quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fernanda Montenegro


Ainda na década de 1970, a atriz integrou o elenco da novela Cara a Cara (1979), de Vicente Sesso, na TV Bandeirantes. Na trama, dirigida por Jardel Mello e Arlindo Barreto, a atriz viveu a personagem Ingrid Von Herbert, egressa de um campo de concentração nazista.
Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em Baila comigo, de Manoel Carlos. Sua personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para a atriz, que foi dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan. No mesmo ano, viveu a milionária Chica Newman de Brilhante, novela de Gilberto Braga. Na trama, Luísa (Vera Fischer) é escolhida por Chica Newman para se casar com seu filho Ignácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. Mas a moça acaba se envolvendo com Paulo César (Tarcísio Meira), homem de origem humilde, casado com Isabel (Renée de Vielmond), filha de Chica.
Em 1983, Fernanda Montenegro protagonizou cenas hilariantes ao lado de Paulo Autran, como os primos Charlô e Otávio de Guerra dos Sexos, novela escrita por Sílvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes. Obrigados a conviver na mesma casa e na mesma empresa devido ao testamento de um tio, os dois empreendiam "batalhas" diárias, numa verdadeira guerra. A censura impôs mudanças em personagens, diálogos e cenas. Ainda assim, a novela foi um sucesso e recebeu diversos prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre eles o de melhor atriz para Fernanda Montenegro.
Em 1986, a atriz participou de Cambalacho, outra comédia de Silvio de Abreu, dirigida por Jorge Fernando. Como o título sugere, o ponto de partida da trama eram os trambiques armados por Leonarda Furtado, a "Naná", personagem de Fernanda Montenegro, e Jerônimo Machado, o "Gegê", interpretado por Gianfrancesco Guarnieri.
Quatro anos depois, Fernanda Montenegro fez uma participação especial, no papel de Salomé, em Rainha da Sucata, novela de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Ainda em 1990, interpretou a Vó Manuela na minissérie Riacho Doce, de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn. A minissérie se passa em uma cidade do nordeste liderada por Vó Manuela, uma mulher mística e poderosa que exerce total domínio sobre seu neto Nô (Carlos Alberto Riccelli).
Em 1991, na novela O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, Fernanda Montenegro foi Olga Portela, uma requintada cafetina que, apesar de picareta, conquistou a simpatia do público. Dois anos depois, apresentou uma atuação marcante como Jacutinga, a dona de um bordel no interior da Bahia, na primeira fase da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. Ainda em 1993, participou – como Madalena Moraes – da novela O mapa da mina, a última de Cassiano Gabus Mendes.
Em 1994, como Quitéria Campolargo, a atriz integrou o elenco estelar de Incidente em Antares, que reuniu nomes como Marília Pêra, Regina Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Flávio Migliaccio, Betty Faria e Diogo Vilela. A minissérie era uma adaptação de Nelson Nadotti e Charles Peixoto do livro homônimo de Érico Veríssimo.
Em seguida, em 1997, Fernanda Montenegro viveu o papel-título de Zazá, novela de Lauro César Muniz. Sua personagem é uma mulher idealista, que tenta buscar uma solução para a vida medíocre dos sete filhos, ao mesmo tempo em que enfrenta várias adversidades para fazer seu projeto de avião atômico – o BR-15 – sair do papel, e provar que não é louca quando afirma ser filha de Santos Dumont.
Em 1999, por sua atuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles, foi a primeira artista brasileira a ser indicada para o Óscar de melhor atriz. Um ano antes, ainda por sua atuação naquele filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim.
Ainda em 1999, a atriz fez o papel de Nossa Senhora na minissérie O Auto da Compadecida, adaptação da premiada peça de Ariano Suassuna feita por Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e transformada em filme no ano seguinte. Em 2001, viveu a Lulu de Luxemburgo de As filhas da mãe, de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil.
Fernanda Montenegro participou da primeira fase de Esperança (2002), novela de Benedito Ruy Barbosa, em que fez o papel da italiana Luiza, a avó da protagonista Maria, interpretada por Priscila Fantin. Em 2005, na premiada minissérie Hoje É Dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a atriz interpretou a madrasta, voltando a atuar na segunda jornada da série como Dona Cabeça, narradora da trama. Em 2006, brilhou na novela Belíssima como a vilã Bia Falcão, matriarca da família Assumpção. A trama de Sílvio de Abreu prendeu a atenção dos telespectadores até o último capítulo, quando a personagem de Fernanda Montenegro, em vez de receber a esperada punição, terminou numa suíte em Paris ao lado do jovem Matheus (Cauã Reymond). Um de seus mais recentes trabalhos na TV Globo foi a minissérie Queridos amigos (2008), de Maria Adelaide Amaral, como intérprete de Iraci.
Ao longo de sua trajetória profissional, Fernanda Montenegro recebeu prêmios importantes por seus trabalhos tanto no teatro quanto no cinema. Em 1985, foi convidada pelo então presidente José Sarney para ocupar o Ministério da Cultura, mas recusou. Em 1999, foi condecorada com a maior comenda que um brasileiro pode receber do presidente da República, a Ordem Nacional do Mérito Grã-Cruz, "pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras". Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, comemorou os 50 anos de carreira da atriz. Em 2004, aos 75 anos, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca, em Nova Iorque.
Entre os filmes em que atuou no cinema estão A Falecida (1964) e Eles Não Usam Black-Tie (1980), ambos de Leon Hirszman. E, mais recentemente, Olga, de Jayme Monjardim, onde interpretou Leocádia Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos Prestes; Redentor (2004), dirigido por seu filho, Cláudio Torres; Casa de Areia (2005), filme dirigido pelo genro Andrucha Waddington, marido de sua filha, a atriz Fernanda Torres; e Love in the Time of Cholera (br: O Amor nos Tempos do Cólera), de Mike Newell, lançado em 2007, onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do personagem do ator espanhol Javier Bardem. Recentemente, viveu a protagonista Bete em Passione, de Sílvio de Abreu.
Carreira

