quarta-feira, 20 de julho de 2011

teatro do absurdo



Teatro do absurdo foi um termo criado pelo crítico austríaco Martin Esslin, tentando colocar sob o mesmo conceito obras de dramaturgos completamente diferentes, mas que tinham como centro de sua obra o tratamento de forma inusitada da realidade. É uma designação de peças escritas por alguns dramaturgos europeus principalmente no final dos anos 1940, 1950, e 1960, bem como do estilo de teatro que tem evoluído a partir de seu trabalho. É uma forma do teatro moderno que utiliza, para a criação do enredo, das personagens e do diálogo, elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e sociedade. O inaugurador desta tendência teria sido Alfred Jarry (Ubu Rei 1896).
A expressão foi cunhada por Martin Esslin, que fizera dela o título de um livro sobre o tema, publicado pela primeira vez em 1961 e posteriormente revisto em duas edições. A terceira e última edição foi publicada em 2004,com um novo prefácio do autor no opúsculo. Na primeira edição de "O Teatro do Absurdo", Esslin viu o trabalho desses dramaturgos relacionado pelo amplo tema do absurdo, empregando "Teatro do Absurdo" de maneira similar à que Albert Camus utilizava o termo. As peças dariam a articulação artística da "filosofia" de que a vida é intrinsecamente sem significado, como ilustrado em sua obra "O Mito de Sísifo". Embora o termo seja aplicado a uma vasta gama de peças de teatro, algumas características coincidem em muitas das peças: uma ampla comédia, muitas vezes semelhante ao Vaudeville, misturada com imagens horríveis ou trágicas; personagens presas em situações sem solução, forçados a executar ações repetitivas ou sem sentido; diálogos cheios de clichês, jogo de palavras, e nonsense; enredos que são cíclicos ou absurdamente expansivos; paródia ou desligamento da realidade e o conceito de well-made play ('peça bem-feita). Na primeira edição (1961), Esslin apresentou os quatro dramaturgos que definiriam o movimento como sendo Samuel Beckett, Arthur Adamov, Eugène Ionesco, e Jean Genet, e em posteriores edições, acrescentou um quinto dramaturgo, Harold Pinter, embora cada um desses escritores tivesse preocupações e técnicas únicas, que vão além do termo "absurdo". Outros escritores que Esslin associava a esse grupo incluem Tom Stoppard, Friedrich Dürrenmatt, Fernando Arrabal, Edward Albee, e Jean Tardieu.
Os seus representantes mais importantes são, além dos já citados, Ionesco, G. Schahadé, Antonin Artaud e J. Audiberti, na França, Günther Grass e Hildersheimer, na Alemanha.

Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 19 de julho de 2011

comédia dell"arte

Em meados do século XVIII, Carlo Goldoni, um escritor veneziano, revitalizou as fórmulas usadas até à exaustão através da introdução do texto escrito e elementos mais realistas, que tornaram as suas peças conhecidas por todo o mundo.
Desde o seu início, este tipo de comédia fascinou e atraiu o público entre as classes sociais mais elevadas. As melhores companhias - Gelosi, Confidenti, Fedeli – conseguiram levar as suas peças da rua para o palácio, fascinando audiências mais nobres. Devido a este apoio, foi-lhes permitido extrapolar as fronteiras do seu país de origem e viajar por toda a Europa, especialmente a partir de 1570. As companhias itinerantes levaram as suas peças à cena em todas as grandes cidades da Europa renascentista, deixando a sua marca em França, Espanha, Inglaterra, entre outros. Mais tarde, dramaturgos como Ben Jonson, Molière, Maviraux e Gozzi vão inspirar-se nas personagens estereotipadas.

Companhia I Gelosi? (1580 d.C.).

