quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ESPETÁCULO NESTA SEXTA (23) - FINAL DE TEMPORADA‏


Últimos dias para ver o espetáculo SEGUNDA PELE

Espetáculo SEGUNDA PELE, do Coletivo Lugar Comum, encerra temporada na Casa Mecane neste final de semana com últimas apresentações nesta sexta (23), sábado (24) e domingo (25)





“O que te roça a pele de dia e de noite?
Arranha, protege, desnuda?
Tecido, entrelace, sono, textura?
É chique ou dá choque?

Cores vibrantes, materiais naturais,
o frescor dos tons lavados,
é tudo in agora e daqui a pouco de novo.

Romântico também é despir-se,
a ousadia das transparências pode cair bem em você.

Primeiro desvista a pele sobre a pele,
capas que colorem o silêncio aos olhos alheios.
Camadas e camadas de nudez calada.

E a indecência do vento?
Opa, cuidado, as saias curtas e soltas gostam de voar...
Só por isso nunca deveriam sair de moda...”

Cabelo, sorriso, folha, concha do mar,
abraço, cama ou sofá,
tudo vira estampa ou avesso.

Experimentar é a única regra inquebrável.
A temporada pede liberdade...
E sempre se pode tirar os sapatos...

(trechos do texto Segunda Pele, de Silvia Góes)


            “Com que roupa?” A pergunta permeia as histórias pessoais e também os caminhos trilhados pela humanidade. Aquilo que usamos sobre o corpo, o que nos adorna ou o que vestimos, também traz em si as informações culturais, sociais, políticas, as reivindicações, prisões e liberdades, a identidade de um povo, de uma época ou de um homem, de uma criança, de uma mulher. É essa reflexão que o pernambucano Coletivo Lugar Comum leva para cena com o espetáculo SEGUNDA PELE, projeto incentivado pelo FUNCULTURA, que encerra temporada de um mês na Casa Mecane, este final de semana, com apresentações sexta (23), sábado (24) e domingo (25), sempre às 20h.
            Para a montagem de SEGUNDA PELE, a partir da releitura de materiais que têm relação com o significado da moda, das respostas corporais e sensações provocadas no contato, as bailarinas Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz foram despertando as vontades e reações que se transformaram na expressão da dança em seus corpos. O estudo do figurino, onde tudo começou, teve a participação dos estudantes do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda da Faculdade SENAC Pernambuco, promovendo a convivência prática de novos pesquisadores de artes com as etapas do processo de montagem. Foi com o mesmo intuito que a equipe também contou com a participação dos alunos do Curso de Licenciatura em Dança da UFPE.
O artista, ambientalista e arquiteto Hundertwasser foi quem relacionou o termo “segunda pele” ao vestuário do sujeito. Em sua teoria sobre as “cinco peles” ele define a segunda pele como o passaporte social, relacionando o vestuário com a afirmação do indivíduo em sociedade. Nesse contexto o artista criticou a uniformidade, a simetria e a tirania da moda imposta pela sociedade e passou a estimular o prazer de usar uma segunda pele criativa, original, diferente dos outros, criando suas próprias vestimentas. Essa inspiração esteve presente ao longo de todo o desenvolvimento da nova montagem.
Na passarela da vida, o que veste o espaço além do corpo? Que sons podemos captar a partir do movimento das roupas sobre um corpo dançante? Que desenhos a vestimenta imprime no ambiente compartilhado entre a presença e o ar? Plástico, elástico, arame, vidro, velcro, poliestireno celular rígido, como a nossa pele, o nosso corpo e o outro reagem ao contato? A memória também é uma roupa que usamos? Tecido, costura, cor, vento, textura, raízes, asas, o que tudo isso provoca da superfície ao avesso? A roupa, elemento efêmero que pode ser reformulado, customizado, ressignificado em cena, assim como a própria identidade, é construída e reconstruída a cada momento. Por isso, a imprevisibilidade e a improvisação são alguns dos elementos utilizados no processo de criação. Em SEGUNDA PELE as perguntas e as respostas ganham novos olhares.
Coletivo Lugar Comum - Lugar comum, segundo o escritor Edouard Glissant, é quando um “pensamento do mundo” encontra outro “pensamento do mundo”, criando um espaço de reforço a uma compreensão que é assim ratificada. Para ele, é através da identificação dos novos “lugares comuns”, daqueles que emergem conectados a uma realidade multi-étnica, plurivocal, não etnocêntrica, que é possível construir novos parâmetros para a arte e para a vida na contemporaneidade.
Foi a possibilidade de promover um espaço para o encontro de pensamentos que estimulou o surgimento do Coletivo Lugar Comum, em 2007, na cidade do Recife. E hoje reúne artistas das áreas de performance, dança, música e literatura, além de pesquisadores e técnicos envolvidos com criação artística, com 13 integrantes: Conrado Falbo, Cyro Morais, Juliana Beltrão, Liana Gesteira, Luciana Raposo, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti, Paloma Granjeiro, Priscilla Figueiroa, Renata Muniz, Roberta Ramos, Silvia Góes e Virginia Laraia.
Desde o seu surgimento o Coletivo atua desenvolvendo diferentes ações artísticas. Em 2009, promoveu o projeto Conexões Criativas, um encontro que reuniu coletivos de outros estados do país em uma programação de mostra de espetáculos e debates durante uma semana. Em 2011, o Coletivo participou do Palco Giratório, com a circulação do espetáculo Leve por 33 cidades do Brasil. Desde 2011 promove a apresentação da Noite de Solos Corpos Compartilhados, reunindo quatro performances: Pé de Saudade, Valsa-me, OSSevaO e Topografias do Feminino. Em 2012 participou do projeto Modos de Existir, um encontro de coletivos do Brasil realizado pelo SESC de São Paulo. E desde 2011 realiza JAMs Sessions de dança e música em Recife.