 Teatro

Em mais de cinquenta anos de carreira, participou de dezenas de espetáculos teatrais, interpretando de tudo: da clássica tragédia grega à comédia de boulevard, do musical brasileiro a espetáculos de vanguarda. Sempre ao lado de grandes nomes, do elenco à direção. A seguir, alguns de seus grandes sucessos:
Televisão:
AnoTítuloPapel
1966RedençãoLisa
1968A MuralhaMãe Cândida Olinto
1973MedeiaMedeia
1979Cara a CaraIngrid
1981BrilhanteChica Newman
Baila ComigoSílvia Toledo
1983Guerra dos SexosCharlotte de Alcântara Pereira Barreto (Charlô)/Altamiranda
1986CambalachoNaná (Leonarda Furtado)
1987SassaricandoEla mesma/Dona Doida
1990Riacho DoceVó Manuela
Rainha da SucataSalomé Szimanski
1991O Dono do MundoOlga Portela
1993RenascerJacutinga
O Mapa da MinaMadalena Morais
1994Incidente em AntaresQuitéria Campolargo
1995A Comédia da Vida Privada
(A Casa dos Trinta)
Tia Otávia
1996A Comédia da Vida Privada
(As Idades do Amor)
Dora
1997ZazáZazá (Marisa Dumont)
1999O Belo e as FerasClotilde
O Auto da CompadecidaCompadecida
Terra NostraCalamity Jane
2001As Filhas da MãeLulu de Luxemburgo
2002Pastores da NoiteTibéria
EsperançaLuisa
2004Um Só Coraçãoela mesma
2005BelíssimaBeatriz Falcão (Bia Falcão)
Hoje É Dia de MariaMadrasta
Hoje É Dia de Maria 2Dona Cabeça
2008Queridos AmigosIraci Guimarães Moutinho
O Natal do Menino ImperadorNarradora
2009Som & Fúriaela mesma
2010PassioneElizabete "Bete" Monteiro Gouveia
AnoTítuloPapelPrêmios e Indicações
1965A FalecidaZulmira
1970Em FamíliaAnita
Pecado MortalFernanda
Minha Namorada
1971A Vida de Jesus CristoSamaritana
1976Marília e Marina
1978Tudo BemElvira Barata
1981Eles não usam black-tieRomana
1985A Hora da EstrelaMadame Carlota
1986Trancado por DentroIvette
1988Fogo e PaixãoRainha do castelo
1994Veja esta canção
1997O que é isso, companheiro?Dona Margarida
1998Central do BrasilDoraNomeada - Oscar de melhor atriz
Nomeada - Golden Globe Award de melhor atriz em filme dramático
Nomeada - Satellite Awards - Melhor Atriz em Filme de Drama
Nomeada
Chlotrudis Awards - Melhor atriz principalDavid di Donatello - Melhor atriz estrangeiraUrso de Prata - Melhor atriz principal
Lauderdale International Film Festival - Melhor atriz
Los Angeles Film Critics Association Awards - Melhor atriz estrangeira
Nomeada -
National Board of Review - Melhor atriz principalFestival de Havana - Melhor atriz principal
Nomeada -
BAFTA - Melhor atriz principal

