terça-feira, 6 de setembro de 2011

Teatro do Brasil

O teatro no Brasil tem suas origens remotas nas práticas de evangelização dos jesuítas no século XVI, mas só entra em pleno desenvolvimento nos séculos XIX e XX.

Origens

O teatro em terras brasileiras nasceu em meados do século XVI como instrumento de catequese dos Jesuítas vindos de Coimbra como missionários. Era um teatro, portanto, com função religiosa e objetivos claros: evangelizar os índios e apaziguar os conflitos existentes entre eles e os colonos portugueses e espanhóis.
O primeiro grupo de Jesuítas a desembarcar na Bahia de Todos os Santos, em 1549, era composto por quatro religiosos da comitiva de Tomé de Sousa, entre os quais o padre Manuel da Nóbrega. O segundo grupo de missionários chegou à então Província do Brasil no dia 13 de julho de 1553, como parte da comitiva de Duarte da Costa. No grupo de quatro religiosos estava o jovem José de Anchieta (1534-1597), então com dezenove anos de idade.
A população estimada de 57 mil habitantes era composta por colonos, muitos deles criminosos, e índios em sua maioria de vida nômade. Os jesuítas mantinham os indígenas em pequenas aldeias, isolados de dois terríveis perigos: a vida desregrada e a escravidão impostas pelo homem branco explorador e o conseqüente retorno ao paganismo.
A tradição teatral jesuítica encontrou no gosto dos índios pela dança e pelo canto um solo fértil e os religiosos passaram a se valer dos hábitos e costumes dos silvícolas - máscaras, arte plumária, instrumentos musicais primitivos - para as suas produções com finalidades catequéticas.
Tematicamente, essas produções mesclavam a realidade local (tanto de índios quanto dos colonos) com narrativas hagiográficas (vidas dos santos). Como toda espécie de dominação cultural prescinde um conhecimento da cultura do dominado, o Padre Anchieta seguiu o preceito da Companhia de Jesus que determinava ao jesuíta o aprendizado da língua onde mantivessem missões. Assim, foi incumbido de organizar uma gramática da língua tupi, o que fez com sucesso.

Dramaturgia de catequese

Há notícia de 25 obras teatrais, todas de tradição medieval com forte influência do teatro de Gil Vicente em sua forma e conteúdo, produzidas nos últimos 50 anos do século XVI. O gênero predominante é o auto e alguns deles não têm autoria comprovada; muitos outros, como se sabe, são atribuídos ao padre Anchieta (por vezes contando com a colaboração do padre Manuel da Nóbrega). De algumas dessas obras têm-se apenas o título, são elas:
  • 1557 Diálogo, Conversão do Gentio - padre Manuel da Nóbrega.
  • 1564 Auto de Santiago - representado em Santiago da Bahia.
  • 1567-70 Auto da Pregação Universal - padre José de Anchieta - representada em São Vicente e São Paulo de Piratininga.
  • 1573 Diálogo - representado em Pernambuco e na Bahia.
  • 1574 Diálogo - representado na Bahia.
  • 1574 Écloga Pastoril - representado em Pernambuco.
  • 1575 História do Rico Avarento e Lázaro Pobre - representado em Olinda, padre
  • 1576 Écloga Pastoril - representado em Pernambuco.
  • 1578 Tragicomédia - representada na Bahia.
  • 1578 Auto do Crisma - padre José de Anchieta - representada no Rio de Janeiro
  • 1583 Auto de São Sebastião - representado no Rio de Janeiro.
  • 1583 Auto Pastoril - representado no Espírito Santo.
  • 1583 Auto das Onze Mil Virgens - representado na Bahia
  • 1584 Diálogo da Ave Maria - representado no Espírito Santo
  • 1584 Diálogo Pastoril - representado no Espírito Santo
  • 1584 Auto de São Sebastião - representado no Rio de Janeiro
  • 1584 Auto de Santa Úrsula - padre José de Anchieta - representado no Rio de Janeiro
  • 1584 Diálogo - representado em Pernambuco
  • 1584 Na Festa do Natal - padre José de Anchieta
  • 1586 Auto da Vila da Vitória ou de São Maurício - padre José de Anchieta - representado em Vitória (ES)
  • 1586 Na Festa de São Lourenço ou Auto de São Lourenço - padre José de Anchieta
  • 1587 Recebimento que Fizeram os Índios de Guaraparim - padre José de Anchieta - representado em Guarapari (ES)
  • 1589 Assuerus - representado na Bahia.
  • 1596 Espetáculos - representado em Pernambuco
  • 1598 Na visitação de Santa Isabel - padre José de Anchieta
  • 1599 "Auto das Prostitutas- O Retorno"- Padre Anchieta
Os espetáculos tinham como elenco os índios catequizados e eram apresentados, na maioria das vezes, ao ar livre – alguns deles tendo a selva por cenário; noutros, ao estilo do teatro medieval, nos átrios das pequenas igrejas.
De todos, o espetáculo mais grandioso foi do "Auto das Onze Mil Virgens", em maio de 1583, em honra aos padres Cardim e Gouveia e que contou com a participação de todo o povo da Bahia. Este auto, que era uma tragicomédia inspirada na vida de Santa Úrsula e na lenda das onze mil virgens, foi representada cinco vezes entre os anos de 1582 e 1605.
O pesquisador Mario Cacciaglia em sua "Pequena História do Teatro Brasileiro" faz uma rica descrição do que teria sido a primeira apresentação (1583), que ele adjetiva como espetacular, como segue: "...depois da missa, com acompanhamento de um coro de índios, com flautas e, da capela da Catedral, com órgãos e cravos, teve início uma procissão de estudantes precedida pelos vereadores e pelos sobrinhos ou netos do governador; os estudantes carregavam três cabeças de virgens cobertas por um pálio e puxavam sobre rodas uma esplêndida nau sobre a qual eram levadas em triunfo as virgens mártires (estudantes travestidos), enquanto da própria nau eram feitos disparos de arcabuz. De vez em quando, durante o percurso, falavam das janelas personagens alegóricas, em esplêndidos costumes: a cidade, o próprio colégio e alguns anjos. À noite foi celebrado na nau o martírio das virgens, com o aparato cênico de uma nuvem que descia do céu e dos anjos que chegavam para sepultar as mártires."
Outras narrativas chegam até nós, algumas envolvendo embarcações, salvas de arcabuzes, uivos e gritos de índios, flautas e percussões; todas elas assistidas pelos colonos, pelos índios e, claro, pelas autoridades locais, todos chegando às lágrimas ante os dramas encenados por vezes nos adros das igrejas, noutras em anfiteatros montados no entorno dos templos.

