sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pimentel ensaia a peça teatral Massacre de Angico – A morte de Lampião



Os ensaios para a peça teatral “Massacre de Angico – A morte de Lampião” está a todo vapor. O diretor José Pimentel está trabalhando com uma equipe de cerca de 17 atores, no município de Serra Talhada, para mostrar os últimos passos do Rei do Cangaço, até a sua morte. O espetáculo vai acontecer no período de 25 a 29 de julho, na Estação do Forró, de Serra Talhada. A produção é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, que teve o projeto aprovado pela Funarte / Ministério da Cultura.


Fonte: Agenda Cultural do Recife

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O menino que vendia palavras



Elenco: Eduardo Moscovis, Paulo Verlings, Letícia Colin, Renato Linhares, Luciana 
Froés e Raquel Rocha
O menino que vendia palavras conta a história de um menino (Pablo Sanábio) que tem 
muito orgulho de seu pai (Eduardo Moscovis), um homem culto, inteligente, que 
conhece as palavras como ninguém. Se os amigos do menino querem saber o 
significado de alguma palavra, é ao pai dele que sempre recorrem. A curiosidade das 
crianças é tão grande que o menino decide negociar o significado das palavras.

Horário - Dias 19 e 20 de maio, às 
Teatro Guararapes - Centro de Convenções - Complexo de Salgadinho, s/n, , Olinda 
Ingressos - R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) , nas lojas Esposende dos shoppings Recife e Tacaruna
Contato - 3033-5333
Fonte: NE10

A Megera Domada, de William Shakespeare

William shakespeare.

Em um duelo de forças, William Shakespeare nos brinda com uma história 
onde todos fazem tudo por amor. Mentem, trapaceiam, dominam e 
são dominados. A Megera Domada, de 1596, uma de suas primeiras 
comédias, logo se tornou muito popular.Com muito humor e 
picardia, o mestre da dramaturgia defende os direitos da mulher 
e critica o machismo. A peça é uma bela comédia de 
costumes, repleta de movimento e alegria.



A obra foi adaptada de uma antiga comédia de autor desconhecido.
 Alguns críticos afirmam que Shakespeare teve um colaborador na 
elaboração deste seu trabalho teatral.


Personagens




Um nobre

Cristóvão Sly - caldeireiro

Hoteleira, pajem, atores, caçadores e criados

Batista - rico gentil-homem de Pádua.
Vicêncio - velho gentil-homem de Pisa.
Lucêncio - filho de Vicêncio, apaixonado de Bianca.
Petrucchio - gentil-homem de Verona, pretendente de Catarina.
Grêmio
Hortêncio
Trânio
Biondello
Grúmio
Curtis
Um professor, preparado para fazer o papel de Vicêncio.
Catarina - a megera
Bianca
Viúva
Alfaiate, logista e criados a serviço de Batista e de Petrucchio.

Enredo

Um fidalgo acostumado a pregar peças nos outros encontra


Cristóvão


Sly, um caldeireiro adormecido pela embriaguez em um canto

da cidade.


Leva-o para o seu castelo, acomoda-o em seu melhor aposento e


arranja- lhe uma bela esposa de mentira. Ao acordar, Sly é 

convencido de que é realmente um nobre e que estivera louco


por quinze anos. Para diverti-lo e evitar que volte ao vício,


resolvem encenar uma peça que tem por título


"A Megera Domada". Na história, Batista Minola


é um rico mercador da cidade de Pádua, e pai


de duas filhas: Catarina, de gênio terrível, que


recusa todos os homens que se aproximam


dela, e Bianca, que é, ao contrário da


irmã, cordata e mansa.

Bianca tem muitos admiradores e candidatos,


mas o velho pai está decidido somente a


autorizar seu casamento quando Catarina


encontrar também um noivo. Lucêncio, jovem


estudante pisano, enamorado de Bianca, troca


de roupas com seu empregado Trânio e se faz


professor de línguas das filhas de Batista.



Ortêncio, também apaixonado por


Bianca, sente-se muito encorajado


quando seu amigo Petrucchio, de


Verona, homem tão temperamental


quanto Catarina, chega à cidade para


encontrar uma rica esposa, disposto a se


casar com qualquer megera desde que


tenha bom dote. Apesar de tudo o que


ouve sobre Catarina, declara que lhe fará


a corte. Ao ser cortejada, Catarina faz


jus à sua fama, mostrando-se o mais


antipática possível. E Petrucchio, à custa de muita


astúcia, consegue realizar a façanha.