Cinema:

   
TraiçãoMulher no bar
1999GêmeasMãe
2000O Auto da CompadecidaVirgem Maria
2004O outro lado da ruaRegina
OlgaLeocádia Prestes
RedentorDona Isaura
2005Casa de AreiaD. Maria/Áurea
2007Love in the Time of CholeraTránsito Ariza
AnoTítuloPapel
1966RedençãoLisa
1968A MuralhaMãe Cândida Olinto
1973MedeiaMedeia
1979Cara a CaraIngrid
1981BrilhanteChica Newman
Baila ComigoSílvia Toledo
1983Guerra dos SexosCharlotte de Alcântara Pereira Barreto (Charlô)/Altamiranda
1986CambalachoNaná (Leonarda Furtado)
1987SassaricandoEla mesma/Dona Doida
1990Riacho DoceVó Manuela
Rainha da SucataSalomé Szimanski
1991O Dono do MundoOlga Portela
1993RenascerJacutinga
O Mapa da MinaMadalena Morais
1994Incidente em AntaresQuitéria Campolargo
1995A Comédia da Vida Privada
(A Casa dos Trinta)
Tia Otávia
1996A Comédia da Vida Privada
(As Idades do Amor)
Dora
1997ZazáZazá (Marisa Dumont)
1999O Belo e as FerasClotilde
O Auto da CompadecidaCompadecida
Terra NostraCalamity Jane
2001As Filhas da MãeLulu de Luxemburgo
2002Pastores da NoiteTibéria
EsperançaLuisa
2004Um Só Coraçãoela mesma
2005BelíssimaBeatriz Falcão (Bia Falcão)
Hoje É Dia de MariaMadrasta
Hoje É Dia de Maria 2Dona Cabeça
2008Queridos AmigosIraci Guimarães Moutinho
O Natal do Menino ImperadorNarradora
2009Som & Fúriaela mesma
2010PassioneElizabete "Bete" Monteiro Gouveia


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Fernanda Montenegro


Fernanda Montenegro (nome artístico de Arlette Pinheiro Esteves Torres; Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1929), é uma atriz brasileira de cinema, teatro e televisão.
Considerada tanto pelo público quanto pela crítica brasileira como uma das maiores damas do teatro, TV e cinema de todos os tempos, é a única atriz brasileira já indicada ao Oscar de Melhor Atriz, sendo nomeada por seu trabalho em Central do Brasil, em 1998