Teatro Anchietano

Como se sabe, os únicos textos de toda essa produção chegados aos nossos dias são de autoria do Pe. José de Anchieta, graças ao seu processo de beatificação iniciado em 1736.
Considerado por Sábato Magaldi "o texto mais complexo e digno de interesse" de toda a obra do missionário, o Auto de São Lourenço ou Na Festa de S. Lourenço é uma peça trilíngüe que teve sua primeira representação na cidade de Niterói em 1583. O texto é rico em personagens e situações dramáticas, envolvendo canto, luta e dança para narrar o martírio do santo. Há muitos aspectos que denotam a inteligência do missionário ao urdir a trama, mas é digno de nota o artifício de substituit o tradicional mecanismo do sincretismo religioso por um outro que poderíamos classificar de sincretismo demonológico. Assim, Anchieta aproxima os demônios da igreja católica dos demônios familiares aos índios (Guaixará, Aimberê e Saravaia) - nomes tomados dos índios Tamoios que se uniram aos invasores franceses, forma também de criticar a situação política do momento. Os demônios advogam pelos terríveis hábitos dos índios: o cauim, o fumo, o curandeirismo e a poligamia. O texto, trilíngüe, visa dialogar com índios, portugueses e espanhóis.
Outro texto do Padre Anchieta, Na Festa de Natal, é uma releitura do Auto de S. Lourenço, com menos personagens e cenas. Neste caso, os demônios dificultam os Reis Magos a encontrarem a manjedoura onde se encontra o Salvador. Este auto é em sua maioria escrito em Tupi, por razões óbvias de catequese.
Já o drama Na Vila de Vitória foi representado, como de hábito, no adro da Igreja de São Tiago por ocasião da chegada de um grupo de missionários europeus com destino ao Paraguai. Por esse motivo, a peça parece estar dirigida a um público feito exclusivamente de colonos, uma vez que faz muitas referências a acontecimentos então recentes das sociedades portuguesa e espanhola, além de mencionar os conflitos envolvendo colonos e índios. A apresentação tinha, em seus três atos, ações bastante complicadas decorrentes do fato de ser crivada de personagens alegóricas: o Mundo e a Carne (dois demônios, respectivamente), a Cidade de Vitória (uma nobre dama), o Governo (um senhor muito digno), a Ingratidão (uma bruxa), o Amor a Deus, o Temor a Deus, São Vitor e o Embaixador do Prata (cujo objetivo era levar as relíquias de São Maurício, cujo martírio é narrado na encenação).
Em Recebimento que fizeram os índios de Guaraparim ao Padre Provincial Marçal Beliarte, Anchieta cria divertidos diálogos entre demônios que prometem levar muitos pecadores locais para os infernos, além de cânticos de arrependimento dos indígenas que um dia foram antropófagos.
Na visitação de Santa Isabel, considerada última obra do jesuíta, é um diálogo em espanhol que narra o encontro da Virgem Maria com sua prima, Isabel (mãe de São João Batista). Finalizada por uma procissão solene, a encenação era para celebrar a construção de uma Santa Casa de Misericórdia, com data e local de representação obscuros.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, 3 de setembro de 2011