A trama gira em torno das diabruras que Petrucchio


faz para amansar a fera Catarina.


Fonte: Passeiweb-seu portal de estudos na web.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Texto de Molière representa a avareza no teatro


"O Avarento" foi imortalizado por Paulo Autran no Brasil


Avareza: apego excessivo às riquezas; mesquinhez, sovinice. Avarento: excessivamente apegado ao dinheiro, sovina. O dicionário oferece as definições exatas do pecado e do pecador. Mas a metáfora do segundo na lista dos sete pecados capitaistalvez nunca tenha sido tão bem retratada, especificamente no teatro, do que pelo dramaturgo francês Molière (1622-1673).

Conhecido por abordar temas religiosos e cotidianos, misturando dramas à visão satírica dos hábitos da sociedade francesa do século 17, em “O Avarento” (L’Avare, de 1668), o autor cria o protagonista Harpagon, um velho mão-de-vaca que carrega os filhos para a sua mesquinharia e desconfia da lealdade de todos. Por trás das passagens cômicas fica a farsa hilariante, ambígua, revelando as fragilidades humanas.

Harpagon não descansa com medo de ser roubado, pois guarda todo seu dinheiro em casa, e na vigília para que os filhos não casem com alguém sem dotes. O apego material traz a tona o que Goethe definiu como peça trágica. Viúvo, o personagem é solitário, mal-humorado, infeliz.

Em um trecho do texto, seu filho Cleanto resume a crítica ao comportamento do avarento. “Do que nos adianta a fortuna se ela só virá às nossas mãos no momento em que não poderemos gozar de seus benefícios?!…”. A história segue pelo drama dos filhos que se apaixonam, justamente, por dois jovens de família modesta e esperam a aprovação do pai para futuros casamentos.

O ator Paulo Autran na montagem de 2006O ator Paulo Autran na montagem de 2006
IMORTAL

Dentre as inúmeras montagens do espetáculo, a mais memorável é a protagonizada por Paulo Autran (1922 – 2007), que ficou em cartaz por alguns meses no antigo Teatro Cultura Artística, em 2006. Sob a direção de Felipe Hirsch –  já em parceria com Daniela Thomas , o ator aproximara-se novamente de um texto clássico.

Pela quarta vez Autran trabalhava com peças de Molière. Desde a estreia como profissional no Teatro Brasileiro de Comédia, em 1949, havia interpretado "O Burguês Fidalgo" e "As Sabichonas", nos anos 60; e "Tartufo", nos anos 80.

Levando-se em conta os 84 anos de idade do protagonista, na época, a direção de Hirsch poupava grandes movimentos do ator. O cenário era composto por caixas de papelão de onde saiam os outros integrantes do elenco. Infelizmente, foi durante a temporada do espetáculo que Paulo Autran sentiu-se mal, e nunca mais voltou a pisar em um palco.

CLÁSSICO SEMPRE CLÁSSICO

Se o texto de Molière ainda ganha constantes versões. No Festival de Curitiba 2010, com início em 16 de março, a peça será apresentada sob direção de Reikrauss Benemond e grande elenco. Apesar de ter quatro séculos de existência, “O Avarento” nunca deixará de ser atual, já que sovinas e inescrupulosos continuarão a rondar nossas vidas. Como Paulo Autran bem disse em entrevista à "Folha de S. Paulo", "num certo sentido, Harpagon se parece muito com alguns políticos que a gente conhece".

Fonte: Colherada Cultural (www.colheradacultural.com.br).

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Memória de um ator/ diretor- por Ellyson Martins.