Biografia

Iniciou sua carreira no ano de 1950, na peça "Alegres Canções nas Montanhas", ao lado daquele que seria seu marido por toda a vida, Fernando Torres (ator).
Sua estreia em cinema se dá na produção de 1964 para a Tragédia Carioca de Nelson Rodrigues, A Falecida, sob direção de Leon Hirszman.
Além de ter sido cinco vezes gravida com o Prêmio Molière, ter recebido três vezes o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e de inúmeros outros prêmios em teatro e cinema, ganhou ainda o Urso de Prata de melhor atriz e concorreu ao Óscar de melhor atriz em 1999 e ao Globo de Ouro de Melhor atriz em filme dramático [1] pelo filme Central do Brasil de Walter Salles. Recebeu também vários prêmios da crítica americana, no mesmo ano (Los Angeles Film Critics Award, National Board of Review Award).
Em televisão participou de centenas de teleteatros na extinta TV Tupi, que na direção revezavam-se Fernando Torres (ator), Sérgio Britto e Flávio Rangel. , telenovelas na extinta TV Excelsior e na TV Rio e na Rede Record e dezenas de produções na Rede Globo.
Tem dois filhos: a atriz Fernanda Torres e o diretor Cláudio Torres, um dos sócios da Conspiração Filmes, produtora de publicidade e cinema.
Torres é seu sobrenome de casada, apesar de ser viúva. Quando solteira possuía Silva ao invés de Torres.[2]

Infância, juventude e formação

Seu nascimento foi perto do bairro de Cascadura, subúrbio do Rio. Era filha de uma dona de casa (filha de sardos da localidade de Bonarcado) e de um operário, com estudos de mecânica. Fernanda cresceu neste ambiente, frequentando colégios públicos locais e o sítio dos seus avós em Jacarepaguá.
Com doze anos de idade, conclui seu primário e dedica-se a formação para o trabalho, matriculando-se no curso de secretariado Berlitz, que compreendia inglês, francês, português, estenografia e datilografia. Frequentava ainda o "curso de madureza" (espécie de supletivo) à noite, conseguindo concluir o equivalente ao ginasial em dois anos.
Aos quinze anos, porém, Fernanda, ainda no terceiro ano do curso de secretariado, inscreveu-se num concurso como locutora na Rádio MEC, fator que foi decisivo para a sua carreira. O concurso, chamado "Teatro da Mocidade", era voltado a despertar jovens talentos para o radialismo.
Localizada na Praça da República (Campo de Santana), a Rádio MEC fica ao lado da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, na qual funcionava um grupo de teatro amador dos alunos da faculdade, coordenado pelo professor Adauto Filho. Ligada a Magalhães Graça e Valquíria Brangatz (também chamada artisticamente de "Neli Rodrigues"), alunos da Faculdade e colegas na Rádio, Fernanda passa a integrar o grupo de teatro, ao participar da peça "Nuestra Natascha", de Cassona. Posteriormente, foi levada pelo professor Adauto para participar de atividades no Teatro Ginástico.
Seu primeiro papel como radio-atriz foi numa obra de Cláudio Fornari, que, na época, era um autor muito importante, chamada "Sinhá Moça Chorou", na qual fez o papel da Manuela, que era uma jovem - o segundo papel feminino - que se apaixonou pelo Garibaldi. E aí foi dada a partida.
Fernanda permaneceu na Rádio por dez anos, inicialmente como locutora e depois como atriz. Foi lá que Fernanda, ao começar a escrever, adotou o pseudônimo "Fernanda Montenegro".
Paralelamente, a atriz passou a lecionar português para estrangeiros no Berlitz, curso que havia frequentado por quatro anos. Era a forma de obter alguma remuneração, já que o trabalho na Rádio nem sempre era remunerado.