SERVIÇO:
SEGUNDA PELE
Onde: Casa Mecane
            Av. Visconde de Suassuna, 338, Boa Vista, Recife/PE
            Telefone: 3038.0543
Quando: 23, 24 e 25 de novembro
Horário: 20h
Quanto: R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia com desconto)

Ficha Técnica

Concepção, criação e coreografia: Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz
Dançarinas: Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz
Concepção e criação de figurino: Juliana Beltrão, Maria Agrelli e Maria Ribeiro
Execução de figurino: Xuxu
Colaboração na execução de figurino: Ilka Muniz e Maria Lima
Dramaturgia: Marcelo Sena
Trilha sonora original: Rua (Caio Lima e Hugo Medeiros) + convidados (Cyro Morais e Paulo Arruda)
Criação e execução de iluminação: Luciana Raposo
Operação de Luz: Luciana Raposo e Rodrigo Oliveira 
Criação e execução de cenografia: Luciana Costa Mendes
Assistente de cenografia: Wellington Mendes Junior
Cenotécnico: Almir Negreiros
Preparação corporal: Luiz Roberto
Colaboração poética: Silvia Góes
Produção de criação: Maria Agrelli
Produção da temporada: Hudson Wlamir
Produção geral: Comum de 3 produções artísticas
Design gráfico: Thiago Liberdade
Assessoria de Imprensa : Íntegra Comunicação
Fotos: Breno César e Ju Brainer
Colaboração artística: Coletivo Lugar Comum (Conrado Falbo, Cyro Morais, Maria Clara Camarotti, Paloma Granjeiro, Priscilla Figuerôa, Roberta Ramos, Silvia Góes e Virginia Laraia)
Realização: Coletivo Lugar Comum
Fonte: Coletivo Lugar Comum/Silvinha Góes.