"Há pouco mais de um ano, avistei um texto pela internet que se tratava de um monólogo teatral, com o nome de "OS MALEFÍCIOS DO TABACO", do escritor russo Anton Tchekhov, na época, o grupo  "OS 100 NOMES!" ainda existia e eu fazia parte, ainda nem pensava em fundar o grupo teatral "GUERREIROS DA ARTE", o li várias vezes, e gostei muito, analizei bem e quanto mais eu lia, mais as imagens de como seria o espetáculo vinha na minha mente...comecei a "moldar" a peça: o personagem,        
como ele seria, o jeito de ser, as características, a forma de se comunicar...enfim, o personagem por completo, o cenário, os figurinos, acessórios a serem usados, sonoplastia... cheguei a comentar com a galera... daí, fiquei super motivado em montar o espetáculo, para isso, precisei de auxilio de duas pessoas: uma para a sonoplastia  e outra para iluminação, do quais foram essenciais, convoquei Igor Santos para a parte da iluminação e Islane Souza para a sonoplastia. Me dediquei de corpo e alma para esta peça, os ensaios eram 3 vezes na semana, e eram na minha própria casa, além dos ensaios, durante as manhãs ( já que meu horário de trabalho era de 12:00 ás 20:00, ficava sozinho em casa, pois minha esposa saía para trabalhar, e meu filho estava na escola ), eu ensaiava sozinho várias vezes diante de uma parede! ( loucura não? ), e ainda fazia alguns ensaios diante do espelho ( um dos exercícios mais importantes para um ator, na minha opinião, pois durante o processo, o próprio ator vai corrigindo o que está certo, o que está errado, as fisionomias no rosto, o que pode melhorar, o que está perfeito, o corpo, o modo de falar, enfim, o personagem por completo ), então, com muito ensaios, aperfeiçoamentos, a peça foi ganhando uma rica encenação... depois do processo, a peça quando já estava pronta, veio até mim o vocalista da banda Belo jardinense"Virgulados" biriguy para me propor uma apresentação do espetáculo no IFPE da citada cidade, fazendo parte de um pequeno evento interno, eu topei.
Cartaz usado na apresentação da Igreja da Vila, no bairro do São Pedro, Belo Jardim-PE.

Então, em uma quarta-feira á noite, por volta das 19:15 mais ou menos, estava em palco encenando! fiquei muito satisfeito, muito satisfeito mesmo com o resultado! a aceitação do público foi excelente! ao término do espetáculo veio várias pessoas me parabenizar, me abraçar, me dar um aperto de mão... esse momento é sem preço, você saber que o público aprovou o seu trabalho, vendo eles sorrirem com a sua encenação, ver eles se emocionarem com o espetáculo...nossa!!! é sublime! é maravilhoso! depois desta apresentação, fiz ainda mais duas: uma na Igreja Matriz da Vila, no bairro do São Pedro-Belo Jardim-PE ( esta foi decepcionante para mim, pois o público que teve eram em faixa de 10 a 12 pessoas...e a maioria eram parentes e amigos, havia venda de ingresso no valor de 2 R$, no mais, o que importa é que o pouco público que estava por lá aprovou o trabalho), e no Sesc Ler de Belo Jardim-PE ( aqui, foi como encerramento para um curso de férias de teatro, com duração de 1 mês, do qual eu ministrei ), posso dizer, na minha opinião, que entre o personagem "O MERCADOR" da peça "A SENHA" e este, que é IVAN IVANOVITCH NIOUKHINE confesso que não sei qual foi a melhor atuação...! 
Uma das melhores experiências que já tive, encenar um monólogo é muito complicado, pois tudo tem que estar perfeito, porque se houver algum erro a responsabilidade é totalmente sua... mas curti muito encenar um monólogo, tanto que comecei a pesquisar muitos outros monólogos, consegui baixar, e já estão todos aqui no meu pc...inclusive, até comecei a escrever um...( este, nunca consegui terminar... ).
Enfim, encenar um monólogo, foi uma experiência única, também foi a minha primeira experiência como diretor, e este "OS MALEFÍCIOS DO TABACO" foi especial pra mim, foi o primeiro, e posso dizer que o realizei e bem, de alma lavada e dever cumprido."




Momentos do monólogo, realizado na Igreja da Vila-no bairro do São Pedro, Belo Jardim-PE.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Denise Fraga traz a sua peça ao Recife



A comédia “Sem Pensar” protagonizada por Denise Fraga e grande elenco, dá rasante no Teatro Santa Isabel para uma mini temporada 11 à 13 de maio. A peça, que já ganhou o Prêmio Contigo de Teatro de Melhor Espetáculo, foi escrita por uma jovem, Ana Reiss, quando tinha apenas 17 anos e jconta a história de uma menina que vê seus pais preocupados quando se apaixona por um rapaz mais velho.


Fonte: Blog Social 1

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Um pouco sobre Stanislavski...



Sugestões Interpalco

O Método

Com a chegada do Teatro de Arte de Moscou sob a supervisão direta de Konstantin Stanislavsky, este novo método de interpretação espalhou-se pelo mundo. Uma boa parte dele permaneceu igual a como ele ensinava. Outra foi abandonada, modificada ou ampliada para suprir necessidades de uma sociedade em mudança.