Vida profissional

Foi a primeira atriz contratada pela recém-criada TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951. Na emissora, entre 1951 e 1953, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro Brasileiro. Sob a direção de Jacy Campos, Chianca de Garcia e Olavo de Barros, atuou ao lado de Paulo Porto, Heloísa Helena, Grande Otelo, Fregolente e Colé. Participou também de programas policiais escritos por Jacy Campos e Amaral Neto.
No teatro, Fernanda Montenegro ganhou o prêmio de atriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em 1952, por seu trabalho nas peças Está lá fora um inspetor, de J.B. Priestley, e Loucuras do Imperador, de Paulo Magalhães. Ainda na década de 1950, fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).
Entre 1953 e 1955, a atriz participou de diversos teleteatros na TV Tupi de São Paulo, apresentados no Grande Teatro Tupi. De volta à Tupi carioca, atuou em mais de 160 peças apresentadas naquele programa de 1956 a 1965. Em 1959 formou sua própria companhia teatral, a Companhia dos Sete, com Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli, Alfredo Souto de Almeida e Fernando Torres (ator). A atriz é considerada uma das grandes damas do teatro brasileiro, tendo recebido diversos prêmios ao longo da carreira, por espetáculos como A Moratória (1955), de Jorge Andrade; Nossa Vida com Papai (1956); Vestir os Nus (1958); O Mambembe (1959), com direção de Gianni Ratto; Mary, Mary (1963), dirigido por Adolfo Celi; Mirandolina (1964), de Carlo Goldoni; A mulher de todos nós (1966), dirigida pelo marido, Fernando Torres (ator); As lágrimas amargas de Petra von Kant (1982); Dona Doida, Um Interlúdio (1987), entre muitas outras peças.
Em 1963, contratada pela TV Rio, atuou nas novelas Pouco Amor Não É Amor e A Morta Sem Espelho, ambas de Nélson Rodrigues, com direção de Fernando Torres (ator) e Sérgio Britto, respectivamente. Em 1964, fez mais duas novelas dirigidas por Sérgio Britto: Vitória e Sonho de Amor, esta última uma adaptação feita por Nélson Rodrigues do romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, produzida pela TV Rio e exibida também em São Paulo pela TV Record.
Em 1965, na recém-criada TV Globo, Fernanda Montenegro participou do programa 4 no Teatro, que apresentou uma série de teleteatros sob a direção de Sérgio Britto. Em sua estreia na emissora, a atriz atuou nas peças Massacre, de Emanuel Robles, e As três faces de Eva, de Janete Clair.
No ano seguinte, na TV Tupi, interpretou a personagem Amália, na novela Calúnia, de Talma de Oliveira. Em 1967, estreou na TV Excelsior como Lisa, em Redenção, novela de Raimundo Lopes. Dirigida por Reynaldo Boury e Waldemar de Moraes, Redenção foi um grande sucesso, atingindo 596 capítulos e se tornando um marco na história das telenovelas brasileiras.
Ainda na TV Excelsior, em 1968, Fernanda Montenegro viveu a Cândida em A muralha, adaptação de Ivani Ribeiro da obra de Dinah Silveira de Queiroz. Com direção de Sérgio Britto e Gonzaga Blota, a novela foi considerada uma superprodução em sua época. Na mesma emissora, em 1969, a atriz viveu a personagem Júlia Camargo, de Sangue do meu Sangue, escrita por Vicente Sesso, novamente dirigida por Sérgio Britto, com elenco composto por Francisco Cuoco, Cláudio Correa e Castro, Nicete Bruno e Tônia Carrero.
Fernanda Montenegro deixou a falida TV Excelsior em 1970 e manteve-se afastada da televisão durante nove anos, intervalo quebrado apenas pela realização de dois trabalhos: o teleteatro A Cotovia, de Jean Anouilh, para a TV Tupi, em 1971, e um Caso Especial da TV Globo, em 1973. Este Caso Especial estrelado pela atriz era uma adaptação da tragédia Medeia, de Eurípedes, feita por Oduvaldo Viana Filho. Levado ao ar no mesmo dia e horário da estreia do Programa do Chacrinha, na TV Tupi, o especial da TV Globo surpreendeu conseguindo 20 pontos de vantagem sobre o concorrente, segundo as pesquisas do Ibope.

Fonte: Wikipédia, a enciclópédia livre.

...Amanhã tem mais sobre essa grande atriz do teatro e da tv brasileira.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

2° trailer-chamada da peça teatral "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!" de Paulo Sacaldassy.