OSMAN LINS NO CENTRO CULTURAL CORREIOS - DE GRAÇA‏


Texto de Osman Lins encerra temporada 2012 do
ciclo de leituras teatrais no Centro Cultural Correios

            O Projeto Que Maravilha! leva ao Centro Cultural Correios, no Recife Antigo, a leitura dramatizada do texto Mistério das Figuras de Barro, de Osman Lins, pernambucano de Vitória de Santo Antão e reconhecidamente um dos maiores escritores do século XX. As apresentações acontecem nesta segunda (26) e terça (27), às 20h, com entrada gratuita.
            A peça mescla aspectos fantásticos e crítica social e mergulha nas venturas e desventuras do ofício do artista e seu papel no mundo. Para dirigir Mistério das Figuras de Barro, a Duas Companhias convidou o autor, ator e diretor Sebastião Simão Filho, fundador da Cia Máscaras de Teatro. Em cena estarão Carlos Ferrera, Fábio Calamy, Cláudio Malaquias e Sandra Possani.
 Graças a uma parceria com a Botticelli, ao final das apresentações, o público poderá conversar com os artistas num momento de troca descontraído, regado a vinhos e muitas boas histórias. A Duas Companhias, grupo teatral responsável pelo projeto, também está sorteando os calendários confeccionados em comemoração aos oito anos do grupo e mudas de plantas para a plateia.

Depois do sucesso dos ciclos de leituras teatrais Que Absurdo!, resgatando peças do Teatro do Absurdo, em 2010 e do Que Comédia!, trazendo autores da Commedia Dell´Arte, em 2011, a Duas Companhias, de Livia Falcão e Fabiana Pirro, está finalizando esta semana o ciclo Que Maravilha!, mais uma vez em parceria com o Centro Cultural Correios, realizado toda última segunda e terça de cada mês, com entrada gratuita, desde agosto. Desta vez os textos trazidos à luz foram todos de autores pernambucanos. O primeiro foi com “Um Paroquiano Inevitável”, de Hermilo Borba Filho. No mês de setembro, a leitura marcou a estreia do veterano ator Cláudio Ferrario como dramaturgo, com o texto inédito “A Peleja dos Mil Anos”. Em outubro o texto apresentado foi “A Dona da História”, de João Falcão, com Livia Falcão e Olga Ferrario em cena.
A cada apresentação, diferentes atores e diretores foram convidados para se integrar ao programa, uma fórmula encontrada pela Duas Companhias para levar ao público vários talentos já consagrados e artistas iniciantes também. 

Serviço:
 Que Maravilha!
Ciclo de Leituras do Teatro Pernambucano
Auditório do Centro Cultural Correios, às 20h
Avenida Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife
Entrada Gratuita
Dias 26 e 27 de novembro
Fonte: DUAS COMPANHIAS / CENTRO CULTURAL CORREIOS
       SILVINHA GÓES 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Canteiro de teatro e dança apresenta: peça teatral "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", de Paulo Sacaldassy.


O grupo teatral belojardinense "GUERREIROS DA ARTE" estará participando do evento promovido pelo Sesc Ler de Belo Jardim-PE CANTEIRO DE TEATRO E DANÇA, com a peça ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", do escritor, cronista, dramaturgo e ator santista Paulo Sacaldassy, será logo mais, ás 19:00 no Calçadão, em frente a Praça da Conceição, no centro.
Composto por quatro integrantes: Ellyson Martins, João Batista dos Santos, Islane Sousa e Thalyta Monteiro, o grupo teatral "GUERREIROS DA ARTE" fará á sua 3° apresentação desta peça, tendo apresentado no ano de 2011 no IFPE e Colégio Diocesano, daqui de Belo Jardim; sob direção do fundador, idealizador e ator Ellyson Martins, o grupo espera um bom publico para a noite de hoje: "será uma noite muito especial para todos nós, pois soubemos da nossa convocação para este evento na sexta-feira passada...pois haviam informado que um outro grupo de Caruaru haviam cancelado a sua vinda para cá, daí fomos convocados. Esperamos fazer uma apresentação de grande apreciamento do publico, porque a peça é de comédia, e tenho a certeza que o público daqui aprecia muito esse gênero teatral", Comentou Ellyson Martins.


Serviço: peça teatral "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", de Paulo Sacaldasy;
Data: 21/11/2012;
Local: Calçadão (em frente a Praça da Conceição, no centro);
Horário: 19:00;
Elenco: Ellyson Martins, João Batista dos Santos, Islane Sousa;
Sonoplastia: Thalyta Monteiro;
Figurinos, cenário e direção: Ellyson Martins.