Jeison Wallace volta ao teatro como diretor com Preta de Neve e 1 Anão




No lugar de uma maçã, um jambo envenenado. Dos sete companheiros, restou apenas um deles, pois os outros fugiram para o Brasil. Entre uma e outra paródia, Jeison Wallace deixa de lado a Cinderela - o personagem que marcou sua carreira e que até hoje interpreta na televisão e no teatro - para encarar o papel de diretor em Preta de Neve e 1 Anão, comédia musical adulta que estreia nesta sábado, às 18h30, no Teatro Boa Vista (ao lado do colégio Salesiano).
A peça, que ficará em cartaz aos sábados e domingos, até o fim do mês, traz dez atores no elenco, liderado por Beto Rolim (que interpreta a Preta de Neve) e Petreson Eloy (grafado assim mesmo e não Peterson, como é mais comum - o único anão da história). A partir do texto de Gugga Macel e com cenários e figurinos de Roberto Costa, o humor politicamente incorreto e com palavrões recheia os diálogos da montagem, que segue uma estrutura parecida com a do clássico infantil Branca de Neve e levou quase um ano para ficar pronta.
Na comédia, no entanto, uma princesa desprovida de inteligência encontra um príncipe “meio boiolinha”, nas palavras do próprio Jeison Wallace. A estética de Preta de Neve lembra a dos espetáculos infantis, no colorido e até mesmo nos efeitos especiais, de luz, embora o principal objetivo continue sendo provocar o riso.
Os ingressos para Preta de Neve e 1 Anão custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Estão à venda nas lojas Figueiras Calçados e na bilheteria do teatro, localizado à Rua Dom Bosco, na Boa Vista. Informações: 4101-3910.

Fonte: Pernambuco.com/www.pernambuco.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Teatro-adulto


A botija - O exagero do cotidiano nordestino e a mudança deste dia a dia, a partir da descoberta de um botija deixada por Joca, um criador de porcos. No Teatro Rui Limeira Rosal, do Sesc Caruaru, de sexta-feira a domingo. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia).

A discoteca do Chupinha - Direção e autoria: Aurino Xavier. Com Trupe do Barulho. Programa de auditório onde a plateia participa de um show de calouros. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia). Fone: 3222-1200.

Barrela - Texto: Plínio Marcos. Com a Trup - As Crias de Mãe Júlia, de Caruaru. Dentro da programação do 5º Seminário Internacional de Crítica Teatral, da Renascer Produções Culturais. Espaço Cultural Tancredo Neves (Caruaru). Sábado, às 22h. Entrada franca.

Branca de Neve depois do felizes para sempre - Direção: Evandro Muniz. Texto: Dayvd
Faschion. Da Rezove Produções e Cia. Comédia conta o que aconteceu com Branca de Neve. Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Domingo, às 18h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3091-3328.

Comediano - A comédia do cotidiano - O grupo Magros em Cena critica os costumes da sociedade de forma bem-humorada. Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Sexta-feira, às 18h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3091-3328.

Do moço e do bêbado Luna - Direção: Carlos Salles. Com o Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel. Encenação a partir dos escritos do saudoso poeta pernambucano Erickson Luna. Dentro do 5º Seminário Internacional de Crítica Teatral. Domingo, às 18h, no Pátio de São Pedro. Gratuito.

Mãe - In loco - D
ireção: Francis Madson. Com a Cia. Cacos de Teatro, de Manaus/AM. Dentro do 5º Seminário Internacional de Crítica Teatral. Espaço Muda (Rua do Lima, 280, Santo Amaro). Domingo, às 20h. Ingressos: R$ 5 (único). Fone: 3032-1347.

Para sempre Patativa - Direção: Max Almeida. Poesia e prosa, literatura e cordel se misturam para homenagear o cearense Patativa do Assaré. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Sexta-feira, às 20h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200. Até o final de setembro.

Paloma para matar - Direção: Lano de Lins. Transformistas de Casa Amarela são contra o casamento do filho adotivo com Paloma. É o público que escolhe o final desta comédia musical. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Sábado, às 18h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200.

Relações enquadradas - Com o Grupo Matraca, do Sesc Piedade, formado por alunos do curso de teatro da instituição e atores convidados. Três textos do dramaturgo Qorpo Santo. Sábados, às 20h, e domingos, às 19h. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia).

Ser o não ser - Direção: Pedro Cardoso. Com a Trupe Bonecos do Capibaribe. Manipulação de formas animadas e teatro negro são usadas para falar com sutileza da eterna busca do homem racional e sua inquietude perante o mundo. Teatro Joaquim Cardozo (Rua Benfica, 157, Madalena), sexta-feira, às 20h. Ingressos: R$ 10. Fone: 3227-0657.

Sexo - A comédia - Com a Cia de Comédia Os Melhores do Mundo, de Brasília. Dividido nas esquetes: Amor possessivo, Adultério, Chantagem e Swing, aborda com humor ácido, um dos temas mais polêmicos da humanidade. Teatro da UFPE (Campus Universitário). Sexta-feira, às 21h30. Sábado, às 19h e 21h30. Domingo, às 18h (extra) e 20h30. Ingressos: R$ 70 e R$ 35 (meia). 14 anos. Fone: 3207-5757.

Todas as vezes que eu te amei - Com o Grupo Vozes da Coxia. Texto: Marcos Galinari. Direção: Ítala Caminha. Envolve a revelação de segredos e grandes confusões, quando um jovem casal, com casamento em crise recebe a visita de um anjo. Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). Sábado e domingo, às 20h. Ingresso: R$ 10, mais alimento não-perecível para doação à LBV.

Um rito de mães, rosas e sangue - Um ato poético em três quadros - Texto: Federico Garcia Lorca. Direção: Claudio Lira. Reúne três tragédias rurais de Lorca: Bodas de sangue, Yerma e A casa de Bernarda Alba. Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, Bairro do Recife). Sábado, às 21h. Domingo, às 20h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3355-3320.