Descrição

Grupos viajantes de atores montavam um palco ao ar livre e proviam o divertimento através de malabarismo, acrobacias, e mais tipicamente, peças de humor improvisadas, baseadas num repertório de personagens pré-estabelecidos, e um roteiro descritivo das cenas. Essas trupes ocasionalmente atuavam na parte de trás de suas carroças de viagem, embora fosse mais comum a utilização do Carro di Tespi, um teatro móvel de antigamente.
As apresentações eram improvisadas em cima de um estoque de situações convencionais: adultério, ciúme, velhice, amor. Esses personagens englobavam o ancestral do palhaço moderno. O diálogo e a ação poderiam facilmente ser atualizados e ajustados para satirizar escândalos locais, eventos atuais, ou manias regionais, misturados com piadas e bordões. Os personagens eram identificados pelo figurino, máscaras, e até objetos cênicos, como o porrete. Os Lazzi e Conchetti também são usados.
Na trama tradicional, os innamorati estão apaixonados e querem se casar, mas um ou mais vecchi (plural de vecchio) estão os impedindo de se casar, então, eles precisam de um ou mais zanni para ajudá-los. Tipicamente termina tudo bem com o casamento dos enamorados e o perdão por todas as confusões causadas. Há inúmeras variações dessa história, assim como há muitas que se divergem completamente dessa estrutura, como uma famosa história em que o Arlecchino fica misteriosamente “grávido”.

Personagens

Os personagens eram interpretados por atores usando máscaras, embora os innamorati (ou enamorados) não as usassem. Assim como os da mesma época (Shakespeare), os italianos vestiam atores homens en travesti – com roupas de mulheres e perucas. Ao contrário dos atores do Teatro Renascentista Inglês, no caso deles era por propósitos humorísticos, mais do que por proibição social.
Em alguns casos, os personagens representavam algumas regiões ou capitais italianas. Frequentemente eles ainda são símbolos de suas cidades.

Antoine Watteau - Comediantes italianos

Características

As representações teatrais, levadas a cabo por actores profissionais, eram feitas nas ruas e nas praças, e fundaram um novo estilo e uma nova linguagem, caracterizadas pela utilização do cómico. Ridicularizando militares, prelados, banqueiros, negociantes, nobres e plebeus, o seu objectivo último era o de entreter um vasto público que lhe era fiel, provocando o riso através do recurso à música, à dança, a acrobacias e diálogos pejados de ironia e humor.
As encenações da Commedia dell’arte baseavam-se na criação colectiva. Os actores apoiavam-se num esquema orientador e improvisavam os diálogos e a acção, deixando-se levar ao sabor da inspiração do momento, criando o tão desejado efeito humorístico. Eventualmente, as soluções para determinadas situações foram sendo interiorizadas e memorizadas, pelo que os actores se limitavam a acrescentar pormenores que o acaso suscitava, ornamentados com jogos acrobáticos.
O elevado número de dialectos que se falavam na Itália pós-renascentista determinou a importância que a mímica assumia neste tipo de comédia. O seu uso exagerado servia, não só o efeito do riso, mas a comunicação em si. Comumente uma companhia nada fazia para traduzir o dialecto em que a peça era representada à medida que fosse actuando nas inúmeras regiões por que passava. Mesmo no caso das companhias locais, raras eram as vezes em que os diálogos eram entendidos na sua totalidade. Daí que atenção se centrasse na mímica e nas acrobacias, a única forma de se ultrapassar a barreira da ausência de unidade linguística.
As companhias, formadas por até dez ou doze actores, apresentavam personagens tipificados. Cada actor desenvolvia e especializava-se numa personagem fixa, cujas características físicas e habilidades cómicas eram exploradas até ao limite. Variavam apenas as situações em que as personagens se encontravam.
O comportamento destas personagens enquadrava-se num padrão: o amoroso, o velho ingénuo, o soldado, o fanfarrão, o pedante, o criado astuto. Scaramouche, Briguela, Isabela, Columbina, Polichinelo, Arlequim, o Capitão Matamoros e Pantaleone são personagens que esta arte celebrizou e eternizou. Importante na caracterização de cada personagem era o vestuário, e em especial as máscaras. As máscaras utilizadas deixavam a parte inferior do rosto descoberto, permitindo uma dicção perfeita e uma respiração fácil, ao mesmo tempo que proporcionavam o reconhecimento imediato da personagem pelo público.
As peças giravam em torno de encontros e desencontros amorosos, com um inesperado final feliz. As personagens representadas inseriam-se em três categorias: a dos enamorados, a dos velhos e a dos criados (zannis). Estes últimos constituiam os tipos mais variados e populares. Havia o zanni esperto, que movimentava as acções e a intriga, e o zanni rude e simplório, que animava a acção com as suas brincadeiras atrapalhadas. O mais popular é, sem dúvida, Arlequim, o empregado trapalhão, ágil e malandro, capaz de colocar o patrão ou a si em situações confusas, que desencadeavam a comicidade. No quadro de personagens, merecem ainda destaque Briguela, um empregado correcto e fiel, mas cínico e astuto, e rival de Arlequim, Pantaleone ou Pantaleão, um velho fidalgo, avarento e eternamente enganado. Papel relevante era ainda o do Capitano (capitão), um covarde que contava as suas proezas de amor e em batalhas, mas que acabava sempre por ser desmentido. Com ele procurava-se satirizar os soldados espanhóis.
As representações tinham lugar em palcos temporários, na maior parte das vezes nas ruas e praças das cidades e, ocasionalmente, na corte. A precaridade dos meios de transporte e vias e as consequentes dificuldades de locomoção, determinavam a simplicidade e minimalismo dos adereços e cenários. Muitas vezes, estes últimos resumiam-se a uma enorme tela pintada com a perspectiva de uma rua, de uma casa ou de um palácio. O actor surge assim como o elemento mais importante neste tipo de peças. Sem grandes recursos materiais, eles tornaram-se grandes intérpretes, levando a teatralidade ao seu expoente mais elevado.

Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

Peço desculpas a todos por não ter postado a continuação desta matéria antes, mas não tive tempo...obrigado pela compreensão e um forte abraço!

ELLYSON MARTINS.

sábado, 16 de julho de 2011

Commedia dell'arte

A commedia dell'arte foi uma forma de teatro popular improvisado, que começou no séc. XV na Itália e se desenvolveu posteriormente na França e que se manteve popular até o séc. XVIII. A “Commedia dell’arte” vem se opor à “Comédia Erudita”, também sendo chamada de “Commedia All’improviso” e “Commedia a Soggetto”. Esta forma ainda sobrevive através de alguns grupos de teatro.
Suas apresentações eram feitas pelas rua e praças pública. Ao chegarem à cidade pediam permissão para se apresentar, em suas carroças ou em pequenos palcos improvisados. As companhias de commedia dell’arte eram itinerantes e possuíam uma estrutura de esquema familiar. Seguiam apenas um roteiro, que se denominava “canovaccio”, mas possuindo total liberdade de criação; os personagens eram fixos, sendo que muitos atores viviam exclusivamente esses papéis até a sua morte. Abaixo alguns exemplos.



Arlequín, 1671


  • Brighella, 1570







  • Colombina, 1683







  • Dottore, 1653







  • Pagliaccio, 1600







  • Pantalone, 1550






  • Histórico

    As origens exatas desta forma de comédia são desconhecidas. Alguns reconhecem nela a herdeira das Festas Atelanas, assim chamadas porque se realizavam na cidade de Atella, na península itálica meridional, em homenagem a Baco. As Fabulae Atellane, farsas populares, burlescas e grosseiras, eram uma das modalidades de comédia da antiguidade romana. Tal facto nunca foi historicamente comprovado.
    I Gelosi (Os Ciumentos), dos irmãos Andreni, é a primeira companhia de que se tem conhecimento. Foi fundada em 1545 por oito actores de Pádua que se comprometeram a actuar juntos até à quaresma de 1546. Foram os primeiros a conseguir viver exclusivamente da sua arte. Neste âmbito, destaca-se também o nome de Angelo Beolco (1502-1542), considerado um percursor da Commedia dell’arte. Ele foi autor dos primeiros documentos literários onde as personagens eram tipificados. Outra das suas facetas mais conhecidas foi a de actor. Ele representava a personagem de Ruzzante, um camponês guloso, grosseiro, preguiçoso, ingénuo e zombador.