Este é o 2° trailer-chamada da peça teatral "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", do dramaturgo e escritor santista Paulo Sacaldassy. A peça é de comédia e está prevista a sua apresentação para o dia 27/09/11, como foi divulgado antes.
Esse será provalvelmente o último trailer antes da estréia do espetáculo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

 Este é o trailer-chamada da peça teatral "ESCUTA AQUI, SEU LADRÃO!", do dramaturgo e escritor santista Paulo Sacaldassy. A peça é de comédia e foi definido a apresentação para o dia 27 / 09 / 11, no IFPE de Belo Jardim. Com direção de Ellyson Martins, o cenário e figurino fica por conta do mesmo, sonoplastia e iluminação de alexsandra Viana, do qual é a esposa do diretor, o elenco tem além do próprio diretor, Islani souza e Igor Santos, estes úlitimos já há pouco mais de cinco meses que trabalha junto com Ellyson Martins, participaram na sonoplastia e figurino do ´monólogo teatral "OS MALEFÍCIOS DO TABACO", do escritor russo Anton Tchekhov.

domingo, 11 de setembro de 2011

Maquilhagem




Maquilhagem (português europeu) ou maquilagem, maquiagem (português brasileiro) (do francês maquillage) consiste na aplicação, com efeito cosmético, de embelezamento, ou disfarce, seguindo-se nalguns casos os ditames da moda e com uso de substâncias especificamente destinadas a tal fim.

Artes cênicas
No Teatro, desde as origens na Grécia Antiga, bem como nas demais manifestações culturais equivalentes do Japão, Índia e outros países do Extremo Oriente, a maquiagem é parte essencial na caracterização do actor.
O Maquiador é uma profissão que visa não apenas atender a funções estéticas, mas também um técnico especializado, com conhecimentos específicos sobre uma gama extensa de substâncias cujo uso transcende o embelezamento, passando mesmo na efetiva caracterização das personagens e ainda na percepção destes efeitos na fotografia (caso do cinema e televisão), ou no palco (no teatro).

Maquiagem no Brasil

O profissional que colocou a função de maquiador visível aos olhos do grande público foi o grande artista polonês Eriç Rzepecki, nos anos 70 na Rede Globo de Televisão. Foi a partir de seu trabalho, notório em dezenas de telenovelas e especiais de televisão , que outros profissionais foram sendo formados e, posteriormente, reconhecidos. Hoje, no Brasil, podemos citar alguns nomes importantes da maquiagem no mundo da moda e nas artes cênicas (teatro, cinema e televisão ): Anna Van Steen, Armando Filho, Duda Molinos, Emi Sato, Fábio Namatame, Leopoldo Pacheco, Westerley Dornellas e outros. Esses profissionais são também conhecidos como visagistas.

Óscar

No Cinema, constitui setor tão importante que até um Óscar é oferecido, sendo uma categoria instituída em 1981.
O primeiro premiado, e também o que maior número de estatuetas ganhou, foi Rick Baker: nove, ao todo.

Tipos de maquiagem

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tipos de Palco/Teatro


Os palcos de hoje em dia são construidos em três tipos básicos, palco italiano, palco semi - arena e palco de arena.

Palco italiano - é o palco que os espectadores assistem a apresentação só pela frente. Este palco tem uma cortina que é fechada para mudança de cenário, tempo ou final da apresentação. Normalmente o espaço entre a platéia e o palco é maior que o do palco de arena.

Palco de arena - é um circulo situado no centro da platéia que o público senta em arquibancadas ao redor. Em geral os teatros de arena são maiores e o público apresenta uma relação mais estreita. Os espectadores ficam suficientemente próximos do palco para verem as nuanças das expresões e gestos feitos pelos atores. O palco de arena permite cenários limitados.

Palco semi - arena - em geral é constituído de uma plataforma que avança pela platéia. O palco semi - arena aproxima o espectador do ator. Como a platéia circula parcialmente o palco de semi - arena, o cenário deve conter menos elementos. Em geral não há cortinas.