Infantil


Assim me contaram, assim vou contando - Com a Companhia de Teatro Enlassos. Dois palhaços revivem histórias e, nesta viagem pela memória, encontram personagens como o vento Ventinho, a centopeia Doroteia e a galinha Galinhola. Teatro Marco Camarotti (Sesc santo Amaro). Sábado, às 16h30. Domingo, às 10h. Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50.

A Terra dos Meninos Pelados - Texto: Graciliano Ramos. Direção: Samuel Santos. Com o Grupo Teatral Arte em Foco. Raimundo é um menino careca, com um olho preto e outro azul, que sofre com o preconceito das outras crianças. Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife). Sábado e domingo, às 16h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3355-3320.

A cigarra e as formigas - Direção: Ricardo Silva. Grupo Cênico Humantoche. Enquanto os animais da floresta se preparavam para o inverno, a cigarra só pensava em cantar. Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3091-3328.

A greve das galinhas - Direção: Ricardo Silva. Comédia do Grupo Cênico Humantoche. As galinhas entram em greve depois de verem notícia sobre os coelhos vendendo ovos de Páscoa. Domingo, às 10h30, no Teatro Alfredo de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412a, Boa Vista). Ingresso: R$ 20 e R$ 10. Fone: 3091-3328.

O circo do futuro - Uma aventura musical - Direção: Carlos Bartolomeu. Texto: Moisés Neto. Bruno é o garoto do futuro que sonha visitar um circo. Domingo, às 10h, no Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551). Ingressos: R$ 15 (único). Fone: 2129-5961.

O Circo Rataplan - Direção: Samuel Santos. Texto: Pedro Veiga. Cheio de referências a jogos de poder entre os que mandam e os que obedecem. A peça mostra as injustiças de Dom Furioso, dono do circo, contra o Palhaço Rataplan. São tantas que até os animais se revoltam com a situação. Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista). Domingo, às 10h30. Ingresso: R$ 20 e R$10. Fone: 3184-3057.

Os três super porquinhos - Direção e produção: Roberto Costa. O clássico infantil é recontado com a interação com o público. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Domingos, às 10h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200.

Reprilhadas e entralhofas - Um concerto para acabar com a tristeza - Com a Cia 2 em Cena, de Alexsandro Silva, Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia. Trio de palhaços decide promover concerto para levar alegria a todos os lugares do mundo. Sítio da Trindade (Estrada do Arraial, Casa Amarela). Domingo, às 16h. Gratuito. Fone: 3355-3410.

Tarzan - O garoto da selva - Texto e direção: Roberto Oliveira. Tarzan decide fugir e enfrenta viagem. Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista). Domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Fone: 3222-1200.

Valentim e o Boizinho de São João - Direção: Sebastião Simão Filho. Com a Cia. Máscaras de Teatro. Texto: Ricardo Araújo. A história de Valentim, um viajante que chega no meio da atrapalhada história do Bumba-meu-boi e tenta desatar os nós de Mateus e Catirina. Teatro Joaquim Cardozo (Rua Benfica, 157, Madalena), sábado e domingo, às 16h30. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Fone: 3227-0657.
Dança

Cordões - Solo de Carolina Laranjeira, dentro das comemorações de um ano do Casarão Peleja, a partir de uma investigação da dançarina de seu encontro com o cavalo marinho. Tainá Barreto também apresenta o solo Guarda sonhos, que também traz elementos do frevo. Casa Mecane (Av. Visconde de Suassuna, 338, Boa Vista). Sábado e domingo, às 20h. Ingresso: R$ 10. Fione: 3423-6562.
Circo

Circo Portugal Internacional - Números tradicionais de malabaristas, palhaços, mágicos, contorcionistas e acrobatas dividem o picadeiro com cenas que misturam tecnologia e emoção, como o Globo da Morte. Em Casa Caiada, Olinda, ao lado do supermercado Hiper Bompreço. As apresentações serão realizadas de segunda a sexta-feira, às 20h30. Sábados, domingos e feriados, às 15h, às 17h30 e às 20h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Últimas apresentações.
Círculos que não se fecham - Experimento Nº 1 - As linguagens do teatro, música e dança, com a Trupe Circus. Centro Circo da Juventude (sede da Escola Pernambucana de Circo - Avenida José Américo de Almeida, 5, Macaxeira). Dentro do Seminário de Crítica. Domingo, às 20h. Gratuito. Informações: (81) 3266-0050.
Serviço

Teatro Barreto Júnior
Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina
Telefone: 3355-6398
Teatro Guararapes
Centro de Convenções de Pernambuco, Complexo de Salgadinho, s/n, Olinda
Telefones: 3427-8157 / 3427-8158
Teatro Apolo
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife
Telefones: 3355-3318 e 3355-3319
Teatro Capiba
Rua Professor José dos Anjos, 1109, Casa Amarela
Teatro Hermilo Borba Filho
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife
Telefones: 3355-3318 e 3355-3319
Teatro do Parque
Rua do Hospício, 81, Boa Vista
Telefone: 3355-3113 ou 3114
Teatro Valdemar de Oliveira
Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista
Telefones: 3222-1284 / 3222-1200
Teatro Mamulengo Só-Riso
Rua 13 de Maio, 117, Varadouro, Olinda
Telefone: 3429-2934
Teatro Fernando Santa Cruz
Mercado Eufrázio Barbosa, Varadouro, Olinda
Teatro Armazém 14
Rua Alfredo Lisboa, Cais do Porto, Bairro do Recife
Telefone: 3424-5613
Teatro de Santa Isabel
Praça da República, s/n, Santo Antônio
Telefone: 3207-6161
Teatro da Universidade Federal
Campus da Universidade Federal de Pernambuco - Cidade Universitária
Telefone: 3453-4344
Teatro Arraial
Rua da Aurora, 457 - Boa Vista (entre as ruas Princesa Isabel e Riachuelo)
Telefone: 3134-3012
Teatro Joaquim Cardozo
Centro Cultural Benfica - Rua Benfica, 157, Madalena
Telefone: 3226-0423