Entrada franca!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

“MOSTRA CANTEIRO DE TEATRO E DANÇA!



“MOSTRA CANTEIRO DE TEATRO E DANÇA!


Em Belo Jardim-PE.

PERÍODO: 19 A 23 DE NOVEMBRO DE 2012.
DIA 19/11/2012
08:30 – INTERVENÇÃO URBANA COM GRUPO DE DANÇA SMOG (CARUARU)
LOCAL: PATIO DA FEIRA LIVRE
DIA 20/11/2012
19:00 – GRUPO DE TEATRO TEA COM O ESPETÁCULO “ O AUTO DA COMPADECIDA” (CARUARU)
20:30 – GRUPO DE DANÇA SABRINA SANTOS (BELO JARDIM)
LOCAL: Praça da Conceição.
DIA 21/11/2012
19:00 GRUPO DE TEATRO "GUERREIROS DA ARTE", com o espetáculo "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", do dramaturgo Paulo Sacaldassy.
20:30 – GRUPO DE DANÇA NOSSA ARTE (BELO JARDIM)
LOCAL: Praça da Conceição.
DIA 22/11/2012
19:00 – CIA OLHARES DE TEATRO E DANÇA COM O ESPETACULO “ANDARILHOS BRINCANTES” (CARUARU).
19:30 - CIA DE DANÇA FLÁVIO BARBOSA COM O ESPETACULO “FESTEJANDO O SÃO JOÃO NA CAPITAL DO FORRÓ” (CARUARU)
20:00 – COREOGRAFIA SOLO COM ROSEMBERG COM ESPETACULO “ A HISTÓRIA DE MARGARIDA”. (CARUARU)
LOCAL: Praça da Conceição.
DIA 23/11/2012
19:00 – GRUPO VOZES DO SERTÃO (SESC ARCOVERDE) COM O ESPETÁCULO “TAÍ VOZES DO SERTÃO”.
20:00 – GRUPO DE DANÇA SESC PETROLINA COM EU VIM DA ILHA.
LOCAL: SESC LER BELO JARDIM

Informações: (81) 3726/1576.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PAUTA - DANÇA TAMBÉM NO INTERIOR DE PERNAMBUCO‏






Sobre um Paroquiano cai mais uma vez na estrada e leva a dança de Hermilo Borba Filho a mais três cidades do interior pernambucano