    Karel Dujardins mostrou uma cena vista por ele de perto do palco provisório de uma trupe viajante, em contraste com as ruínas idealizadas Romanas: obra datada de 1657 (Museu do Louvre).

    Fonte : Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Amanhã tem mais sobre a comédia Dell'larte...

    sexta-feira, 15 de julho de 2011

    Cia Máscaras de Teatro segue em cartaz


     

    A Cia Máscaras de Teatro segue em cartaz no Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife, com dois espetáculos neste final de semana: o denso ODEMAR, inspirado no poema Ode Marítima, de Fernando Pessoa e o infantil PERNA DE PINTO PERNA DE PATO. ODEMAR poderá ser visto durante todo o mês de julho, às sextas e sábados, às 20h e domingos às 19h. PERNA DE PINTO PERNA DE PATO será encenado também até o final deste mês, sempre às 16h, todo sábado e domingo.
    HISTÓRIA DA COMPANHIA - Foi no final de 2002 e comecinho de 2003 que os artistas da Cia Máscaras de Teatro arrumaram as malas e chegaram ao Recife, estimulados a encarar o desafio pelo diretor Sebastião Simão Filho, que na época tinha 38 anos. Nascido no ano 2000 em Petrolina, o grupo decidiu pegar a estrada com o sonho de viver da sua arte. Deu certo. É verdade que alguns integrantes desistiram, outros migraram para outros grupos, por alguns momentos o trabalho até parecia ter morrido, mas novos alunos entraram, se formaram, e a companhia continua viva até hoje.
    O paraibano Sebastião Simão Filho, ator, artesão (é ele quem confecciona os bonecos e os cenários das suas peças), produtor e diretor se descreve como um amante do teatro e da literatura. Fez um curso na Europa com Eugenio Barba, ícone do teatro dos séculos XX e XXI, e determinou que levaria a sua arte para gente de todas as idades enquanto estivesse vivo. Atualmente realiza uma série de atividades na Cia Máscaras de Teatro, incluindo oficinas para atores, confecção de bonecos e outras atividades.
    Sebastião já dirigiu mais de vinte espetáculos com textos de autores nacionais e estrangeiros (Plínio Marcos, Menott Dell Picchia, Fernando Arrabal, Boris Vian, Bertold Brecht, Oscar Wilde). Entre os espetáculos de bonecos encenados pela Cia Máscaras de Teatro estão FABULÁRIO, PERNA DE PINTO PERNA DE PATO, O BOI E O BURRO NO CAMINHO DE BELÉM, CAUSOS e A REVOLTA DAS CHUPETAS.


    ODEMAR

    Estava com 17 anos quando se apaixonou por Fernando Pessoa ao ler os versos “Minhas sensações são um barco de quilha pro ar / Minha imaginação uma âncora meio submersa...”. Hoje já na faixa dos “enta” e com uma experiência de vida de mais de duas décadas dedicadas ao teatro, o ator e diretor Sebastião Simão Filho conseguiu transformar em espetáculo o poema que o arrebatou na adolescência. A peça ODEMAR, construída sobre o poema Ode Marítima, de Pessoa, encenado pela primeira vez no Recife em Janeiro de 2010, ganhou este mês uma nova temporada na cidade, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife.
    O espetáculo fala do universo mítico e fabuloso, paisagístico e sociológico do mar e o drama humano que se desenrola a partir das metáforas da relação. Com um volante imaginário girando dentro de si, um homem descreve apaixonadamente as coisas do mar como seus velhos brinquedos de sonho. Um indivíduo à beira do cais/caos, misturando tempo e espaço e derramando em gestos e palavras temas como o amor, a loucura, a saudade e a solidão. O corpo e o cenário, concebido e construído pelo próprio Sebastião, funcionam como extensões da atuação. O cenário-palco é “monumental e prático”, como descreve o seu criador: trapézio, piscina com água em cena, contrapesos e um emaranhado de cordas e mastros permitem que o ator, em alguns momentos, esteja bem perto do público, além de ser uma referência à biomecânica e à arte circense.