Teatro\cenografico - em um teatro bem equipado, as áreas de serviço incluem oficinas para construção de cenários. A maioria dos teatros, porém, não possuem equipamento para construir cenários.


Fonte: www.pdepalco.blogspot.com

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Teatro na escola


O teatro na escola tem uma importância fundamental na educação, fazendo, em Portugal, parte do currículo escolar obrigatório do primeiro ciclo.
Permite ao aluno evoluir a vários níveis: na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário, entre muitos outros.
Por outro lado, quando devidamente estruturado e acompanhado, ajuda o professor a aperceber-se de traços da personalidade do aluno, do seu comportamento individual e em grupo, traços do seu desenvolvimento, permitindo um melhor direccionamento para a aplicação do seu trabalho pedagógico.
No entanto é de uma enorme importância que o professor de teatro tenha formação não só pedagógica mas também artística, pois um mau direccionamento poderá levar a problemas futuros irreversíveis no desenvolvimento da criança.
O teatro direccionado às crianças deve estar obrigatoriamente relacionado com diversas áreas como a psicologia e a música, devendo todos os professores fazer um esforço para se inter-relacionarem. Quando devidamente dirigidas, as crianças atingem resultados finais surpreendentes. É sem dúvida de utilizar em grupos problemáticos, bairros sociais, etc.

O teatro infantil
As modalidades de teatro aplicadas na escola focam uma proposta de ensino diferente da forma tradicional.
O teatro infantil é uma apresentação cênica feita para crianças onde os atores utilizam muita criatividade, imaginação, fantasia e emoção. Os temas mais utilizados são os contos de fadas e fábulas.Por que é isso que alegra mais as crianças.Isso dá muita imaginação e criatividades para os pequeninos.

A pantomima
A pantomima pode ser considerada um jogo teatral que é realizado por cenas de acção dramática que se caracterizam por explicação da acção através do gesto.
Podemos exemplificar essa afirmação através dos seguintes exemplos:
  • A primeira actividade proposta foi a de arrumar uma casa: os elementos foram entrando e ordenando os cantos de cada. No final, cada elemento estava a fazer alguma coisa - ou lendo um livro, ou cozinhando, ou escutando música. Ou seja, o manipular simplesmente os diversos objectos estimulou as crianças a utilizá-los de imediato.
  • A actividade do segundo jogo era colocar água num copo e bebê-la. Mas, assim que subiram mais jogadores ao palco iniciou-se a disputa pela mesma. Ou seja, os alunos viram-se obrigados a solucionar a questão entre-eles, recorrendo aos seus ensinamentos de cidadania.
  • No terceiro jogo, a actividade era tocar um instrumento, e os jogadores subiam ao palco tocando cada um seu instrumento, até que um dos participantes regeu a orquestra, que passou a existir em função do estabelecimento de uma ordem mais ampla, fixando uma relação lógica da cena. Algo mais próximo ao jogo da actividade foi atingido quando um dos jogadores subiu ao palco e propôs atividades de "tecer". Mas ainda que o grupo elaborou um cenografia, configurando um oficina de tecelagem, na qual eram desenvolvidas as mais diferentes atividades, desde dobrar panos até crochê ou costura à máquina. Somente numa fase posterior, quando voltamos ao jogo da atividade, o grupo manteve o foco solicitado pelo jogo.group="nota
Teatro de fantoches

O teatro de bonecos teve sua origem na Antigüidade.
Os homens começaram a modelar bonecos no barro, mas sem movimentos e aos poucos foram aprimorando esses bonecos, conseguindo mais tarde a articulação da cabeça e membros para fazer representações com eles.