Teatro Alfredo Oliveira
Praça Osvaldo Cruz, Boa Vista
Telefone: 3091-3328 / 8781-1001

terça-feira, 30 de agosto de 2011

LOUCURA E TEATRO‏ -




Pacientes com transtornos psicóticos mostram no palco as relações entre a vida e a arte em encenação especial de “Diário de um Louco” no Teatro Barreto Júnior 

“O teatro é a loucura permitida pela sociedade.”
(Fernanda Montenegro)


Wilma, Beto, Victor, Paula, têm muito em comum. São todos portadores de transtornos psicóticos graves, todos lutadores em busca da ressocialização e todos estarão nos próximos dias atravessando mais uma fronteira e participam no palco do Teatro Barreto Júnior, de uma encenação especial para o público pernambucano de “Diário de um Louco”, da obra de Nikolai Gógol. Ao todo mais de 20 pacientes do CAPS Casa Forte e do Núcleo de Atenção Psicossocial de Pernambuco (NAPPE) foram preparados, desde o início do ano, pelo ator Carlos Mesquita, que já leva no currículo mais de 400 apresentações do texto ao redor do mundo, mas que pela primeira vez dividirá o palco de um teatro de verdade com aqueles que têm uma relação realmente íntima com o mundo da loucura. No mês de abril o grupo fez uma única apresentação no Espaço MUDA e a partir da experiência novos elementos foram incorporados para esta encenação no Barreto Júnior. O espetáculo poderá ser visto NESTA QUARTA, dia 31 de agosto, às 19h30, no Barreto Júnior, com ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00.
            “Não sei se todos estarão na encenação, depende de uma série de fatores pessoais de cada um, mas a maioria deles está numa felicidade imensa pela possibilidade”, diz Carlos Mesquita, que tem mais de 30 anos de teatro, sendo 25 de vivências diferentes ao redor do planeta encenando “Diário de um Louco”, mas que também considera que está vivendo uma nova estreia. O texto de Gógol, que narra com muito bom humor as desventuras de um funcionário público que literalmente enlouquece, foi interpretado pela primeira vez por Carlos Mesquita no Teatro Santa Isabel, em 1986, numa adaptação de Rubem Rocha Filho, com direção de Zdenek Hampl e cenografia e figurino de Uziel Lima. “Essa apresentação, um desafio para mim, não deixa de ser uma homenagem aos três”, declara. Mesquita se diz um amante do texto de Gógol e não é à toa que ao longo de sua carreira calcula mais de 400 apresentações da peça no Brasil e também em outros países, como Argentina e Alemanha.
            O projeto que poderá ser visto no Barreto Júnior começou a partir de um convite do psiquiatra Marcos Noronha, fundador do CAPS Casa Forte e NAPPE, amigo do ator, que decidiu chamá-lo para fazer uma apresentação do monólogo para os usuários dos dois centros de convivência. “O projeto foi se desdobrando com a participação também da arteterapeuta Patrícia Barreto, que cuida das oficinas terapêuticas de teatro no CAPS Casa Forte e NAPPE há cerca de três anos”, esclarece Noronha. “As reações dos usuários são imediatas, há uma resposta positiva no que diz respeito à percepção dos outros que nos constituem a todos e também na relação de pertencimento. O teatro oferece a chance de perceber que você pode sim ser um personagem sem deixar de ser você, viver os múltiplos sem perder a essência. Os usuários têm entendimento e conseguem perceber que é uma história contada, que fala da loucura, que passa e se encontra com a história deles, mas conseguem manter a distância. No tratamento, acredito que os aplausos serão curativos sim porque a auto-estima é um resgate importantíssimo no processo”, explica Patrícia. “Essa será a segunda vez que levamos o teatro para fora das portas do centro de convivência, permitindo o compartilhamento desta vivência com as pessoas que não necessariamente tenham uma aproximação com o universo real destes pacientes. A primeira foi no Espaço MUDA, em abril, mas agora eles estarão oficialmente num palco de teatro”, completa.
            O convite para a encenação terminou se transformando numa oficina e durante a oficina Carlos Mesquita propôs o desafio de levar os usuários para a cena. Agora chegou a hora de o público poder vivenciar parte da beleza dos resultados. Grande parte dos adereços de cena foi confeccionada pelos pacientes durante os encontros e no palco eles atuarão numa figuração especial, como contra-regras, terão também algumas falas e interpretarão as reações em contato com o personagem principal através de um coro. “É como se eles estivessem dentro de um contexto de seus contextos”, diz Mesquita.
             