    “Minhas sensações são um barco de quilha pro ar
    Minha imaginação uma âncora meio submersa
    Minha ânsia um remo partido
    E a tessitura dos meus nervos uma rede a secar na praia!”

    “A força da metáfora desses versos comprimidos, moídos por uma angústia feito máquina, moenda que quebra cada grão de alento, de suspiro, de esperança, me arrebatou definitivamente. Estava com 17 anos e apenas vi um fragmento do longo poema Ode Marítima, atribuído a Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Somente uns dois anos mais tarde vim a conhecer o poema inteiro, mas ele já estava marcado em mim para sempre”, declara Sebastião Simão Filho.
    “O poema seguiu comigo. Tantas e tantas leituras para amigos ou na solidão de palcos desertos, na quietude das madrugadas. Consegui concretizar pequenas aventuras pessoanas como recitais e performances com outros textos. Mais de vinte anos se passaram. Em julho de 2008 achei que deveria considerar a sério o sonho adiado e dei início aos ensaios e à concepção do espetáculo”, relembra.
                Desde a sua apresentação primeira, em janeiro de 2010, ODEMAR já passou por algumas cidades do interior pernambucano, esteve em Juazeiro e entrou na programação do último Janeiro de Grandes Espetáculos, teve temporada no Joaquim Cardozo e já foi visto por mais de 700 pessoas. Segundo Sebastião, como “o poema é um ser vivo”, há mudanças constantes e diz que por isso houve transformações na encenação do espetáculo. “Ele está ficando cada vez mais delicado e os gritos estão ecoando na alma”, diz. “As melhores sensações são ver o público respirando junto e muitas vezes balbuciando o poema. É uma construção que não é só minha e por isso é tão prazerosa. Fernando Pessoa é uma paixão compartilhada por muitos”, completa.
    Ator, artesão, produtor e diretor, Sebastião Simão Filho é também o fundador da Cia Máscaras de Teatro.

    PERNA DE PINTO PERNA DE PATO

    O espetáculo infantil “Perna de Pinto Perna de Pato”, que faz, através da linguagem dos bonecos, uma viagem pelo mundo das fábulas e seres misteriosos que cuidam das matas, dos bichos e dos rios, fica em cartaz até o final de julho, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Bairro do Recife, todo sábado e domingo, às 16h.
    Num diálogo entre bonecos de luva e de vara, a Cia Máscaras de Teatro cria um novo conceito, dando um caráter cênico aos bonecos que tem inspirações também em outras representações teatrais da Europa e do Oriente, além dos tradicionais mamulengos do Nordeste, com uma dramaturgia diferente dos espetáculos conhecidos de fantoches. Dida, Luci e Pituco estão investigando a existência ou não das lendas e dos seres misteriosos quando o avô de Pituco resolve se disfarçar e numa divertida brincadeira provar às crianças que essas criaturas existem. Então, lá do alto do Lendolimpo, o céu das lendas, a bruxa Cricri, o Saci Pula-pula, o extraterrestre Gosma Espacial, Mula-sem-cabeça e outros seres fabulosos decidem aparecer e a confusão está feita, até que São Jorge com seu Dragão entra na história para consertar tudo.
    “Tem uma coisa que me apaixona no teatro infantil, é que é um momento de encontro familiar”, diz Sebastião, adiantando que a peça atinge todas as faixas etárias. “Fizemos uma temporada no Teatro Joaquim Cardozo e era maravilhoso ver os adultos se divertindo e se emocionando tanto quanto as crianças. Às vezes tem cinco adultos para uma criança assistindo, de uma mesma família”, comenta.