Os bonecos
Os bonecos utilizados pelos alunos na escola seguindo a orientação de um professor têm um papel importantíssimo na educação, pois eles podem ajudar a desenvolver vários aspectos educacionais principalmente aos que estão relacionados à comunicação e a expressão sensório-motora. O professor deve deixar a criança manipular os bonecos à vontade. Aos poucos, a criança irá sentir uma vontade de criar uma fala, um diálogo para aquele boneco, aliando o movimento dele com a palavra.
Teatro de máscaras
O homem usa máscaras desde a Pré-História nos rituais religiosos. Em África, elas são esculpidas em madeira e pintadas. Já os índios americanos fazem-nas de couro pintado e adornos de penas. Na Oceania, são feitas de conchas e madeira e com madrepérolas incrustadas.
Existe um tipo muito antigo de máscara que é aquela desenhada no próprio rosto com tintas especiais, maquilhagens e pinturas. Este tipo é muito utilizado pelos índios e pelos africanos nos seus rituais religiosos, de guerra, festas, etc.
Para a confecção, pode-se usar sacos de papel, cartolinas, tecidos, tintas, pratos de papelão, jornal, material de sucata, etc.
Esta actividade não é difícil de ser executada e será prazerosa para as crianças, pois elas poderão representar uma história com um material que elas mesmo elaboraram, pois estarão criando e recriando à sua própria dialética.
O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, a socialização, melhoria na fala da criança, desinibição dos alunos mais tímidos. Quando o trabalho em aula exigir o uso da palavra, a máscara que deve ser utilizada é aquela que cobre os olhos e o nariz deixando a boca livre, permitindo que a voz saia clara, exibindo a sua expressão verbal.
As crianças, representando com o rosto oculto, se permitem viver o enredo dos próprios personagens e o cotidiano social a que pertence.


Teatro de máscaras
O homem usa máscaras desde a Pré-História nos rituais religiosos. Em África, elas são esculpidas em madeira e pintadas. Já os índios americanos fazem-nas de couro pintado e adornos de penas. Na Oceania, são feitas de conchas e madeira e com madrepérolas incrustadas.
Existe um tipo muito antigo de máscara que é aquela desenhada no próprio rosto com tintas especiais, maquilhagens e pinturas. Este tipo é muito utilizado pelos índios e pelos africanos nos seus rituais religiosos, de guerra, festas, etc.
Para a confecção, pode-se usar sacos de papel, cartolinas, tecidos, tintas, pratos de papelão, jornal, material de sucata, etc.
Esta actividade não é difícil de ser executada e será prazerosa para as crianças, pois elas poderão representar uma história com um material que elas mesmo elaboraram, pois estarão criando e recriando à sua própria dialética.
O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, a socialização, melhoria na fala da criança, desinibição dos alunos mais tímidos. Quando o trabalho em aula exigir o uso da palavra, a máscara que deve ser utilizada é aquela que cobre os olhos e o nariz deixando a boca livre, permitindo que a voz saia clara, exibindo a sua expressão verbal.
As crianças, representando com o rosto oculto, se permitem viver o enredo dos próprios personagens e o cotidiano social a que pertence.

Grupos de teatro
É sempre de estimular que em todas as escolas, juntas de freguesia, comunidades locais, etc. se formem grupos de teatro constituídos por crianças e jovens.
Através do teatro as crianças podem estar, quase sem se aperceberem, a focar e imediatamente a solucionar, problemas locais, p.ex., tais como a discriminação racial, o ambiente, as tradições locais, o mau rendimento escolar, etc.
As crianças/jovens podem-se juntar em grupos e partir delas o tema a abordar, e daí desenvolverem o seu próprio texto.
Os grupos de teatro podem absolutamente colaborar na integração de crianças e adolescentes com deficiências de todo tipo, permitindo uma melhoria substancial da sua auto-estima e das próprias doenças que sofrem.
É de imensa importância que as crianças que constituem os grupos de teatro não fiquem com a percepção de que a vida de artista é bastante simplista e de diversão, pelo que as remunerações financeiras são de evitar (podem ser dadas ofertas culturais como bilhetes para outros espectáculos, livros, etc.). Deve-se sim, estimular o gosto da representação criando um futuro público de teatro, e explicando às crianças que elas podem ser o veículo de diversas mensagens, dando-lhes uma importância de interlocutores.

Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.