SOBRE OS SERVIÇOS - Oferecendo opções de tratamento intensivo, semi-intensivo e não intensivo, o CAPS Casa Forte entrou em funcionamento em janeiro de 2002, fundado pela psicóloga e arteterapeuta Cristina Lopes e pelo psiquiatra Marcos Noronha inspirado no modelo já oferecido pelo Núcleo de Atenção Psicossocial de Pernambuco (NAPPE), criado há 18 anos também por Marcos Noronha e que é o mais antigo centro de atenção psicossocial de Pernambuco.
Os programas de tratamento incluem aulas de yoga, terapias corporais como massagens, oficinas de música, pintura, fotografia, argila, aulas de Tai Chi Chuan e outras atividades, todas voltadas para pacientes com distúrbios psicóticos, passando pelas neuroses graves, até transtornos alimentares e outras doenças da modernidade.
O CAPS Casa Forte e NAPPE têm como objetivo prestar atendimento psiquiátrico diferenciado, seguindo uma postura de reeducação e oferecendo um serviço de atenção e reabilitação no sistema de hospital dia.


Serviço:
Diário de um Louco
Com Carlos Mesquita e pacientes do CAPS Casa Forte e NAPPE
Nesta quarta - 31/08
Horário: 19h30
Local: Teatro Barreto Júnior
Ingressos no local: R$ 10,00 e R$ 5,00

Contatos:

Carlos Mesquita – 9991.6296
Patrícia Barreto – 8837.8398
Marcos Noronha - 9145.8798

Fonte: Silvinha Góes.


domingo, 28 de agosto de 2011

Curso de Iniciação ao Teatro promovido pelo Sesc Ler de Belo Jardim será concluído amanhã.


Amanhã ( 29/ 08/ 11 ), será concluído o Curso de Iniciação ao Teatro, promovido pelo Sesc Ler de Belo Jardim, o local das aulas foi no Stúdio de Sabrina Santos,ministrado por Ellyson Martins, o curso com duração de um mês, teve a participação de quatorze pessoas, sendo que desitiram quatro pessoas, no entanto, o curso será concluído com o total de dez pessoas. Para conclusão, será encenada duas pequenas improvisações criadas pelo próprio ministrante, com a participação de todos os alunos, e para fechar a noite, será apresentado o monólogo teatral "OS MALEFÍCIOS DO TABACO", do escritor russo Anton Tchekhov, do qual já foi apresentado duas vezes na citada cidade( no IFPE e na Igreja da Vila Fernando de Abreu, no bairro São Pedro),  pelo próprio professor (Ellyson Martins), o mesmo faz a direção do espetáculo, (Em anexo a esta matéria está o trailer do monólogo). O início das apresentações será ás 20:00, no próprio Sesc, que se localiza no Distrito Industrial II, s/n, Nossa Senhora Aparecida, Cohab III, Belo Jardim-PE, fone: (81) 3726-1576, entrada franca.

Trailer do monólogo teatral "OS MALEFÍCIOS DO TABACO", de Anton Tchekhov.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Stand-up comedy



Stand-up comedy é uma expressão em língua inglesa que indica um espetáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou o recurso teatral da quarta parede, diferenciando o stand up de um monólogo tradicional. Também chamado de humor de cara limpa, termo usado por alguns comediantes.
Ainda há confusão na diferenciação do humorista stand up e de outros estilos, como o contador de piadas, o mónologo de humor, o "one man show", gênero semelhante, mas que permite outras abordagens (interpretação de personagens, músicas, cenas).
O humorista stand up não conta piadas conhecidas do público (anedotas). O texto é sempre original, normalmente construído a partir de observações do dia a dia e do cotidiano. Praticamente qualquer coisa pode ser usada como ingrediente na comédia stand-up. Muitos comediantes trabalham durante anos para lapidar 60 ou 70 minutos de material humorístico, que normalmente executam aos pedaços várias e várias vezes, aperfeiçoando lentamente cada piada com o passar do tempo. O estilo é considerado por muitos um dos gêneros mais difíceis de se executar e dominar, talvez porque o artista em cena esteja desarmado, despido de personagens, apresentando suas ideias a respeito das coisas do mundo, e ainda esteja à mercê da plateia: não raro deve-se ajustar rapidamente sua apresentação de acordo com o humor e gosto de uma plateia específica. Ainda, as habilidades necessárias pra ser um stand-up comedian são diversas. É frequentemente necessário que se assuma de forma solitária os papéis de escritor, editor, artista, promotor, produtor, e técnico simultaneamente.
Um teste de mestre para um stand-up comedian é a habilidade de enfrentar um "heckler" (membro da plateia que, por algum motivo, responde ou interage com o show de forma não muito amistosa) mas ainda, responder com algo tão maior que consiga entreter a plateia com a réplica.
Não existem muitas regras sobre os assuntos e abordagens, o que permite uma constante evolução. O mesmo pode se dizer da duração, desde uma breve apresentação de um minuto como as de Oscar Filho ao recorde mundial de Bruno Motta, que entrou para o Guinness Book como o comediante que fez o "maior show de humor do mundo". Ficou 38 horas e 12 minutos falando para um público de 5 mil pessoas que se revezavam num teatro em Belo Horizonte.