    SERVIÇO:
    ODEMAR
    Direção, atuação e cenografia: Sebastião Simão Filho
    Sonoplastia: Luiz Manoel da Silva e Diego André Lucena
    Operação de luz: Renata Alves
    TEATRO HERMILO BORBA FILHO
    SEXTAS E SÁBADOS – 20H
    DOMINGOS – 19H
    ATÉ O DIA 31 DE JULHO
    INGRESSOS: R$ 16,00 E R$ 8,00


    PERNA DE PINTO PERNA DE PATO
    Teatro Hermilo Borba Filho
    Sábados e domingos de julho, às 16h
    Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00
    Informações: 8727.7093

    Fonte : Cia. Máscaras de teatro/ Silvinha góes

    quinta-feira, 14 de julho de 2011

    CAETANA comemora sete anos na estrada com apresentação na mesma cidade onde teve sua estreia, a terra natal de Lívia Falcão

     

    A comédia teatral CAETANA, com Lívia Falcão e Fabiana Pirro, que estreou em 2004 numa apresentação em Garanhuns (terra natal da atriz Lívia Falcão), também durante um Festival de Inverno, volta agora ao palco do Teatro Luís Souto Dourado, neste sábado (16), às 19h, comemorando sete anos de estrada e abrindo a programação do Festival de Inverno de Garanhuns 2011. O espetáculo dirigido por Moncho Rodriguez e com texto do próprio Moncho em parceria com Weydson Barros Leal, passou por várias cidades do Nordeste, pelo Sudeste, já teve até temporada na Europa, foi indicado ao Prêmio SHELL e reuniu mais de 50 mil espectadores ao redor do mundo.
    “Para mim CAETANA é sempre um desafio. Benta é a personagem que mais exige da atriz Lívia, em tudo, voz, corpo, interpretação. É o meu 100%. Mas fazer CAETANA em Garanhuns é sempre lindo. Foi a cidade onde nasci, onde vivem meus pais, onde estão minhas raízes”, diz Lívia Falcão, que encarna a divertida rezadeira Benta, arrancando risos e lágrimas da plateia por onde passa.