Mas, basicamente seu sistema tem sobrevivido intacto a quase todos os abusos feitos. Até sua ênfase na realidade, na beleza da natureza, na dignidade da vida foram criticadas como vulgaridades simplesmente porque a verdade foi levada ao palco.

Houve cultos professores universitários de teatro que rejeitaram seus ensinamentos: instrutores, professores de teatro e outros que deturparam e deformaram seus significados para satisfazer suas próprias vontades. Atores também têm rejeitado Stanislavsky ao aderir a uma forma exagerada de interpretação. Mas a verdade é uma adversária terrível porque a natureza está do seu lado.

Muitos atores negam que suas representações sejam exageradas porque tentam evitar seu método. No entanto, não percebem que o esforço para ser eficiente ou agradar facilmente, leva a um comportamento errado no palco. Isto é só um outro exemplo da necessidade de auto-consciência.

Com esta consciência, o ator percebe que o exagero e a grandiosidade são, na maioria dos casos, erros.

Como nós aprendemos com a experiência (e através do processo de eliminação), o próximo problema que temos pela frente é exatamente o oposto, não deixando de ser outro tipo de exagero: representar de forma atenuada, minimizando a realidade.

Os atores do Método também tornam-se vítimas deste defeito durante treinamento. Exagerar qualquer coisa no palco tornou-se um pecado tão sério para os seguidores do Método que muitas vezes somos obrigados a “nos contentar em ser natural” ao invés de dar vazão às expressões, mesmo que elas estejam totalmente em harmonia com a realidade da situação. Isto é tão errado quanto exagerar.

Portanto, uma fala lida com naturalidade e simplicidade, está mais de acordo com a realidade do que o risco de forçar uma emoção que pode soar falso. Os méritos da verdade devem ser nossa meta. Nem mais, nem menos.

A forma de representar que acabamos de discutir é chamada atuação exagerada, mas este termo é contraditório em virtude da definição da representação para o ator moderno.

Representar é alcançar a realidade no palco, exagerar seria negá-la. Representar de modo exagerado inclui a utilização de gestos e expressões vocais convencionais. Se a vida interior do personagem está ausente, o ator acabará recorrendo a tais clichês. O problema de exagerar é que o ator pode facilmente convencer-se de que está “vivendo mesmo” o seu personagem.

Quando um ator prepara seu papel corretamente, ele transforma-se naquele personagem no palco. Claro que não deve deixar de ser ele mesmo, mas também é necessário que deixe de ser como é para seus amigos e família.

Todo o seu êxito na realização plena da sua caracterização reside na sua confiança, na realidade da sua própria expressão pessoal individual em oposição aos tipos de expressões clichês. O ator que conta com os dons naturais e com sua própria individualidade é um artista criativo. Aquele que não for treinado a usar sua expressão individual e não conseguir utilizar a si mesmo para ser o personagem que está interpretando, está preso e limitado ao convencionalismo.

A sua voz raramente recorrerá a tons e modulações , ele vai sacudir os punhos, bater na testa, mover os olhos de forma falsa, apertar os dentes, fazer caretas, esbravejar, colocar a mão no coração, e recitar sem emoção.

Imitar este estilo convencional de representação que, infelizmente tornou-se quase uma tradição, é ridículo. É certo que existem atores que freqüentemente exageram com perfeita habilidade. E estes mesmos são os que sempre exclamam que os momentos primorosos de pura criação e satisfação artística no teatro vieram daquelas raras vezes que sentiram-se “inspirados” no papel e pareciam “viver” o personagem.

Seria muito mais gratificante para os seus espíritos criativos como artistas se eles pudessem treinar seus mecanismos para criar estes impulsos sempre!

O melhor que um ator pode aprender com uma representação pouco inspirada é a certeza que, quando ocorrem momentos de verdadeira inspiração na peça, todos os outros momentos provavelmente foram falsos!

Acredito firmemente que a natureza é uma força insuperável que não pode ser eternamente reprimida mas, em vez disto, irromperá esporadicamente dando rédeas soltas à verdade, apesar de nossas vulgaridades. Além disso, é um indício, em grande parte, de que nossa sociedade não segue automaticamente as leis naturais mas, ao contrário, tentamos e quase sempre conseguimos reprimi-las ou mudá-las.

O ator que desejar atingir um talento artístico verdadeiro na sua profissão deve literalmente lutar pela verdade das suas convicções por toda sua vida, tanto no palco quanto fora dele. Ele não deve desistir até conseguir trazer ao palco o que todo ser humano produz naturalmente na vida
.