principalmente por causa do papel de Jesus Cristo, está em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, para a estreia de mais uma empreitada (desta vez, sob o comando da Fundação Cultural Cabras de Lampião), O massacre de Angico: A morte de Lampião. O espetáculo é encenado gratuitamente na Estação do Forró, em quatro cenários, até domingo, todas as noites, sempre às 20h.
“Esse foi um desafio a mais porque a dramaturgia não é minha e os atores também estavam previamente indicados”, explica Pimentel. O texto a que ele se Pimentel foi escrito em 1987 por Anildomá Willans de Souza, um dos idealizadores da fundação Cabras de Lampião, ao lado de Cleonice Maria. “Queríamos fazer esse espetáculo há muito sempre, mas sempre esbarramos na falta de verba. Agora, conseguimos o edital do Procultura, o que possibilitou a montagem”, diz Anildomá. A cidade de Serra Talhada está movimentada para a estreia. Nesta semana, teve ensaio geral, inclusive com iluminação e figurino.
“Esse foi um desafio a mais porque a dramaturgia não é minha e os atores também estavam previamente indicados”, explica Pimentel. O texto a que ele se Pimentel foi escrito em 1987 por Anildomá Willans de Souza, um dos idealizadores da fundação Cabras de Lampião, ao lado de Cleonice Maria. “Queríamos fazer esse espetáculo há muito sempre, mas sempre esbarramos na falta de verba. Agora, conseguimos o edital do Procultura, o que possibilitou a montagem”, diz Anildomá. A cidade de Serra Talhada está movimentada para a estreia. Nesta semana, teve ensaio geral, inclusive com iluminação e figurino.
A peça mostra não só os últimos momentos de Lampião, a derrocada do bando, com o massacre de mais de dez companheiros, inclusive Maria Bonita, em 1938. Faz um passeio pelos momentos mais importantes na trajetória do personagem que é um mito no imaginário nordestino. “Tivemos a preocupação de humanizar Lampião. Não é só o que faz o diabo, o justiceiro. Tem até o Lampião apaixonado ou com medo. Mas é uma obra literária”, adianta o autor.
http:/http://youtu.be/97wIx7MZJmk/youtu.be/97wIx7MZJmk
A equipe tem quase 50 pessoas, entre atores e técnica. Quem tem a difícil missão de interpretar Lampião é o filho de Anildomá: Karl Marx. “Dar vida a um personagem que existiu é um pouco diferente e fazer teatro ao ar livre, também. Lampião é uma figura lendária e representa muito a cultura nordestina. Junto de outros personagens, ajudou a compor a identidade cultural do Nordeste”.
Maria Bonita será Roberta Aureliano. “Nasci mulher. Mas, com esse espetáculo, estou aprendendo a ser ainda mais”, brinca. “Ela praticamente mandava em Lampião, tinha muito poder sobre ele e voz ativa no cangaço”, diz a atriz, que mora em Maceió. Karl Marx disse que procurou não se inspirar em nenhum ator que tenha interpretado Lampião (como Nelson Xavier, inesquecível). “Tiro o sentimento para o personagem do texto e das histórias que escuto no cotidiano”, explica.
Maria Bonita será Roberta Aureliano. “Nasci mulher. Mas, com esse espetáculo, estou aprendendo a ser ainda mais”, brinca. “Ela praticamente mandava em Lampião, tinha muito poder sobre ele e voz ativa no cangaço”, diz a atriz, que mora em Maceió. Karl Marx disse que procurou não se inspirar em nenhum ator que tenha interpretado Lampião (como Nelson Xavier, inesquecível). “Tiro o sentimento para o personagem do texto e das histórias que escuto no cotidiano”, explica.
Fonte: Pernambuco.com
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