    CAETANA - Tomando como base a pesquisa desenvolvida pelo encenador Moncho Rodriguez na procura de novas linguagens para um teatro de identidade nordestina, a peça trata do tema da moça CAETANA, inspiração armorialista utilizada pelo dramaturgo Ariano Suassuna em suas obras e poemas.
    CAETANA é a identidade da morte, aqui interpretada por Fabiana Pirro. Lívia Falcão “encarna” Benta, uma rezadeira “encomendadora” de almas que, após indicar o caminho do além a tantas outras, vê-se diante do seu próprio encontro com a CAETANA. As almas anteriormente encomendadas por Benta reaparecem para um divertido encontro em forma de bonecos, articulados e dublados por Fabiana.
    Em 2005, Lívia Falcão e Fabiana Pirro receberam o Prêmio APACEPE de melhor atriz e atriz coadjuvante, respectivamente, no projeto “Janeiro de Grandes Espetáculos”. O prêmio também foi conferido às categorias figurino, maquiagem, produção e ainda o Especial do Júri em Dramaturgia para o encenador Moncho Rodriguez e o poeta Weydson Barros Leal. O espetáculo também foi indicado ao Prêmio SHELL, o mais importante do teatro nacional, em três categorias: melhor atriz (Lívia Falcão), melhor texto (Weydson Barros Leal e Moncho Rodriguez) e melhor trilha sonora (Narciso Fernandes).
    “A encenação resgata elementos do teatro das tradições populares e os transforma em linguagens renovadas de contemporaneidade. Um teatro de celebração, de encantamento e diversão”, destaca Moncho Rodriguez. CAETANA aparece de forma poética, com muita música e celebrações presentes no imaginário popular do Nordeste.
    A morte passa pelo memorial do imaginário nordestino deixando um rastro de histórias, mistérios, encantamentos e assombrações que despertam a curiosidade num universo de fábulas e crendices que terminaram se tornando íntimos do povo.
    O circo, o desaparecimento, os desafios do amor e da vida, as diferentes formas de aparições dessa CAETANA estão presentes no espetáculo, escrito a quatro mãos por Moncho Rodriguez e pelo poeta Weydson Barros Leal, que marcou com CAETANA a sua estreia na dramaturgia teatral.
    De acordo com Moncho Rodriguez, que também assina a cenografia e o figurino, a cenografia do espetáculo propõe a autonomia de mobilidade levando a cena completa para qualquer lugar onde possa se realizar. Trata-se de uma “máquina teatral” circense, onde já se incrusta a própria iluminação, o som, os efeitos visuais. “Assim, resgatamos a praticidade dos antigos comediantes mambembes, que percorriam cidades e feiras levando seu teatro a todos os lugares”, explica.
    CAETANA também leva ao palco o diálogo entre atrizes e bonecos, sempre dublados por Fabiana Pirro, que encarna, além da própria CAETANA em carne e osso, papéis complementares à trama. São esculturas volumétricas, utilizando materiais reciclados e alternativos, misturados com elementos puros da tecelagem usada no interior do Nordeste por artesãos e bordadeiras. O bêbado, que aparece num divertido diálogo com a velha encomendadora de almas Benta – personagem de Lívia Falcão – é representado por um cabo de vassoura na mão de Fabiana, relembrando uma brincadeira de infância comum no interior.
    Espanhol, nascido em Vigo, ao longo de 30 anos de carreira o encenador Moncho Rodriguez desenvolveu vários projetos de pesquisa no teatro do mundo ibérico em Portugal, na Espanha e no Brasil. Dirigiu importantes companhias de teatro oficiais e independentes e foi formador de muitos jovens atores que hoje atuam no cenário do teatro ibérico nos três países. Nos últimos 15 anos tem se dedicado ao estudo e pesquisa da dramaturgia ibérica no Nordeste do Brasil, promovendo e criando espetáculos com outros dramaturgos nordestinos como Lourdes Ramalho (PB), Ronaldo de Brito (PE), Racine Santos (RN), Aglaé Fontes de Alencar (SE), Oswald Barroso (CE).
    Entre os principais projetos de intercâmbio entre a península ibérica e o Brasil destaca-se o projeto Cumplicidades, do qual foi idealizador e coordenador na primeira jornada. Financiado pela Comunidade Européia, realizou ainda projetos como o Universo do Cordel, com jovens atores de Portugal, Uruguai, Espanha e Brasil. Promoveu circuitos de descentralização teatral na Espanha e Portugal e dirigiu no Vale do Ave, em Portugal, a Oficina – Centro de Artes e Mestres Tradicionais, com a participação de mais de 400 jovens integrados em programas de re-inserção social.

    Quem são os personagens de CAETANA segundo o diretor Moncho Rodriguez:

    Benta – interpretada por Lívia Falcão.
    “É uma encomendadora de almas. Representa a mãe coragem, o espírito nordestino daqueles que tentam sobreviver”.

    CAETANA – interpretada por Fabiana Pirro.
    “É a morte presente em nosso imaginário lúdico. A tragédia transformada em riso”.

    Ninguém – boneco inspirado nos cabeçudos populares.
    “É o homem simples do povo. O moleque-de-recado, sem alternativas de profissão. É visto como louco, porque só loucos conseguem sobreviver assim”.

    Epifânio – boneco inspirado nos trabalhos do Mestre Saúba, de Carpina, andando sempre bambo sobre uma bicicletinha.
    “É o político corno. Representa toda a minha raiva do egoísmo do poder”.

    Rita Tabaqueira – boneco inspirado num tipo de marionete utilizado numa ópera em Lisboa. Escultura com meio corpo próprio e que utiliza parte do corpo do ator.
    “É a mulher reprimida pela Igreja e pela família do Sertão, desvendando o desejo feminino”.

    Tonho da Braúna – boneco construído sobre um cabo de vassoura.
    “É o bêbado e poeta. Representa o romântico, que transforma tudo numa brincadeira. Uma homenagem aos poetas populares. Tonho já ganhou inclusive um papel no meu próximo espetáculo”.