No Brasil

Chico Anysio, pioneiro do estilo americano da comédia Stand Up no Brasil.
O gênero do "one man show" que é semelhante, mas permite outras abordagens (interpretação de personagens, músicas, cenas) foi introduzido no Brasil por José Vasconcelos, na década de 60. Aproximando-se mais ainda do estilo americano, Chico Anysio e Jô Soares mantiveram o gênero - principalmente em seus shows ao vivo, e geralmente, na abertura de seus programas - se aproximando da comédia stand up como vemos hoje.
Há hoje vários comediantes exercendo o gênero no Brasil. Eles se organizam em grupos ou apresentam trabalhos solo, viajando e participando dos vários shows. Entre os principais estão Bruno Motta, Danilo Gentili, Diogo Portugal, Rafinha Bastos. Os pioneiros e primeiros grupos são o Comédia em Pé , Clube da Comédia Stand Up, Comédia Ao Vivo, ImproRiso e o 3Tosterona, sediado no Beverlly Hills, criado por Luiz França e Robson Nunes com diversas formações sempre revelando talentos.

Na televisão

Bill Cosby, célebre comediante dos "clubes de comédia".

No ano de 2008 a televisão brasileira começou a apostar no stand-up comedy. Entre os programas que apostaram no estilo como atração reccorente estão o Altas Horas, na Rede Globo, onde Serginho Groisman trouxe comediantes stand-up para fazer um trecho de seu material. Entre os que participaram mais de uma vez do quadro estão Bruno Motta, Fábio Porchat, Marcelo Mansfield, Cláudio Torres Gonzaga e Diogo Portugal. O programa de humor CQC, da Rede Bandeirantes, incorporou Rafinha Bastos, Danilo Gentili e Oscar Filho, os três comediantes stand up do Clube da Comédia. O Domingão do Faustão também abriu as portas para o gênero, no quadro Quem Chega Lá. Na primeira edição, Léo Lins e Marcos Castro chegaram à fase final da competição (na segunda edição ninguém se classificou). O Programa do Jô iniciou em 2009 o já tradicional quadro Humor na Caneca, onde comediantes stand up encerram a atração, na semana de estréia, entre outros, estava Fábio Porchat.

Em Portugal

Em Portugal, a stand-up comedy tornou-se mais popular a partir do início do programa Levanta-te e Ri da SIC, embora já alguns humoristas praticassem profissionalmente este registo de comédia.
Existem neste momento vários comediantes em Portugal a fazer Stand up Comedy, em vários bares, anfiteatros e casas de espetáculo, como por exemplo João Seabra, Bruno Nogueira, Hugo Sousa, Marco Horácio, Ricardo Araújo Pereira, entre dezenas de outros.
O ano de 2009 foi um ano de grande expansão do stand up comedy em Portugal com o início das primeiras formações de stand up dadas pela Bang Produções que culminaram com galas na Sociedade Guilherme Cossoul onde se iniciou nestas lides Raul Solnado.

História

Origem

O stand-up tem suas raízes em variadas tradições do entretenimento popular americano do final do século XIX, incluindo o vaudeville, (teatro de revista) e monólogos humorísticos. A maioria dos comediantes era meramente vista como contadores de piadas que esquentavam a plateia com um número de abertura, ou mantinham o público entretido durante os intervalos. Os pais da comédia stand-up eram os mestres de cerimônia, como eram chamados na época de ouro do rádio, Jack Benny, Fred Allen e Bob Hope, que vieram do vaudeville e geralmente abriam seus programas com monólogos ou números cômicos. Ser um comediante era considerado um degrau para uma carreira verdadeira no show business.
Os "mestres de cerimônia" começaram a aparecer em clubes noturnos apresentando grandes bandas e abrindo shows de outros artistas.
Os tópicos se caracterizavam por improvisações e discussões sobre qualquer coisa, desde os últimos filmes até um aniversário esquecido. Era comum que os programas de televisão de variedades se dividissem entre esses monólogos de abertura, números musicais seguido de quadros e esquetes. Os convidados eram variados e incluíam outros comediantes do rádio da época, como George Burns e Grace Allen. Com a fama e o sucesso desses humoristas, o público começa a frequentar os clubes apenas pelas aberturas cômicas e logo os apresentadores se tornam o próprio show.

O surgimento dos clubes

No final dos anos 50 e no decorrer da década de 60, stand-up se tornou uma moda entre boêmios e intelectuais. Alguns clubes noturnos eliminaram os números musicais e começaram a se chamar de "clubes de comédia". Uma nova geração de comediantes começou a explorar tópicos políticos, relações raciais e humor sexual. O ambiente, tido como culto e evoluído, acabou permitindo a entrada de comediantes negros e mulheres. Foram quando surgiram nomes como Woody Allen, Shelley Berman, Redd Foxx e Bill Cosby.
A Stand-up Comedy explodiu durante os anos 70, com muitos artistas se tornando conhecidos nacionalmente. O estilo nascido nos clubes noturnos alcança teatros e até grandes concertos em estádios esportivos.

Projeção na TV e no cinema

Richard Pryor, ícone da contracultura.
 
Programas como Saturday Night Live e The Tonight Show lançaram carreiras de outras tantas estrelas de stand-up. Richard Pryor e George Carlin, seguindo o estilo de Lenny Bruce, se transformaram em ícones da contracultura. Steve Martin e Bill Cosby tiveram nível similar de sucessos com números mais suaves. Muitas estrelas do stand-up obtiveram grandes contratos com a televisão e também com estúdios de cinema, como Robin Williams, Eddie Murphy e Billy Crystal. Há uma nova explosão de locais para comédia, espaços para artistas locais e até para comediantes em turnê por várias cidades.
Nos anos 80 com o advento da HBO (que pode apresentar os comediantes sem censura) e outros canais a cabo como o Comedy Central contribuíram para o boom do stand-up comedy.