O espetáculo “Sobre um Paroquiano” cai na estrada e realiza a última etapa do seu projeto de circulação, chegando a mais três cidades do interior pernambucano: Lajedo (19/11), Pau Ferro (20/11) e Jurema (21/11). Uma realização da Compassos Cia de Danças, a montagem conta com os bailarinos Patrícia Costa, Gervásio Braz, Priscilla Figueiroa, Fábio Costa, Adriana Ayub e Marcela Felipe, além da presença de Ana Carolina na sonoplastia, interagindo com os elementos da cena. A direção é de Raimundo Branco e a peça se baseia na obra “Um paroquiano inevitável”, de Hermilo Borba Filho.
A circulação, projeto incentivado pelo Funcultura, será encenada em Lajedo, nesta segunda (19), às 19h, no Clube Municipal da cidade. Na terça (20), a apresentação será no terreiro da casa de Seu Chico, em Pau Ferro, também às 19h. Na quarta (21), às 19h, será a vez de Jurema. Nos três municípios o elenco ministrará aulas de dança para a população. Desde o início do ano, “Sobre um Paroquiano” já passou por Aliança, Lagoa do Carro, Olinda (na Casa da Rabeca), Iguaraci, Inagazeira, Tuparetama, Calçado, Carnaíba, Cachoeirinha e Petrolina.
A aproximação da Compassos Cia de Danças com a obra de Hermilo Borba Filho se consolidou há pouco mais de cinco anos. Foi em 2007 que o espetáculo estreou, ainda chamado de “Um Paroquiano Inevitável”, ganhou vida, refez passos, agregou novos artistas e agora renasce em um novo percurso. Uma família, seus compassos e descompassos diante do absurdo da existência. A poesia agreste e sublime entranhada na convivência entre Mãe, Pai e os filhos Poeta, Atleta e Noivo. E a Noiva. E o misterioso Enéas. Em três almoços, um espetáculo nasce, uma vida se espelha, com seus desatinos e encontros. Corpo e voz no desnudamento de um cotidiano apinhado de encruzilhadas. Dança, teatro, cinema... artes e afetos desenhados sobre a mesa, repleta de gostos e cheiros, de vida e de morte.
“Mudamos o título pelo entendimento de que o espetáculo mostra aquilo que a companhia entende por Hermilo e sua obra e não uma transposição direta do texto de Borba Filho para a expressão dançada. Nesta versão, com 50 minutos de duração divididos em “três almoços”, o espetáculo acontece com o texto mais presente na boca dos atores-bailarinos e um amadurecimento do elenco”, destaca Raimundo Branco, que assina a direção e coreografia. Os bailarinos/atores, dançam/interpretam os conflitos de uma família pequeno-burguesa. As relações são marcadas por desentendimentos.
A movimentação é baseada em ações cotidianas e comportamentos habituais dentro de uma casa, como sentar, deitar, andar, arrumar os ambientes, ir ao banheiro, estar num quarto, lavar as mãos e varrer a casa, aliados a técnicas de dança contemporânea e capoeira. Dessas ações aparentemente corriqueiras, varrer a casa ganha uma dimensão especial, pois, além de ser utilizada como um determinante para ações coreográficas, ainda interfere nos corpos dos bailarinos com uma sonoridade que ambienta o espetáculo.  A preparação e conscientização técnica do elenco estão sob a responsabilidade de Carlos Ferreira (voz e movimento), Luiz Roberto (clássico),  Fábio Costa (capoeira) e Raimundo Branco (Dança).
A concepção e confecção de figurinos são assinadas por Júlia Fontes e Suzi Queiroz, que fizeram um resgate das roupas entre as décadas de 30 e 60, do século passado. A iluminação, concebida por Eron Villar, traz para a cena a proposta de envelhecer o local, através da sobreposição de cores, como amarelo e verde e, em determinados momentos, é fundamental o jogo criado entre luz e sombras. A trilha sonora é composta em sua maioria por composições utilizadas no cinema e foi selecionada por Raimundo Branco, que também assina a cenografia. Aliás, o cenário está ligado ativamente à escrita e aos desenhos dançados. Em particular a mesa ao redor da qual acontece o desenrolar das relações tem papel fundamental na obra reescrita.
“Além da influência da dramaturgia Hermiliana, buscamos referências nos quadrinhos de Neil Gaiman, a partir da “família dos sete perpétuos”, constituída pelos personagens Desespero, Delírio, Morte, Destino, Sonho, Desejo e Destruição. Lars Von Trier também foi uma inspiração com os filmes Dogville, e Dançando no Escuro. O cinema e seus bastidores são uma grande referência na pesquisa da realização de um “cinema ao vivo”, como chamamos os espetáculos de dança e teatro criados a partir do estudo da linguagem cinematográfica”, diz Raimundo Branco.
O espetáculo foi criado para um palco ou espaço cênico em arena ou semiarena, por esta razão, todos os ângulos foram coreografados procurando explorar os possíveis focos de uma câmera de cinema. Com a intenção de oferecer ao espectador o direito de escolher o que deseja ver/assistir.

FICHA TÉCNICA:

BAILARINOS:
                   Patrícia Costa,
                   Gervasio Braz,
                   Priscilla Figueiroa,
                   Adriana Ayub
                   Fabio Costa,
                   Marcela Felipe

Bailarina estagiária e sonoplasta:
                   Ana Carolina

Iluminador:     
                    Eron Villar

Assistentes e bailarinos estagiários:
Adriana Ayub
Anderson Monteiro

Direção e produção: 
                     Raimundo Branco


CONTATOS:
 Raimundo Branco
Compassos Cia. de Danças
 81-4101.1640 / 9212.9791

Fonte: Compassos Cia de Danças/Silvinha Góes.