    Dioclécio – boneco inspirado nos mamulengos.
    “Faz parte do universo dos excluídos e é exatamente dele que vem a consciência do humano. É um homossexual, sensível e prestativo e termina emprestando à Benta a consciência do que é viver sem a “chave da vida”.

    O Anunciador – interpretado por Fabiana Pirro.
    “É muito parecido comigo”.

    CONTATOS:
    LIVIA FALCÃO - 9986.3170
    FABIANA PIRRO - 8535.0032

    De : Silvinha Góes

    quarta-feira, 13 de julho de 2011

    Grupo de teatro do Bom jardim-PE, nosso maior patrimônio é a cultura



    O Grupo de Teatro do Bom Jardim-PE, fundado a 15 de outubro de 1981 por jovens que ousaram em fazer teatro numa época ainda repressora,como também primando pela cultura de nosso município e região.São décadas de muita luta sacrifícios e resistência cultural, mas vivos, firmes e sonhadores de pés no chão
    .
    Desenvolvendo um brilhante trabalho em prol da cultura de Bom Jardim-PE e Região, realizando vários espetáculos como: O Pagador de Promessas(Dias Gomes), Morte e Vida Severina(João Cabral de Melo Neto), O Noivado da Fulô( Alberique Barros), Fatídico (João Barbosa), Auto da Compadecida(Ariano Suassuna), A Incelença (Luís Marinho) e tantos outros.
    Vai completar 20 anos em 2012 de encenação do espetáculo da “PAIXÃO DE CRISTO DE BOM JARDIM” ao ar livre pelas principais ruas de nossa cidade,sendo o maior espetáculo da Região Agreste Setentrional de Pernambuco.
    Usando como cenários os casarios antigos.Ganhamos o prêmio BNB de Cultura (Banco do Nordeste do Brasil). Que tem como patrocinador oficial o Governo de Pernambuco, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de de Pernambuco-(FUNDARPE), Secretaria Estadual de Cultura

    Fonte: Blog Bom dia Bom Jardim

    domingo, 10 de julho de 2011

    Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco é opção de diversão para férias

    Os teatros Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro, Luiz Mendonça, que fica no Parque Dona Lindu, Barreto Júnior; e o de Santa Isabel recebem os espetáculos

    A chegada de julho e, com ele, as férias escolares costuma deixar os pais de cabelos em pé, que, muitas vezes, não sabem o que fazer para divertir as crianças durante o mês inteiro. Uma dica são os teatros do Recife, que estão com boas opções de espetáculos para as crianças. É o Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco, que acontece até o fim de julho.  
    O ingresso acaba rápido na bilheteria e os teatros lotam. A animação na plateia, composta de adultos e crianças, é tanta que quem não consegue lugar para sentar nem se importa. Para os pais, teatro é uma das melhores opções de diversão para os filhos. “Teatro é cultura, teatro é alegria, teatro é entrosamento familiar. Teatro é tudo o que há de bom para a criança”, afirma o médico Roberto Natanael.

    Até 31 de julho, aos sábados e domingos serão encenados espetáculos em quatro teatros do Recife: Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro,  Luiz Mendonça, que fica no Parque Dona Lindu, e Barreto Júnior, no Pina. Nos dois últimos fins de semana do mês, haverá apresentações também no Teatro de Santa Isabel.

    A ideia é entreter a criançada de férias e despertar nela o gosto pelas artes cênicas. Um sucesso de publico é "A galinha pintadinha", que conta a história da galinha azul de pintinhas brancas (foto) que sonha em ser famosa.

    O espetáculo se desenrola ao som de cantigas conhecidas das crianças e dos pais. As crianças ficam encantadas com o colorido e com as músicas tanto que, em poucos minutos após o início do espetáculo, o corredor do teatro vira pista de dança.

    A peça "A galinha pintadinha" vai ser reapresentada no próximo domingo (10), desta vez no Clube Português e com um convidado especial: o palhaço Chocolate.


    Fonte : PE 360 graus/ globo.com