Ressurgimento

Por volta de 1990 a comédia stand-up parece entrar em declínio. O mercado é inundado por comediantes considerados medíocres, muitos trabalhando em função do conceito de que o sucesso no stand-up pode abrir as portas para outras áreas como musica, atuação em tv e filmes de cinema. Mas alguns humoristas conseguem reerguer o gênero, trazendo seus temas particulares para programas de TV de incrível sucesso popular e reconhecimento normalmente inacessível em circuitos de clubes de comédia. Exemplos disto incluem Jerry Seinfeld, Ellen DeGeneres, Roseanne, Tim Allen, Chris Rock e Ray Romano.
Com o novo século, a comédia stand-up é oxigenada, graças ao surgimento de novas mídias como a internet e canais de tv a cabo como o Comedy Central. Por todo o mundo houve um interesse no stand-up comedy e fazendo com que ocorresse crescimento na cena cômica no Canadá. Inglaterra, Portugal, Irlanda e Países Baixos e agora no Brasil.

O surgimento no Brasil

A nova onda de comédia stand up começou no Brasil de forma discreta. Humoristas como Diogo Portugal e Bruno Motta já haviam participado com apresentações nesse gênero no Prêmio Multishow do Bom Humor Brasileiro em 1996 e 1998, respectivamente – e curiosamente, eram os únicos a utilizar o estilo num festival criado por Wilson Cunha com esse objetivo. De volta à Curitiba, Diogo comanda noites de humor variadas onde ele apresenta, entre outros, números de stand up – bem como Bruno, que em Minas estreia seu solo "De Pé!" além de fazer shows com outros humoristas. Paralelamente, Fernando Ceylão também exercitava o gênero no Rio de Janeiro, estreando diversos espetáculos solos. Os três se encontram no Risorama, criação de Diogo Portugal dentro do Festival de Teatro de Curitiba desde 2003, apresentado por Nany People.
Em 2004 Bruno Motta apresenta um show com comédia stand up aos sábados em São Paulo, do qual também participa Marcela Leal. Na mesma época vários desses comediantes se reúnem através de uma comunidade no Orkut criada por Henrique Pantarotto para conversar e discutir o tema. É dali que Bruno, Marcela, Rafinha, Simone de Lucia, Márcio Ribeiro e Adriano Assi se organizam para participações no show Mondo Canne, de Marcelo Mansfield. Mansfield fazia uma abertura de humor físico e depois servia como apresentador da segunda parte, um show de comédia stand up.
Fernando Ceylão se juntaria aos redatores da Globo Cláudio Torres Gonzaga e Fábio Porchat, além do ator Paulo Carvalho e Fernando Caruso para criar o Clube de Comédia em Pé, que estreia no Rio Design Leblon. Caruso, porém, não participa das primeiras apresentações pois acontecem às terças-feiras, mesma data de seu espetáculo Z.É. Zenas Emprovisadas. O Comédia em Pé é o primeiro grupo de stand up no Brasil, sendo criado no Rio. Algumas semanas depois, em São Paulo, o grupo que se reunia pela internet em São Paulo lança o Clube da Comédia Stand Up, no bar Beverly Hills.
O Comédia em Pé prossegue suas apresentações no Rio já com Fernando Caruso, mas sem Fernando Ceylão, que passa a investir em sua carreira de autor e diretor. Em São Paulo, o Clube da Comédia ganha o reforço de Diogo Portugal, mas deixam o grupo Henrique Pantarotto e em seguida, Márcio Ribeiro.
A entrevista de Diogo Portugal no Programa do Jô é definitiva para chamar a atenção para o gênero Ele menciona os diversos shows de que participa e atrai público e mídia para os bares em que se apresenta. No Rio, o Comédia em Pé passa a se apresentar em teatros, ficando em cartaz nos dois extremos da cidade simultaneamente. Em Belo Horizonte, Bruno Motta cria o ImproRiso, que reúne comédia stand up, personagens e cenas – futuramente o projeto migraria para São Paulo apenas com comediantes stand up. Em Curitiba, alavancadas por Diogo, surgem outras noites de humor stand up. Em São Paulo, Danilo Gentili que acabara de entrar no Clube da Comedia, convida Márcio Ribeiro e reúne jovens humoristas que frequentavam o Clube para criar o Comédia Ao Vivo: Dani Calabresa (Daniella Giusti), Luiz França , Fábio Rabin.

Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"Noites Brancas" será encenado no Sesc Piedade


Com o objetivo de unir literatura e teatro, a biblioteca do Sesc Piedade promove, nesta quinta-feira (25), às 19h, uma encenação teatral da obra “Noites Brancas”, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, com direção de Almir Martins. A entrada é gratuita.
A obra foi escrita em 1848, antes de o escritor ser preso, e fala da impossibilidade e esperança do amor. O personagem principal é um sonhador que, em uma das noites brancas da capital de São Petersburgo, apaixona-se por Nastenka. O conto é o que mais se aproxima do romantismo dentre os escritos de Dostoiévski, trazendo o lúdico para a realidade do casal apaixonado.

Fonte : JC online/ NE 10.