Segunda Pele traz novidades ao final de semana da Casa Mecane Espetáculo SEGUNDA PELE, do Coletivo Lugar Comum, segue em cartaz na Casa Mecane com novas interferências cênicas e surpresas para o público







“Na passarela da vida, o que veste o espaço além do corpo?
Que sons nascem do movimento das peles sobre um ser dançante?
Que desenhos a vestimenta imprime no ambiente
compartilhado entre a presença e o ar?
Plástico, elástico, arame, vidro, velcro, poliestireno celular rígido,
como a nossa pele, o nosso corpo e o outro reagem ao contato?
A memória também é uma roupa que usamos?
Tecido, costura, cor, vento, textura, raízes, asas,
o que tudo isso provoca da superfície ao avesso?”

(trechos do texto Segunda Pele, de Silvia Góes)


            O espetáculo SEGUNDA PELE, do Coletivo Lugar Comum, ganha novas provocações neste final de semana. A montagem, que estreou no último dia 02 de novembro, será apresentada nesta sexta (16), sábado (17) e domingo (18) com interferências inéditas na cena e surpresas para o público logo na entrada. A equipe produziu displays que estão colocados no espaço de exposições, no primeiro andar, com propostas para que os espectadores possam sentir-se na pele das bailarinas através de uma brincadeira imagética-fotográfica. Para a ação o Coletivo conta com a parceria da fotógrafa Juliana Brainer. Todas as sessões começam às 20h.
“Com que roupa?” A pergunta permeia as histórias pessoais e também os caminhos trilhados pela humanidade. Aquilo que usamos sobre o corpo, o que nos adorna ou o que vestimos, também traz em si as informações culturais, sociais, políticas, as reivindicações, prisões e liberdades, a identidade de um povo, de uma época ou de um homem, de uma criança, de uma mulher. É essa reflexão que o pernambucano Coletivo Lugar Comum leva para cena com o espetáculo SEGUNDA PELE, projeto incentivado pelo FUNCULTURA, em temporada na Casa Mecane, sempre às 20h, durante as sextas, sábados e domingos de novembro, até o dia 25. A idade mínima é de 16 anos.
            Para a montagem de SEGUNDA PELE, a partir da releitura de materiais que têm relação com o significado da moda, das respostas corporais e sensações provocadas no contato, as bailarinas Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz foram despertando as vontades e reações que se transformaram na expressão da dança em seus corpos. O estudo do figurino, onde tudo começou, teve a participação dos estudantes do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda da Faculdade SENAC Pernambuco, promovendo a convivência prática de novos pesquisadores de artes com as etapas do processo de montagem. Foi com o mesmo intuito que a equipe também contou com a participação dos alunos do Curso de Licenciatura em Dança da UFPE.
O artista, ambientalista e arquiteto Hundertwasser foi quem relacionou o termo “segunda pele” ao vestuário do sujeito. Em sua teoria sobre as “cinco peles” ele define a segunda pele como o passaporte social, relacionando o vestuário com a afirmação do indivíduo em sociedade. Nesse contexto o artista criticou a uniformidade, a simetria e a tirania da moda imposta pela sociedade e passou a estimular o prazer de usar uma segunda pele criativa, original, diferente dos outros, criando suas próprias vestimentas. Essa inspiração esteve presente ao longo de todo o desenvolvimento da nova montagem.
A roupa, elemento efêmero que pode ser reformulado, customizado, ressignificado em cena, assim como a própria identidade, é construída e reconstruída a cada momento. Por isso, a imprevisibilidade e a improvisação são alguns dos elementos utilizados no processo de criação. Em SEGUNDA PELE as perguntas e as respostas ganham novos olhares.
Coletivo Lugar Comum - Lugar comum, segundo o escritor Edouard Glissant, é quando um “pensamento do mundo” encontra outro “pensamento do mundo”, criando um espaço de reforço a uma compreensão que é assim ratificada. Para ele, é através da identificação dos novos “lugares comuns”, daqueles que emergem conectados a uma realidade multiétnica, plurivocal, não etnocêntrica, que é possível construir novos parâmetros para a arte e para a vida na contemporaneidade.
Foi a possibilidade de promover um espaço para o encontro de pensamentos que estimulou o surgimento do Coletivo Lugar Comum, em 2007, na cidade do Recife. E hoje reúne artistas das áreas de performance, dança, música e literatura, além de pesquisadores e técnicos envolvidos com criação artística, com 13 integrantes: Conrado Falbo, Cyro Morais, Juliana Beltrão, Liana Gesteira, Luciana Raposo, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti, Paloma Granjeiro, Priscilla Figueiroa, Renata Muniz, Roberta Ramos, Silvia Góes e Virginia Laraia.
Desde o seu surgimento o Coletivo atua desenvolvendo diferentes ações artísticas. Em 2009, promoveu o projeto Conexões Criativas, um encontro que reuniu coletivos de outros estados do país em uma programação de mostra de espetáculos e debates durante uma semana. Em 2011, o Coletivo participou do Palco Giratório, com a circulação do espetáculo Leve por 33 cidades do Brasil. Desde 2011 promove a apresentação da Noite de Solos Corpos Compartilhados, reunindo quatro performances: Pé de Saudade, Valsa-me, OSSevaO e Topografias do Feminino. Em 2012 participou do projeto Modos de Existir, um encontro de coletivos do Brasil realizado pelo SESC de São Paulo. E desde 2011 realiza JAMs Sessions de dança e música em Recife.

SERVIÇO:
SEGUNDA PELE
Onde: Casa Mecane
            Av. Visconde de Suassuna, 338, Boa Vista, Recife/PE
            Telefone: 3038.0543
Quando: 16, 17, 18, 23, 24 e 25 de novembro
Horário: 20h
Quanto: R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia com desconto)

Ficha Técnica

Concepção, criação e coreografia: Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz
Dançarinas: Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz
Concepção e criação de figurino: Juliana Beltrão, Maria Agrelli e Maria Ribeiro
Execução de figurino: Xuxu
Colaboração na execução de figurino: Ilka Muniz e Maria Lima
Dramaturgia: Marcelo Sena
Trilha sonora original: Rua (Caio Lima e Hugo Medeiros) + convidados (Cyro Morais e Paulo Arruda)
Criação e execução de iluminação: Luciana Raposo
Operação de Luz: Luciana Raposo e Rodrigo Oliveira 
Criação e execução de cenografia: Luciana Costa Mendes
Assistente de cenografia: Wellington Mendes Junior
Cenotécnico: Almir Negreiros
Preparação corporal: Luiz Roberto
Colaboração poética: Silvia Góes
Produção de criação: Maria Agrelli
Produção da temporada: Hudson Wlamir
Produção geral: Comum de 3 produções artísticas
Design gráfico: Thiago Liberdade
Assessoria de Imprensa : Íntegra Comunicação
Fotos: Breno César e Ju Brainer
Colaboração artística: Coletivo Lugar Comum (Conrado Falbo, Cyro Morais, Maria Clara Camarotti, Paloma Granjeiro, Priscilla Figuerôa, Roberta Ramos, Silvia Góes e Virginia Laraia)
Realização: Coletivo Lugar Comum
Fonte: Coletivo Lugar Comum/Silvinha Góes.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ator e diretor Marcos Paulo morre aos 61 anos no Rio, diz TV


O ator e diretor Marcos Paulo, um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira, morreu neste domingo (11), aos 61 anos, no Rio de Janeiro. Ele sofreu uma embolia pulmonar e morreu em casa. A informação foi confirmada pelo canal de notícias Globo News.
No mês de maio de 2011, durante um exame de rotina, Marcos foi diagnosticado com um câncer no esôfago que o levou a vários meses de tratamento em no Hospital São José da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Em agosto, passou por cirurgia para a retirada do tumor e, pouco mais de uma semana internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do local, foi anunciada sua boa recuperação.
Na última semana do mês passado, Paulo realizou uma série de exames que apontaram uma saúde perfeita e a total remissão do tumor, informou a assessoria de imprensa do Hospital São José, onde o processo foi realizado, no dia 31 de outubro.
De acordo com o oncologista Fernando Maluf, Paulo só precisaria, a partir de então realizar novos exames em 2013.

Fonte: Blog de olho na política